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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Narcisismo parental: como identificar e lidar com pais tóxicos

Segundo o doutor em psicologia Danilo Suassuna, muitos pais narcisistas são habilidosos em mascarar o comportamento tóxico como preocupação ou amor


Alguns sinais podem indicar a presença do narcisismo. Foto: Reprodução da Internet


O papel dos pais é fundamental no desenvolvimento emocional e psicológico dos filhos. No entanto, quando esse papel é distorcido por comportamentos tóxicos, como o narcisismo parental, ele pode causar sérios danos ao bem-estar dos filhos. 

Segundo Danilo Suassuna, doutor em psicologia e diretor do Instituto Suassuna, que oferece pós-graduação e forma psicólogos atuantes, o narcisismo parental é um padrão de comportamento no qual os pais colocam suas próprias necessidades e desejos acima dos de seus filhos. “Pais narcisistas frequentemente utilizam seus filhos como extensões de si mesmos, buscando validação e atenção através deles. Esse comportamento pode se manifestar de diversas maneiras, incluindo controle excessivo e manipulação emocional”, explica. 

De acordo com o especialista, identificar o narcisismo parental pode ser desafiador, especialmente porque muitos pais narcisistas são habilidosos em mascarar seu comportamento tóxico como preocupação ou amor. No entanto, alguns sinais podem indicar a presença desse problema. São eles:

  • Necessidade Constante de Controle: “O pai narcisista tenta controlar todos os aspectos da vida do filho, muitas vezes desconsiderando os desejos e necessidades individuais da criança”, afirma Danilo Suassuna. 
  • Falta de limites: Ele ignora e desrespeita os limites pessoais dos filhos, tratando-os como extensões de si mesmo em vez de indivíduos independentes.
  • Manipulação Emocional: Segundo o doutor em psicologia, um pai narcisista utiliza táticas de manipulação, como culpar, envergonhar ou fazer com que o filho se sinta responsável por suas emoções.
  • Busca Excessiva por Validação: Um genitor narcisista depende do sucesso ou das realizações do filho para validar seu próprio valor, muitas vezes pressionando a criança a atender expectativas irreais.
  • Desvalorização: Frequentemente ele menospreza ou desvaloriza os sentimentos, opiniões e realizações dos filhos.

Para Danilo Suassuna, quem é filho de um pai narcisista precisa entender que não é responsável pelos comportamentos do mesmo, mas pode utilizar estratégias para lidar com a situação. “Uma delas é aprender a estabelecer e manter limites emocionais e físicos. Outra sugestão é buscar apoio, seja através de um terapeuta ou grupos que proporcionem um espaço seguro para o processamento das emoções”, sugere.

Além disso, o diretor do Instituto Suassuna recomenda que o filho de pai narcisista pratique sempre o autocuidado, envolvendo-se em atividades que promovam seu bem-estar físico e emocional. “Isso pode incluir hobbies, exercícios, meditação e tempo com amigos de confiança”, diz Danilo Suassuna. Ele também ressalta a importância de aprender sobre o tema para que possa entender melhor o comportamento narcisista e desenvolver estratégias eficazes para lidar com ele.

Fonte: https://institutosuassuna.com.br/


quarta-feira, 14 de maio de 2025

Luto perinatal: como lidar com a perda de um bebê

Psicóloga responde às dúvidas mais comuns sobre como lidar com a dor e buscar apoio emocional na perda gestacional, como nos casos de Tati Machado e Micheli Machado


Foto: Divulgação

Perder um bebê durante a gestação ou logo após o nascimento é uma experiência que envolve mais do que a ausência física. O luto perinatal carrega a interrupção de sonhos, planos e de um futuro já imaginado, além de ser marcado por silêncio e incompreensão.

Casos recentes, como da apresentadora Tati Machado e da atriz Micheli Machado, deram visibilidade ao tema. Segundo a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, esses episódios destacam a necessidade de práticas humanizadas e de suporte especializado para famílias que enfrentam essa perda.

A especialista esclarece as dúvidas mais comuns e orienta sobre como lidar com esse momento delicado.

1) O que é o luto perinatal?

O luto perinatal ocorre quando há a perda de um bebê durante a gestação ou logo após o nascimento. Ele não se restringe à ausência física, mas inclui também perdas simbólicas, como o luto pelo sexo desejado do bebê, pela impossibilidade de ter o parto planejado ou por dificuldades na amamentação. Todas essas experiências envolvem a interrupção de expectativas e precisam ser acolhidas.

2) Como cada pessoa vive o luto perinatal e quando buscar ajuda profissional?

O luto perinatal é uma experiência única e profundamente pessoal. Para algumas pessoas, o processo pode durar semanas, para outras, meses ou até mais tempo. Não há um prazo certo ou errado para lidar com essa perda, já que cada um tem seu próprio ritmo para processar a dor e as mudanças que ela traz. O mais importante é observar como o luto afeta o cotidiano. Se a tristeza começar a interferir na realização de atividades diárias, houver isolamento prolongado ou pensamentos de desesperança, pode ser o momento de buscar apoio especializado. Psicólogos e outros profissionais de saúde mental estão preparados para oferecer acolhimento e suporte durante esse processo.

3) Como lidar com a perda de um bebê?

Lidar com a perda envolve validar os próprios sentimentos e dar espaço para que emoções, como tristeza ou culpa, sejam vividas sem repressão. Guardar lembranças do bebê, como roupas ou fotos, pode ajudar a transformar a dor em algo significativo. Apoio psicológico e a participação em grupos de apoio também são fundamentais para auxiliar no processo de superação.

4) Quais práticas ajudam a criar uma despedida significativa?

Hospitais humanizados permitem que os pais vejam e segurem o bebê, caso desejem, e oferecem a opção de guardar recordações, como fotos, a marca do pezinho ou um pedacinho de cabelo. Essas ações ajudam a dar sentido à despedida. Em países como a Inglaterra, berços refrigerados são usados para que os pais possam passar mais tempo com o bebê antes do sepultamento.

5) Como os hospitais podem acolher melhor famílias enlutadas?

Separar mães que enfrentaram perdas de alas onde estão bebês recém-nascidos é uma medida fundamental para reduzir o sofrimento. Além disso, o acolhimento humanizado, com profissionais capacitados e tempo adequado para a despedida, pode aliviar a dor das famílias.

6) O pai também sente o luto?

Sim, e ele precisa ser incluído no processo. Muitas vezes, o pai é pressionado a ser "forte" para apoiar a parceira, mas ele também vivencia a perda e necessita de espaço para expressar sua dor. O apoio mútuo no casal é essencial para fortalecer a relação e facilitar a superação.

7) Existem outros tipos de luto no período perinatal?

Sim. Além da perda física, o luto pode surgir em situações como receber um diagnóstico inesperado, descobrir que o sexo do bebê não era o desejado ou não conseguir amamentar. Essas perdas simbólicas também geram sofrimento e merecem acolhimento.

8) Por que evitar frases que minimizem a dor da perda?

Frases como “foi melhor assim” ou “Deus quis dessa forma” podem parecer inofensivas, mas invalidam os sentimentos de quem está enfrentando a perda. É importante oferecer escuta atenta, sem julgamentos, e respeitar o momento de luto.

9) Por que é importante falar sobre luto perinatal?

Casos como o de Tati Machado e Micheli Machado mostram como o luto perinatal é mais comum do que se imagina. Discutir o tema ajuda a romper tabus, validar o sofrimento das famílias e incentivar práticas de acolhimento mais empáticas e humanizadas.

Foto: Divulgação 
Quem é Rafaela Schiavo?

Profª-Dra. Rafaela de Almeida Schiavo é psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline. Desde sua formação inicial, dedica-se à saúde mental materna, sendo autora de centenas de trabalhos científicos com o objetivo de reduzir as elevadas taxas de alterações emocionais maternas no Brasil.

Possui graduação em Licenciatura Plena em Psicologia e em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Além disso, concluiu seu mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem e doutorado em Saúde Coletiva pela mesma instituição. Realizou seu pós-doutorado na UNESP/Bauru, integrando o Programa de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Desenvolvimento Humano, atuando principalmente nos seguintes temas: Desenvolvimento pré-natal e na primeira infância; Psicologia Perinatal e da Parentalidade. 

 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Raí Rocha inicia turnê literária com obra de autoconhecimento e recomeços

Autor e psicanalista de Niterói leva seu livro "Quando viajo pra fora, eu recomeço por dentro" para diversos estados do Brasil e Europa, incentivando o público a buscar libertação e novos horizontes

Raí Rocha prepara sua agenda 2025 para turnê literária. Foto: Divulgação 

Com o lançamento recente do livro “Quando viajo pra fora, eu recomeço por dentro”, o autor e psicanalista Raí Rocha está preparando sua agenda de 2025 para uma turnê literária que passará por diversos estados do Brasil e por países da Europa. Com grande sucesso na pré-venda e no lançamento, a obra faz uma analogia a um guia de viagem e convida o leitor a se aprofundar no autoconhecimento, na autoestima e no processo de se livrar do que já não agrega mais.

O livro fala sobre viajar e ter um recomeço por dentro. Quero levar a obra pelo Brasil e pelo exterior para que mais pessoas possam ter essa experiência. Pretendo falar sobre libertação, acolhimento e a busca por novos horizontes; que as pessoas se permitam olhar para o passado, se impulsionarem e avançarem”, explica Raí.

A turnê literária começará em fevereiro, com um evento no Nosso Bistrô, em Niterói, Rio de Janeiro, onde o livro foi lançado. A agenda seguirá com uma parada em Teresópolis, no final de março. Depois, o autor embarca para a Europa, com passagens programadas pela Alemanha em maio e Paris, França, no início de junho. A turnê se encerrará em São Paulo, quando Raí retorna ao Brasil. O autor espera que sua obra se torne um dos best-sellers do primeiro semestre de 2025.