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RJ: Pessoas com nanismo lutam por dia de combate ao preconceito



A Associação de Anões do Estado do Rio de Janeiro (ANAERJ) decidiu lutar no congresso por um dia voltado ao combate do preconceito a pessoa com nanismo. “A sociedade, desde seus primórdios, marginalizou as pessoas com nanismo, mantidas sem direitos, atendimento e respeito, e entre as pessoas com deficiência, os que têm nanismo são os mais “ridicularizados e subestimados” pelos órgãos de comunicação, os maiores responsáveis por estimular preconceitos e lendas, é mais fácil chamar atenção para os impedimentos e aparências do que para os potenciais e capacidades de tais pessoas”, afirmou Kenia Maria Rio, presidente da ANAERJ.

Em 16 de Fevereiro, foi aprovado o Projeto de Lei nº PL 657/2015, de autoria do Senador Romário, pela Comissão de Educação, Esporte e Cultura (CE) do Senado, e segue para deliberação na Câmara dos Deputados, caso não seja encaminhada para votação em plenário. O dia 25 de Outubro foi escolhido pelo segmento em homenagem ao já falecido ator norte-americano Billy Barty, que tinha nanismo e foi uma das primeiras pessoas a lutar contra o preconceito, e será o  Dia Nacional do Combate ao Preconceito à Pessoa com Nanismo. Juntamente com a parceria de líderes de São Paulo e Curitiba, a ANAERJ criou a campanha #SomosTodosGigantes,  sendo aderido por várias personalidades.

No Brasil já temos algumas leis sancionadas para essa data, como por exemplo, no município de Mesquita, sendo a primeira cidade do Rio a ter sancionado a lei de autoria da vereadora Cris Gêmeas, e também a do estado do Rio que está indo para a segunda votação na ALERJ, de autoria da Deputada Estadual Daniele Guerreiro.

Luiza Vitória (4), com nanismo diastrófico (tipo raro de nanismo), moradora de Mesquita, e sua mãe, a jornalista Gisele Rocha, luta pela inclusão e acessibilidade do nanismo no município. “Encontrei uma vereadora, atuante no segmento da pessoa com deficiência e juntas elaboramos a lei, sancionada pelo prefeito em menos de dois meses”, destacou Gisele. Com a lei sancionada na cidade, a jornalista levou a proposta para a  deputada, Daniele Guerreiro, que criou o Projeto de Lei estadual.

 A jornalista montou um grupo nas redes sociais e conseguiu reunir cerca de 30 pessoas com a mesma deficiência da filha pelo Brasil, que discute sobre tratamentos de reabilitação, futuro das crianças, experiências dos adultos, troca com as mães e tem o sonho de um dia conseguir fazer um encontro das famílias. Luiza tem uma página no facebook, Luiza Vitória – Displasia Diástrofica com quase 4000 curtidas, onde recebe o carinho de pessoas desconhecidas, que acompanham o dia a dia de sua superação.


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