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Os Cuidados Paliativos e a Terminalidade da Vida

Desenvolver as habilidades não técnicas nas equipes de saúde promove a melhoria na qualidade da assistência e menor sofrimento físico e emocional do paciente e família no processo de morte

Foto: Pixabay

O controle da dor e dos sintomas de natureza física, social e emocional constitui a base dos cuidados paliativos, voltado para a melhora da qualidade de vida dos pacientes. Essa intervenção foi reconhecida como uma área da medicina pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2002. Desde então, dados da OMS apontam que a cada ano cerca de 40 milhões de pessoas no mundo precisam de cuidados paliativos, mas apenas 14% têm acesso ao recurso. 

César Bortoluzo, Líder Executivo da Delphos – Medicina, Consultoria e Gestão, explica que ao contrário do que muitos pensam, os cuidados paliativos não se restringem aos casos de possibilidades terapêuticas curativa, pelo contrário, devem estar presentes em todas as etapas do tratamento de doenças graves e sem cura, independente da idade, das condições ou do prognóstico do paciente. A assistência humanizada desenvolvida por uma equipe multidisciplinar deve cuidar para que o paciente tenha o mínimo de sofrimento físico e emocional e enxergue o processo de morte de forma mais natural.

Foto: Pixabay
"As equipes assistenciais são constituídas por profissionais já formados para isso, mas muitas vezes não tem desenvolvidas as necessárias habilidades de organização de processos assistenciais, trabalho em equipe, liderança, comunicação e empatia, tanto entre os integrantes da equipe como com os pacientes e seus familiares. Desenvolver ou ampliar as muitas variáveis não técnicas nas equipes multiprofissionais promove, comprovadamente, a melhoria na qualidade da assistência", ressaltou.

De acordo com Bortoluzo, há um amplo contexto de emoções familiares e sociais envolvidas nesse processo. Existem muitas técnicas para promover a melhor qualidade de assistência, que podem e devem ser empregadas com o objetivo de atingir o melhor resultado. As práticas paliativas também oferecem orientações, apoio social, além de intervenções psicoterapêuticas do diagnóstico à fase do luto.

"Respeitar as escolhas e as particularidades de cada pessoa é uma premissa básica dos cuidados paliativos. A comunicação e a liderança dentro da equipe multiprofissional, e destes com pacientes e famílias, propicia melhores chances de lidar com o sucesso dos procedimentos e também com a inevitabilidade da morte em muitos casos", explicou.

Fonte: César Bortoluzo, Líder Executivo da Delphos – Medicina, Consultoria e Gestão

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