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RJ: Hospital Estadual da Mulher inaugura banco de leite que irá beneficiar bebês prematuros

O serviço funcionará de segunda a sexta-feira entre 8h e 17h



O Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart (HEMHS) inaugurou nesta quinta-feira, dia 19, o seu banco de leite humano (BLH). O espaço foi especialmente preparado para receber as mamães e irá contar com recepção, consultório médico, serviço de coleta externa, três salas para ordenha, equipamentos para pasteurização, armazenamento e distribuição de leite e laboratório de análise microbiológica. A equipe é composta por clínico e pediatra, nutricionista, enfermeira e técnicos de enfermagem está pronta para trabalhar e o funcionamento será de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

- Conseguir inaugurar um serviço como esse num momento em que o país e o Estado passam por uma crise é resultado da dedicação e do comprometimento dos profissionais do Hospital da Mulher e da Secretaria de Estado de Saúde. Estamos aqui para salvar vidas e o leite materno é fundamental para o desenvolvimento dos bebês que estão em tratamento – disse o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr.

Estima-se que, por mês, sejam beneficiados dezenas de bebês, já que o HEMHS é referência no estado no atendimento de gestante e aos recém-nascidos de alto risco e dispõe de 49 leitos de UTI e UI Neonatal. Os pequenos, até então, eram alimentados com fórmula láctea, quando as mães não tinham possibilidade de amamentarem. A expectativa é que o banco de leite pasteurize mensalmente 10 litros de leite humano, podendo chegar a 50 litros.

- Nos primeiros meses de vida, não há alimento melhor e mais completo para o bebê que o leite materno. Além de suprir todas as necessidades nutricionais, ele ainda ajuda na formação do sistema imunológico; previne alergias e intolerâncias, entre muitas outras vantagens que podem fazer toda a diferença no desenvolvimento da criança. Mas o banco de leite também faz bem às mães, nesse momento tão delicado de preocupação extrema com a saúde de seus pequenos, a frustração daquelas impossibilitadas de amamentar fica amenizada. Assim, o banco de leite fortalecerá o vínculo entre mãe e filho – explica o diretor da unidade, Helton Setta.

A técnica de enfermagem Natália Alves, 30 anos, deu à luz Gabriel no dia 8 de maio. Como a mãe teve diabetes gestacional, o bebê apresentou nos primeiros dias de vida hipoglicemia e precisou ficar na UI Neonatal e não pode sugar o leite direto do peito da mãe. Quando fazia a ordenha para o filho, Natália foi convidada para ser a primeira mãe doadora do banco de leite do Hospital da Mulher.

- Nestes dias em que estou internada no hospital, conversei com várias mães que não conseguiram produzir leite para amamentar seus filhos e isso as deixou tristes. Estou produzindo leite em grande quantidade e me sinto muito feliz em poder ajudar. Tudo o que pudermos fazer para salvar vidas, vale a pena e é muito gratificante – descreveu Natália, emocionada.

Os Bancos de Leite Humano (BLH) são iniciativas públicas vinculadas a hospitais infantis e maternidades, responsáveis por promover o aleitamento materno e executar as atividades de coleta, controle de qualidade, pasteurização e distribuição do leite pasteurizado.

Em um segundo momento, o Hospital da Mulher iniciará a coleta de leite de mães doadoras que estejam fora da unidade. Para isso, foi criado o Disque Banco de Leite (21) 2651-9675, número no qual as mães poderão tirar dúvidas sobre como fazer a retirada e o armazenamento do leite em casa. Um carro fará a coleta nas residências.

Crédito das fotos: Everton Barsan

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