terça-feira, 15 de abril de 2025

Artigo: Vitamina B12: energia, foco e saúde

*Por Phillip Ji, Co-CEO da Omix  


Foto: Pixabay


Cansaço excessivo, dificuldade de concentração e baixa energia ao longo do dia podem ter relação com a deficiência de vitamina B12. Essencial para o funcionamento do organismo, o nutriente desempenha um papel fundamental na produção de energia, na saúde cerebral e na regulação do metabolismo. A falta pode levar a fadiga extrema, baixo rendimento cognitivo e até problemas neurológicos a longo prazo.  

Entenda melhor para que serve, os benefícios e onde encontrar a vitamina B12.  

Vantagens da vitamina B12  

  1. Garante mais energia e menos cansaço, combate a fadiga e melhora a disposição ao longo do dia 
  2. Auxilia na produção de glóbulos vermelhos, ajuda a prevenir a anemia e melhora a oxigenação do corpo
  3. Atua na saúde do sistema nervoso, contribui para a função cerebral e protege os neurônios
  4. Melhora o humor e reduz o estresse, auxiliando na produção de neurotransmissores essenciais

Memória, concentração e alta performance  

A vitamina B12 desempenha um papel essencial na memória, foco e desempenho mental. Estudantes, profissionais e qualquer pessoa que precise de clareza mental podem se beneficiar com o suplemento.  

O nutriente estimula a produção de neurotransmissores, melhorando a capacidade de aprendizado. Também reduz o cansaço mental, aumentando a clareza de pensamento. Previne declínios cognitivos, contribuindo para a saúde do cérebro a longo prazo, além de fornecer energia sustentada, essencial para produtividade e foco.  

Posso escolher a versão líquida?  

A vitamina B12 líquida é ideal para quem busca praticidade e eficácia. Sua absorção é mais rápida do que a de comprimidos convencionais, garantindo efeito mais imediato na energia e no desempenho cognitivo. Com apenas algumas gotas ao dia, é possível sentir a diferença na rotina.  

Alimentos ricos em vitamina B12   

Além das versões em cápsulas e líquida, a vitamina B12 pode ser encontrada principalmente em alimentos de origem animal, como leite e derivados, carne vermelha, fígado, frango, peixes, frutos do mar e ovos.  

Já os alimentos de origem vegetal, como cereais matinais, leites vegetais e levedo de cerveja, apesar de não conterem naturalmente a vitamina B12, podem ser enriquecidos, se tornando opções interessantes para quem segue um estilo de alimentação vegetariana.  

No entanto, a absorção da vitamina B12 pode ser reduzida por diversos fatores, como idade e hábitos alimentares. Por isso, a suplementação é a forma mais segura e eficaz de garantir níveis ideais no organismo.  

*Phillip Ji, Co-CEO da Omix, empresa pioneira em fitoterápicos no Brasil, desde 1993. – E-mail: omix@nbpress.com.br   

Sobre a Omix  

A Omix é pioneira em fitoterápicos no Brasil, desde 1993. Fundada no Rio de Janeiro, a empresa tem foco em produtos nutracêuticos e suplementos alimentares para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. Para mais informações, acesse: https://www.orientmix.com.br/


segunda-feira, 14 de abril de 2025

Artigo: Saúde como Direito: onde estamos agora?*

Declarações recentes que desmerecem o Sistema Único de Saúde viralizaram nas redes sociais e acenderam um alerta entre especialistas e defensores da saúde pública

Marcelo Henrique Silva*


Foto: Divulgação

A saúde é um dos pilares fundamentais da vida humana e desempenha um papel crucial em nosso bem-estar geral. Por séculos, o Brasil tem buscado soluções para suas profundas desigualdades sociais e dificuldades no acesso aos serviços médicos básicos. E pensar em soluções para esses problemas significa pensar em duas questões fundamentais: no conceito próprio de saúde e na sua visão como direito fundamental.

Para responder a primeira pergunta, devemos primeiro voltar no tempo. “Ser saudável é não estar doente”. Durante gerações, foi com essa maneira simplista que se pensaram as políticas sanitárias mundo afora. Especialmente no âmbito da classe trabalhadora, onde o interesse maior era das empresas, já que funcionário doente significava funcionário afastado das atividades laborais. Pensando nisso, as primeiras políticas de garantia ao acesso à saúde contemplavam apenas empregados formais, deixando de fora a grande massa miserável do país. 

Com o tempo, a evolução do entendimento sobre saúde levou a uma perspectiva mais integral, que considera a interconexão entre o corpo, a mente e o ambiente. Essa mudança foi fundamental para a promoção da mesma e prevenção de doenças na sociedade contemporânea. É um conceito amplo e multifacetado, que abrange não apenas a ausência de patologias, mas também um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Essa visão integrada foi formalmente reconhecida pela OMS em 1946 e continua a ser um princípio fundamental na definição contemporânea de saúde.

E para responder a segunda pergunta, temos que entender as intensas lutas sociais, especialmente do movimento sanitarista, que estabeleceram a saúde como um direito de todos e dever do Estado, garantindo acesso universal e igualitário aos seus serviços, e não apenas entre os trabalhadores formais ou quem contribui com a previdência. O que antes era luxo e privilégio, uma mercadoria, agora passou a ser visto como base para a dignidade humana.

Entendendo o contexto histórico, vamos para o questionamento final: onde estamos agora? Apesar de direito adquirido, a luta pela saúde integral está longe do fim. Os maiores desafios envolvem questões estruturais, econômicas e políticas, como o subfinanciamento, falta de investimentos, desvalorização de profissionais, envelhecimento populacional, privatização, descrédito e desmonte do SUS. Um exemplo da interferência política aconteceu recentemente: Donald Trump anunciou o corte na ajuda humanitária o que ameaça o agravamento da pandemia de HIV/AIDS. 

Apesar do cenário sempre desafiador, seja de quem faz ou de quem usa, é dever coletivo a vigilância das nossas instituições, sobre especialmente a gestão pública, para que essa conquista, por tantas vezes questionada e posta à prova, não se torne mais uma vez um sonho distante. 

*Marcelo Henrique Silva, médico com foco em grupos vulneráveis, é autor de Sangue Neon, romance vencedor do Prêmio Alta Literatura na categoria autor estreante.

 

 




quarta-feira, 9 de abril de 2025

Secretaria de Estado da Mulher estará na Feira Rio Artes com foco no fortalecimento do empreendedorismo feminino

Programação terá oficinas e exposição de trabalhos realizados por mulheres fluminenses


Foto: Divulgação


De 9 a 13 de abril, a Secretaria de Estado da Mulher participa, pelo segundo ano consecutivo, da Feira Rio Artes, que chega à sua 17ª edição no Centro de Convenções Expomag, na Cidade Nova. Reunindo artesãs convidadas de todas as regiões do estado do Rio de Janeiro, o estande da Secretaria terá uma programação voltada à valorização do empreendedorismo feminino, à capacitação de empreendedoras e à promoção de iniciativas lideradas por mulheres.

O espaço será uma importante vitrine para a criatividade e a força produtiva das mulheres, destacando as peculiaridades de cada região do estado. Durante os cinco dias da feira, o estande oferecerá duas oficinas gratuitas por dia (11h e 16h) realizadas por artesãs de várias cidades do estado cadastradas na Rede Empreendedoras RJ. Elas também apresentarão seus trabalhos ao público. Serão 60 vagas disponibilizadas por ordem de chegada.

Além disso, a ação também vai contar com a presença de mais de 100 mulheres convidadas de diferentes municípios, incentivando o intercâmbio de experiências, a construção de redes de apoio e o fortalecimento da autonomia econômica em diferentes territórios. Outro destaque será a exposição fotográfica no estande, com registros do projeto “Mulher Empreendedora do Carnaval 2025”, que celebra a potência feminina por meio da arte e do trabalho colaborativo.

"A Feira Rio Artes é um espaço potente de visibilidade e conexão. Queremos que as mulheres que passam por aqui saiam mais fortalecidas, com novas perspectivas e ferramentas para seguirem empreendendo. Nosso papel é apoiar e ampliar essas oportunidades, reconhecendo o talento, a criatividade e a força das mulheres fluminenses em cada território do estado", destaca a secretária de Estado da Mulher, Heloisa Aguiar.

Serviço:
Feira Rio Artes 2025
Data: 9 a 13 de abril
Local: Centro de Convenções Expomag – Cidade Nova, Rio de Janeiro
Horário: Quarta a sábado, das 10h às 20h | Domingo até 17h

domingo, 6 de abril de 2025

Dica de livro: Os sonhos que se transformam no movimento da vida

Entre passado, presente e futuro, o multiartista Thiago Prado celebra o cotidiano, reflete sobre as mudanças e entende sobre si após diagnóstico tardio de autismo no livro "Que será, será"



Mudar um RG pode ser apenas uma burocracia. Trocam-se a foto, o ano, o modelo e o órgão emissor. Mas esse documento tão habitual também registra as transformações de uma vida. No caso do multiartista Thiago Prado, de uma atualização para a outra, ele deixou de ser um adolescente do Realengo que sofria bullying na escola e ainda aprendia a desenhar, para se tornar um artista de quase 40 anos, com diversos projetos internacionais, uma moradia no Leme e um detalhe a mais na carteira que o define como neurodivergente. Tornou-se quem sempre sonhou ser.

Estas transformações que passam de maneira quase imperceptível diante das atribulações do cotidiano são registradas pelo escritor em Que será, será. Referência à clássica música do filme “O homem que sabia demais” (1934), de Hitchcock, a obra une passado, presente e futuro para retratar as experiências de um homem constantemente impactado pelos confrontos de existir no mundo.

Com textos curtos, a publicação mescla os formatos de poemas, cartas e frases para retratar experiências comuns, mas intensas. O sentimento de inadequação, o medo de falhar, as dificuldades dos relacionamentos, a beleza das amizades, a desesperança acerca do futuro, as inseguranças sobre a identidade e até a raiva de perder o ônibus na parada são alguns dos temas abordados.

Não entendo o que as pessoas dizem e não consigo dizer. Me parece que é sobre o que elas sentem, por dentro de suas palavras, suas motivações, seus lugares. Tampouco consigo dizer o que eu sinto. Não encontro forças para argumentar, para me defender, que dirá para atacar. Tenho me esforçado em correr na praia. Preciso insistir em cuidar de mim. Parece bobagem, tens razão. (Que será, será, p. 69)

Essas vivências compartilhadas em Que será, será são entrelaçadas a reflexões intimistas do narrador. Nas páginas, ele atravessa o diagnóstico tardio de autismo, questiona as classificações relacionadas à sexualidade, registra conversas com amigos e escreve sobre os desafios da profissão artística.

Entre relatos biográficos, o livro salienta o poder de aceitar a si mesmo, com seus erros e acertos, para seguir em frente apesar dos conflitos do dia a dia. Acima de tudo, a obra reforça a importância dos sonhos mesmo com as frustrações e a inevitabilidade da morte, porque, assim como o início da leitura já indica: "todo mundo tem um sonho buzinado".

FICHA TÉCNICA

Título: Que será, será
Autor: Thiago Prado
Editora: Opera
ISBN: ‎978-65-6081-282-6
Páginas: 140
Preço: R$ 56
Onde comprar: Opera Editorial 

Sobre o autor: Thiago Prado é escritor, artista visual e cineasta. Publicitário por formação e pós-graduado em Cinema, ele nasceu em Realengo, no subúrbio do Rio de Janeiro, e morou em São Paulo, onde fez as primeiras exposições. Com um ateliê no Flamengo, na capital carioca, dedica-se há mais de duas décadas ao trabalho artístico. Ganhou prêmios e expôs em diversas cidades do mundo, além de ter recebido menções por projetos no audiovisual. Na literatura, publicou “Mal Secreto” (2023) durante a Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP), e agora lança Que será, será, um livro sobre o ser e o sentir no mundo contemporâneo.

Redes sociais do autor:

Instagram: @iamthiagoprado
Facebook: /iamthiagoprado

Site do autor: www.thiago-prado.com


sábado, 5 de abril de 2025

Hemorio inicia a campanha Páscoa Solidária

Meta é arrecadar doações de barras de chocolate, caixas de bombom e outras guloseimas, que serão distribuídos aos pacientes onco-hematológicos e hematológicos


 A menina Alice Santos, de 6 anos, é paciente do Hemorio desde os 3 meses de idade. Foto: Divulgação


A campanha Páscoa Solidária do Hemorio está aberta. Até o dia 8 de abril, a unidade estará recebendo doações de barras de chocolate, caixas de bombom e outras guloseimas, que serão distribuídas aos pacientes onco-hematológicos e hematológicos atendidos pelo Hemorio

No ano passado,  cerca de 330 pacientes internados  e de ambulatório foram beneficiados com a campanha. Os interessados podem deixar as doações na sede do Hemorio, localizada no Centro do Rio. 

Moradora de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, a menina Alice Santos, de 6 anos, é paciente do Hemorio desde os 3 meses de idade e realiza tratamento para anemia falciforme. Ela faz um apelo para a arrecadação dos chocolates, que são distribuídos para as crianças e os adolescentes, além das famílias. 

O hospital do Hemorio é exclusivo para pacientes com doença falciforme, sendo referência nessa área no estado, talassemia (distúrbio que provoca anemia crônica), doença de Willebrand (disfunção plaquetária), leucemias, mieloma e múltiplos linfomas.

A ala pediátrica, voltada a crianças e adolescentes, é temática e imita o fundo do mar. Ela foi desenvolvida para humanizar o tratamento. No espaço Henfil, o atendimento é concentrado aos pacientes adultos.

O Hemorio fica na Rua Frei Caneca, 8, Centro do Rio.


quinta-feira, 3 de abril de 2025

Pilates em casa ganha força no Dia Mundial da Atividade Física como opção para quem tem mais de 50 anos

Especialista propõe uso de objetos simples na prática de exercícios de baixo impacto, acessíveis e eficazes na prevenção de dores e lesões


Foto: Divulgação

No próximo 6 de abril, data em que se celebra o Dia Mundial da Atividade Física, a professora e fisioterapeuta Vanessa de Andrade defende que o Pilates em casa é uma alternativa prática e segura para quem deseja manter uma rotina de exercícios após os 50 anos. Com mais de 12 anos de experiência na área e criadora do canal no Youtube “Programa Pilates em Casa”, ela aposta no uso de objetos simples — como cadeira, cabo de vassoura e travesseiro — para a prática de exercícios de baixo impacto voltados à saúde musculoesquelética.

O método é especialmente eficaz para quem enfrenta dores crônicas, como na coluna ou nas articulações, e quer prevenir lesões sem sair de casa”, afirma a especialista. A acessibilidade é um dos pontos-chave da metodologia que ela desenvolveu, pensada especialmente para o público maduro, muitas vezes excluído das rotinas tradicionais de atividade física.

Dados da Previdência Social mostram que as dores na coluna lideram as causas de afastamento do trabalho no Brasil, somando mais de 24 mil casos apenas no primeiro trimestre deste ano. A realidade reforça a importância de práticas preventivas. “Existe um mito de que pessoas com dor devem evitar esforço, mas o Pilates fortalece os músculos estabilizadores da coluna e melhora a postura, o que ajuda no alívio das dores e na autonomia funcional”, explica Vanessa.

Além dos efeitos físicos, os benefícios também se estendem à saúde mental. Durante a menopausa, por exemplo, o método contribui para o equilíbrio hormonal, reduzindo os níveis de cortisol, conhecido como hormônio do estresse, e promovendo a liberação de endorfinas. “É um convite ao autocuidado. Em um momento de tantas transformações, o Pilates oferece reconexão com o próprio corpo e melhora a qualidade de vida”, diz.

Pesquisas confirmam a eficácia da prática. Um estudo da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) aponta que o Pilates reduz dores e melhora a mobilidade em mulheres com osteoartrite. Já o Journal of Bodywork and Movement Therapies reforça os benefícios da técnica no alívio de sintomas de ansiedade e melhora da postura.

A fisioterapeuta também destaca que não é necessário investir em aparelhos ou roupas específicas para começar. “Com um espaço livre e itens do dia a dia, é possível praticar com segurança, desde que a pessoa siga orientações confiáveis. O importante é manter a regularidade e respeitar os limites do corpo”, orienta.

Com quase 140 mil inscritos no YouTube, Vanessa usa suas redes sociais para ampliar o acesso à prática. “A internet democratizou o Pilates. Mesmo quem nunca teve contato com a modalidade pode começar aos poucos e sentir os efeitos logo nas primeiras semanas”, afirma.

Para quem deseja iniciar no Dia Mundial da Atividade Física, a recomendação da especialista é começar com movimentos simples, como alongamentos e exercícios de respiração, e depois evoluir gradualmente para exercícios de fortalecimento. “O importante é sair da inércia com segurança, respeitando o próprio ritmo e entendendo que cuidar do corpo é um investimento para o futuro”, conclui.

Sobre Vanessa de Andrade

Vanessa de Andrade é personal trainer e fisioterapeuta, especializada em ajudar pessoas com mais de 50 anos a viverem sem dores e medicamentos, promovendo assim, um envelhecimento saudável por meio da prática de Pilates em Casa. Utilizando objetos comuns do cotidiano, como travesseiro, cabo de vassoura e cadeira, ela desenvolveu uma metodologia acessível que permite realizar exercícios simples e sem impacto, direcionados para o alívio das dores. 

Seu canal no YouTube, "Programa Pilates em Casa - Vanessa de Andrade", conta com quase 140 mil inscritos, onde ela compartilha aulas e dicas para a prática do Pilates no ambiente domiciliar. No Instagram, Vanessa oferece conteúdos voltados para a redução das dores através do Pilates em Casa, reforçando sua missão de proporcionar qualidade de vida e bem-estar aos seus seguidores.

Para mais informações, visite o Instagram e o Youtube.


quarta-feira, 2 de abril de 2025

Dica de livro: Doutor em Educação questiona política de inclusão total adotada em escolas brasileiras

Pesquisador e ativista Lucelmo Lacerda evidencia a problemática de educar crianças e adolescentes com necessidades especiais apenas em salas de aulas regulares



Em tese, a alocação de crianças e adolescentes neurodivergentes ou com alguma deficiência no ensino regular é essencial para a promoção dos ideais de inclusão social. Na prática, a precariedade das escolas brasileiras, especialmente nas mantidas pelo Poder Público, favorece uma lacuna de aprendizagem que limita os avanços daqueles que mais necessitam de atenção especial. Esta é a reflexão proposta pelo Doutor em Educação Lucelmo Lacerda no livro Crítica à Pseudociência em Educação Especial, publicação da editora Luna Edições.

Na obra, o pesquisador e ativista pelos direitos das pessoas com deficiência, que também é autista e pai de criança autista, destaca a Inclusão Total e a Educação Inclusiva como vertentes antagônicas no debate sobre educação especial. A primeira defende o fim das salas e escolas especializadas, como as APAEs, e a limitação de apoios pedagógicos em prol da integração social. Já a segunda também prioriza a integração, mas luta pela manutenção dos espaços especiais e suporte contínuo por entender a relevância da educação pensada conforme a necessidade de cada aluno.

A escolarização de pessoas com deficiências ou Altas Habilidades/Superdotação exige atenção e apoio especiais e, nos países desenvolvidos, há uma tendência de que isto seja realizado por meio de metodologias que foram testadas, com resultados positivos demonstrados; e não pela alegada “intencionalidade” discursiva de um ou outro autor, instituição ou empresa em relação a sua funcionalidade, que é justamente o que se tem ocorrido no Brasil, resultando em um quadro bastante preocupante, neste quesito. De fato, a perspectiva da “Inclusão Total” é largamente dominante na Academia no Brasil e, apesar do nome lisonjeiro, é uma corrente hostil à ciência e cujos resultados são, demonstradamente, prejudiciais às pessoas com deficiência em seu processo de escolarização, na defesa de que a escola seja plural em sua essência, mas que não se realize nenhum tipo de adaptação para nenhum estudante com deficiência e justamente por isso, não são utilizados nos países com melhor estrutura educacional.

(Crítica à Pseudociência em Educação Especial, pg. 149)

A Inclusão Total, hoje endossada pela Política Nacional de Educação Especial (PNEE) do MEC, é realidade nos ambientes escolares de todo o país. Segundo Lucelmo, este direcionamento, amplamente adotado por ser menos oneroso aos cofres públicos, causa sérios prejuízos para pessoas com Transtornos Mentais, definição meramente didática que engloba condições como o Transtorno do Espectro Autista e de Deficiência Intelectual. Isso porque cada indivíduo necessita de atendimento e estímulos diferenciados conforme suas limitações e possibilidades, cenário impossível em salas de aulas superlotadas e professores sem formação com foco na individualização do ensino.

“Só defende este tipo de inclusão quem não está no dia a dia de uma escola e não convive com essa realidade, porque a educação nesse caso não depende só de boa vontade ou atitude dos educadores, não existe formação técnica para o ensino especializado”, argumenta Lucelmo. Como solução para este dilema, o especialista aponta a priorização das Práticas Baseadas em Evidências, abordagem com viés científico que possibilita a implementação de condutas pedagógicas das quais se conhece a eficácia a partir de pesquisas e estudos.

Em Crítica à Pseudociência em Educação Especial, Lucelmo Lacerda analisa as principais correntes no âmbito da Educação Especial e apresenta dados sobre a temática em diversos países desenvolvidos e na literatura científica, em uma poderosa reflexão neste campo de estudos. “A melhoria da educação passa necessariamente pela organização de um sistema inclusivo, em que salas e escolas especializadas são imprescindíveis, como se faz em todo e qualquer país civilizado do planeta”, reitera.

Ficha técnica

Livro: Crítica à pseudociência em educação especial - Trilhas de uma educação inclusiva baseada em evidências
Autor: Lucelmo Lacerda
Editora: Luna Edições
ISBN: 978-65-999786-0-9
Páginas: 172
Preço: R$ 70
Onde encontrar:
 Luna Edições

Sobre o autor

Lucelmo Lacerda é professor universitário, historiador, psicopedagogo e pesquisador na área de análise do comportamento. Doutor em Educação pela PUC-SP, com pós-doutoramento no departamento de psicologia da UFSCar e Mestre em História pela PUC-SP. Também é pesquisador nos campos de Autismo e Inclusão. Angariou 115 mil seguidores no Instagram e 225 mil inscritos no YouTube especialmente com seu trabalho de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista e quadros assemelhados.

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