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sábado, 14 de fevereiro de 2026

6 dicas para a mulher na menopausa aproveitar o carnaval

Especialista explica como pequenas escolhas podem transformar a festa em uma experiência mais leve, segura e cheia de energia


Foto: Freepik


Se existe uma temporada capaz de misturar calor intenso, multidões e noites sem dormir, essa temporada atende pelo nome de carnaval. Para muitas mulheres na menopausa, a folia pode ser tão libertadora quanto desafiadora, mas a verdade é que dá, sim, para curtir cada bloco, cada dança e cada brinde sem transformar o fogacho no protagonista da festa.

A médica e pesquisadora Fabiane Berta, especialista em menopausa, explica que a queda do estrogênio altera o sistema de termorregulação do corpo, deixando o organismo mais sensível ao calor. Na prática, isso significa que aquele aumento repentino de temperatura pode surgir no meio da avenida, acompanhado de suor e vermelhidão. Quando o álcool entra na equação, um conhecido vasodilatador, ele amplia a sensação térmica e pode intensificar os fogachos.

“Existe um mito antigo de que aproveitar o carnaval significa exagerar, mas a nova lógica do bem-estar mostra justamente o contrário. Apreciar a festa com consciência permite dançar mais, rir mais e, o mais importante, acordar bem no dia seguinte. A mulher que entende o que acontece no próprio corpo não deixa de brindar, apenas aprende a brindar melhor”, diz Fabiane.

A especialista traz 6 dicas para curtir a folia com mais conforto.

  1. “Água é seu melhor glitter.”
    Intercale cada drink com um copo grande de água. A hidratação evita o efeito dominó do cansaço, da tontura e do mal-estar. 
  1. “Nunca beba em jejum.”
    Comer antes e durante a festa, priorizando carboidratos complexos e proteínas, desacelera a absorção do álcool e ajuda a manter a energia estável. 
  1. “Energético com álcool não é parceria, é armadilha.”
    A mistura pode mascarar sinais de excesso e aumentar a sobrecarga cardiovascular, um ponto de atenção importante na menopausa. 
  1. “Escute os sinais do seu corpo.”
    Se o fogacho aparecer logo após o primeiro gole, talvez seja o organismo pedindo uma mudança de ritmo. Respeitar esses alertas é uma forma inteligente de autocuidado. 
  1. “Atenção redobrada se você faz terapia hormonal.”
    O álcool pode interferir no metabolismo dos hormônios. Alinhar estratégias com sua médica antes do carnaval é uma decisão inteligente. 
  1. “Tenha bebidas não alcoólicas como aliadas.”
    Água de coco e outras opções refrescantes hidratam, repõem eletrólitos e ajudam o corpo a manter a temperatura sob controle.

No fim das contas, o melhor carnaval não é o mais intenso, é o mais memorável. Vale procurar sombra quando possível, escolher roupas leves e respeitar pausas sem culpa. Porque liberdade, hoje, também significa saber se cuidar’, finaliza a médica.

Sobre Fabiane Berta:
Fabiane Berta é médica e pesquisadora (CRMSP 151.126), integrante do Science Medical Team – OB-GYN Specialist. É mestranda no setor de Climatério | Menopausa e pesquisadora adjunta no setor da Endometriose | Dor pélvica pela UNIFESP. Possui pós-graduação em Endocrinologia, Neurociências e Comportamento. É fundadora do MyPausa, iniciativa que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil para promover uma reforma na saúde feminina, com foco em acessibilidade a tratamentos atualizados e respeito à diversidade regional. Atua como PI sub e chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa (Science Valley) e como coordenadora da Saúde Feminina para a Arnold Conference 2026.


domingo, 4 de janeiro de 2026

Mirian Goldenberg lança livro-caixinha sobre menopausa

Obra reúne 100 perguntas da professora com reflexões sobre bem-estar feminino e envelhecimento




Embora seja uma fase natural na vida das mulheres, a menopausa ainda é um tema repleto de tabus e desinformação. Para estimular conversas abertas e reflexões sobre o assunto, a antropóloga, pesquisadora, professora e especialista em estudos de gênero e envelhecimento, Mirian Goldenberg lança o livro-caixinha® Vamos falar de menopausa

Na obra, publicada pela Matrix Editora, a autora reúne 100 perguntas que convidam ao diálogo e à compreensão mais profunda dessa etapa, tanto do ponto de vista físico e emocional, quanto social e cultural. "O que você sabe sobre menopausa?", "Quais são seus maiores medos em relação a essa fase da vida?" e "Alguém da sua família falava sobre menopausa?", são alguns dos questionamentos que compõem o conteúdo. 

Autora de livros que exploram comportamento, envelhecimento, sexualidade, as relações amorosas e os papéis sociais das mulheres, Mirian propõe uma nova forma de enxergar a menopausa: não como o fim de um ciclo, mas como o início de uma jornada de autoconhecimento, autocuidado e reinvenção. As perguntas abordam temas como corpo, beleza, saúde física e emocional, sexo, autoestima e relações sociais, estimulando reflexões sinceras e libertadoras. 

Vamos falar de menopausa busca ampliar o debate sobre o bem-estar feminino, oferecendo um espaço de acolhimento e troca de experiências. Com uma proposta leve e interativa, esse lançamento incentiva mulheres a compartilharem as próprias vivências, refletir sobre o envelhecimento em uma sociedade que ainda valoriza excessivamente a juventude e enxergar essa fase com mais leveza. 

Ficha técnica 

Título: Vamos falar de menopausa 
Autoria: Mirian Goldenberg 
Editora: Matrix Editora 
ISBN: 978-65-5616-614-8 
Páginas: 100 cartas 
Preço: R$ 52,00 
Onde encontrarMatrix EditoraAmazon 

Sobre a autora 

Mirian Goldenberg é professora titular aposentada do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É colunista da Folha de S. Paulo e professora convidada da Casa do Saber do Rio de Janeiro, além de autora de diversos livros. 

Redes sociais da autora 

Sobre a Matrix Editora  

Apostar em novos talentos, formatos e leitores. Essa é a marca da Matrix Editora, desde a sua fundação em 1999. A Matrix é hoje uma das mais respeitadas editoras do país, com mais de 1.100 títulos publicados e oito novos lançamentos todos os meses. A editora se especializou em livros de não-ficção, como biografias e livros-reportagem, além de obras de negócios, motivacionais e livros infantis. Os títulos editados pela Matrix são distribuídos para livrarias de todo o Brasil e também são comercializados no site www.matrixeditora.com.br.  

Redes sociais da editora 

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Exposição ao sol no inverno é fundamental para manter níveis adequados de vitamina D

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) destaca que baixos níveis de vitamina D, hormônio essencial ao bom funcionamento do organismo, mostram associação a formas mais agressivas de câncer de mama


É  importante suplementar a vitamina D, mas também é essencial pegar um sol. Foto: Reprodução da Internet 


A vitamina D é amplamente conhecida por seu papel na saúde óssea e na absorção de cálcio, mas também participa de diversas funções imunológicas e metabólicas. Pesquisas conduzidas pela Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu (SP), sob coordenação da professora Eliana Aguiar Petri Nahas, têm investigado a relação entre os níveis de vitamina D e o câncer de mama em mulheres na pós-menopausa. Os estudos revelaram que pacientes com câncer de mama apresentavam níveis basais de vitamina D significativamente mais baixos do que mulheres sem a doença. Além disso, foi observada uma correlação entre a deficiência desse hormônio e tumores de comportamento mais agressivo, assim como uma associação com melhores respostas à quimioterapia em casos com níveis adequados.

Por sermos um país tropical e ensolarado, imaginava-se que a população brasileira estivesse protegida contra a deficiência de vitamina D”, comenta o mastologista Eduardo Carvalho Pessoa, presidente da SBM – Regional São Paulo. “Entretanto, dados recentes mostram que a hipovitaminose D é bastante comum, especialmente entre mulheres na pós-menopausa.” Segundo diretrizes da U.S. Preventive Services Task Force, níveis abaixo de 20 ng/mL são considerados deficientes, enquanto valores acima de 30 ng/mL refletem uma melhor disponibilidade do hormônio no organismo.

Apesar da possibilidade de suplementação, os especialistas reforçam a importância de estratégias naturais e sustentáveis para a prevenção. “Mais relevante do que apenas suplementar vitamina D é adotar um estilo de vida mais saudável, com maior prática de atividades ao ar livre”, orienta Pessoa. A justificativa é clara: cerca de 80% da vitamina D é produzida pela pele quando exposta à radiação ultravioleta B (UVB) do sol. “Durante o inverno, tendemos a passar mais tempo em ambientes fechados e com iluminação artificial, o que reduz a produção natural da vitamina. Por isso, a exposição solar, ainda que breve e segura, deve ser mantida”, complementa.

Em resumo, níveis adequados de vitamina D parecem estar associados a um cenário mais favorável em relação ao câncer de mama: menor agressividade tumoral e melhor resposta ao tratamento. Essas evidências, destaca o presidente da SBM – Regional São Paulo, motivam a continuidade e o aprofundamento das pesquisas sobre o papel da vitamina D na prevenção e no manejo da doença.


quinta-feira, 17 de julho de 2025

Dica de livro: Psicóloga transforma menopausa em poesia e potência

Carol Petrolini retrata o fim de um ciclo feminino com profundidade e reflete sobre a importância de uma rede de apoio e acolhimento



O silêncio em torno do fim dos ciclos femininos é quebrado com sensibilidade no novo livro da psicóloga e escritora Carol Petrolini. Em Depois da última lua, lançamento da Cortez Editora, a autora mergulha no universo íntimo de Inês, mulher que se vê às voltas com as transformações físicas e emocionais da menopausa e do climatério.

Com linguagem afetiva e ritmo poético, Carol entrega mais do que um retrato de dores e descobertas individuais. Ela constrói, ao redor de Inês, uma teia de outras vozes femininas que se cruzam, se ouvem e se acolhem, entre elas a mãe, dona Lu, a filha, Alice, e a prima cardiologista, Larissa. Cada personagem ajuda a compor uma narrativa coletiva e simbólica, como uma colcha de retalhos costurada com carinho, escuta e presença.

A maturidade, quase sempre vista como encerramento, ganha em Depois da última lua uma nova perspectiva: a de recomeço e potência. A autora apresenta uma história que respeita o tempo interno das personagens e trata temas como corpo, memória, identidade e autoconhecimento com a leveza de quem reconhece a complexidade daquilo que não costuma ser dito e nem exposto. Enquanto lida com sintomas que considera preocupantes, a protagonista se questiona se é possível envelhecer bem como mulher.

O que, afinal, era isso tudo? A explosão de raiva, o choro desenfreado.
Estava mesmo perdendo o controle? De onde vinham tantas
lágrimas, tanto calor, tanto suor, tantas águas?
(Depois da última lua, p. 19)

Carol Petrolini imprime na obra sua escuta clínica e a percepção do feminino em todas as suas nuances. A psicóloga fala com e por muitas mulheres, mesmo aquelas que ainda não chegaram à menopausa, mas desejam compreendê-la com menos medo e mais presença.

Depois da última lua é o segundo livro da autora. O primeiro título, A Lua de Alice: uma história sobre a primeira menstruação e os ciclos femininos, também explora o universo simbólico do corpo da mulher, desta vez a partir da infância. Em ambos, a escritora constrói uma ponte entre os começos e os fins, honrando o ciclo da vida com beleza, coragem e poesia.

Ficha Técnica  

Título: Depois da última lua 
Subtítulo: Uma história sobre o fim dos ciclos femininos e a idade madura
Autor: Carol Petrolini
Editora: Cortez  
ISBN: 978-65-5555-570-7
Páginas: 168
Preço: R$ 78,00 
Onde encontrar: Amazon

Sobre a autora: Carol Petrolini é psicóloga do TJSP e escritora. Além do lançamento Depois da Última Lua: Uma história sobre o fim dos ciclos femininos e a idade madura, é autora de A Lua de Alice: uma história sobre a primeira menstruação e os ciclos femininos (2020, Cortez Editora). Coordena grupos de adolescentes sobre os ciclos femininos e rodas de conversa do tema em escolas.

Instagram @carol.petrolini

Sobre a Cortez Editora: Foi a solidez do trabalho feito que estimulou a Cortez Editora a expandir e mostrar ao mundo toda a riqueza da cultura brasileira e a densidade ímpar de seus autores. Seu catálogo é referência nas áreas de Literatura Infantil e Juvenil, Educação, Serviço Social, Ciências da Linguagem, Ciências Sociais, Ciências Ambientais e Psicologia.  

Site: Cortez Editora  

Redes Sociais: Instagram: Cortez Editora | Youtube: TV Cortez | Facebook: Cortez Editora  


quinta-feira, 26 de junho de 2025

Eliana revela cirurgia por sintoma inesperado da menopausa: entenda mais sobre a condição

Apresentadora ressalta a importância de ampliar o conhecimento e a conscientização sobre os efeitos físicos e emocionais da menopausa


Eliana enfrentou sintoma associado ao climatério. Foto: Reprodução da Internet


A apresentadora Eliana, de 52 anos, compartilhou um relato pessoal sobre os desafios que enfrentou durante a menopausa. Em entrevista ao podcast PodDelas, ela revelou que precisou passar por uma cirurgia no ombro devido a um sintoma que, até então, nem ela nem seus médicos associavam ao climatério: o congelamento da articulação.

Há um ano, eu estava fazendo a minha transição profissional, ninguém percebeu, mas quem convivia comigo sabia. Eu não conseguia levantar o braço. O meu ombro congelou, o meu braço grudou no meu corpo e eu tive que passar por uma cirurgia um mês e pouquinho antes de começar o The Masked Singer Brasil”, contou. 

Mesmo apresentando o programa Saia Justa, Eliana lidava nos bastidores com dores e limitações físicas, sem entender a origem do problema. “Lá, eu sabia que ia ter que dançar, cantar e me apresentar, e com plateia. Eu fazia tudo, apresentava o ‘Saia Justa’, mas meu ombro estava congelado e nem eu e nem o médico entendíamos o que estava acontecendo. Só descobrimos muito recentemente, por um estudo, que isso pode ser um dos sintomas da menopausa”, explicou.

Além da experiência com a cirurgia, Eliana destacou a importância de abrir espaço para conversas mais francas e informativas sobre a menopausa, uma fase ainda cercada de tabus. “É importante a gente falar porque eu, por muito tempo, fiquei sem entender o que era a menopausa. Não sabia o que estava sentindo, o que estava vivendo. Já senti os efeitos: calor, irritação, sono interrompido. Isso acabou intensificando com a menopausa”, disse.

O relato da apresentadora lança luz sobre a necessidade de ampliar o conhecimento e a conscientização a respeito dos efeitos físicos e emocionais da menopausa, que ainda são pouco discutidos em muitos espaços,inclusive entre profissionais de saúde. A experiência de Eliana reforça que, além dos sintomas clássicos como ondas de calor e alterações de humor, outras manifestações atípicas podem ocorrer e merecem atenção.

Desafios da condição que afeta cada vez mais mulheres

A menopausa precoce tem afetado um número crescente de mulheres antes dos 50 anos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), esse quadro atinge uma em cada 100 mulheres antes dos 40 anos e uma em cada 1.000 antes dos 30 anos. 

Esse avanço é preocupante, já que a condição traz diversas implicações para a saúde, além de, muitas vezes, dificultar o sonho de mulheres que querem engravidar mais tarde - tendência que vem acontecendo com frequência. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, a idade média para maternidade era de 27,7 anos e em 2070 pode chegar a 31,3 anos.

Para Alessandra Rascovski, endocrinologista e diretora clínica da Atma Soma, muitas mulheres passam a se preocupar com a menopausa somente quando os sintomas batem à porta. “Muitas não se atentam para a questão hormonal e, ao colocarem em prática o projeto de ter filhos, acabam se surpreendendo com a dificuldade gerada pela queda na produção de óvulos”.

Menopausa e menopausa precoce: existe diferença?

A menopausa precoce tem a mesma definição da menopausa comum: é caracterizada pela redução da função ovariana e, consequentemente, pela queda da produção de estrógeno. “O que diferencia a menopausa comum em relação à precoce é somente o corte de idade”, ressalta Alessandra.

Segundo a especialista, em relação aos sintomas, a lista de indicativos também é semelhante. “Além da interrupção da menstruação, incluem-se ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal, diminuição da libido, dor nas articulações, cansaço muscular, irritabilidade, falhas na memória, ansiedade, entre outros”.

A diretora clínica explica ainda que, apesar de existir a crença de que quem menstrua mais jovem acaba entrando na menopausa mais cedo, estudos mostram que a idade da menarca em relação à menopausa é consideravelmente menos relevante. “Há outros pontos envolvidos na ocorrência da condição precoce, como doenças autoimunes, cirurgias, tratamentos contra o câncer, como quimioterapia, questões ambientais, estilo de vida, infecções virais e disruptores endócrinos - substâncias presentes em plásticos, agrotóxicos, aromatizantes, corantes e conservantes”. 

O histórico familiar também deve ser considerado. “Se a mãe teve uma menopausa precoce ou tardia, há uma maior probabilidade de a filha seguir o mesmo padrão”, destaca a médica. Ela ressalta ainda que a genética desempenha um papel significativo na longevidade da função ovariana, que está diretamente ligada ao que é herdado da mãe.

Para além disso, existe ainda uma diferença entre menopausa precoce e menopausa prematura. “De forma respectiva, uma acontece abaixo dos 45 anos, enquanto a outra é considerada quando ocorre antes dos 40 anos”, explica a endocrinologista, que relata um caso vivido em seu consultório: “Já tive uma paciente entrando na menopausa prematura com 28 anos”. 

Segundo Alessandra, esses são casos em que a reposição hormonal é mais do que indicada, pois seus reflexos serão mais duradouros, principalmente ao levar em consideração que hoje a expectativa de vida é mais alta.

Fonte: Atma Soma


segunda-feira, 16 de junho de 2025

Qualidade de vida na menopausa: o que toda mulher precisa saber

Boas práticas de saúde, incluindo sono, alimentação e atividade física, são responsáveis por até 80% da maneira como envelhecemos, e podem garantir qualidade de vida plena na maturidade


Adoção de hábitos saudáveis amenizam o climatério e a menopausa. Foto: Divulgação

Com o aumento da expectativa de vida, o verdadeiro desafio atual é promover qualidade de vida ao longo dos anos, e não apenas estender o tempo de vida. Estudos científicos apontam que até 80% do envelhecimento saudável depende de fatores ligados ao estilo de vida, como alimentação balanceada, prática regular de exercícios, sono de qualidade e vida social ativa, enquanto apenas 20% está relacionado à genética.

No Brasil, onde a população feminina está envelhecendo rapidamente, cuidar da saúde durante o climatério e a menopausa torna-se ainda mais essencial. Estima-se que cerca de 73% das mulheres brasileiras experimentam sintomas como ondas de calor, insônia, alterações de humor e queda na libido durante essa fase da vida.

Para Alexandra Ongaratto, médica especializada em ginecologia endócrina e climatério e Diretora Técnica do Instituto GRIS, o primeiro Centro Clínico Ginecológico do Brasil, essa etapa deve ser vista como uma oportunidade para transformação positiva e melhoria do bem-estar geral. “A saúde da mulher nesse momento é muito mais influenciada pelas escolhas diárias do que pela genética. Alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física regular e equilíbrio emocional são pilares que sustentam uma vida plena, mesmo diante das mudanças hormonais típicas do climatério”, explica.

A médica destaca que a prática de exercícios físicos, especialmente os que promovem fortalecimento muscular, é vital para a saúde da mulher na maturidade. Além de reduzir sintomas como ansiedade e melhorar o humor, a atividade física ajuda a prevenir a perda óssea, tão comum após a queda dos níveis de estradiol, hormônio que regula a regeneração muscular e óssea.

Além disso, a alimentação saudável é um componente crucial para a manutenção da saúde, ajudando a controlar o peso, melhorar o metabolismo e reduzir o risco de doenças crônicas. O sono de qualidade, por sua vez, atua na recuperação física e mental, enquanto a vida social ativa e o contato com a natureza promovem benefícios comprovados para o bem-estar emocional.

Priorizar saúde física, mental e emocional é fundamental para a qualidade de vida da mulher no climatério e na menopausa

De acordo com especialistas em medicina do envelhecimento, o cuidado contínuo e individualizado, focado em nutrição, sono, atividade física e saúde mental, deve ser a base para envelhecer com qualidade. “Não adianta apenas tratar os sintomas conforme aparecem. Planejar como viver bem aos 60, 70 ou 80 anos significa criar hábitos saudáveis hoje, com atenção à alimentação, exercícios, sono e suporte emocional”, reforça Alexandra.

Especialmente para as mulheres, essa abordagem integrada é fundamental para enfrentar os desafios do climatério e da menopausa, que impactam diretamente o sono, humor, saúde óssea, função cardíaca e memória. Segundo a ginecologista, é preciso ampliar o olhar sobre a saúde feminina e integrar cuidados entre diversas especialidades médicas para garantir um atendimento completo e humanizado.

Com a adoção desses hábitos, a longevidade se torna não apenas uma questão de viver mais, mas principalmente de viver melhor, com saúde, disposição e qualidade de vida, transformando as fases de mudança hormonal em momentos de fortalecimento e equilíbrio.

Fonte: Instituto GRIS


sábado, 7 de junho de 2025

Dica de livro: Um conto fantástico sobre os ciclos femininos

A obra infantojuvenil "O Diário de Adelaine", escrito pela fisioterapeuta pélvica Berenice V.S. Meurer, reúne informações sobre menarca, saúde menstrual e autoconhecimento



Adelaine cresceu em um reino cinzento e enfeitiçado, onde os homens eram os únicos moradores e vários saberes milenares foram proibidos. Mas quando a menina passa pela primeira menstruação, o rei percebe sua verdadeira identidade e a expulsa para uma misteriosa floresta. Perdida na natureza e com medo do futuro, ela encontra um grupo de mulheres que a acolhe. Neste novo lugar, a protagonista inicia a verdadeira jornada do livro infantojuvenil O Diário de Adelaine, ao descobrir todas as nuances sobre o universo feminino que, por muitos anos, foram banidas.

Escrita pela fisioterapeuta pélvica e especialista em saúde da mulher, Berenice V.S. Meurer, a obra dialoga com jovens sobre a menarca, a saúde menstrual e a sexualidade com objetivo de romper padrões geracionais de silêncio acerca do corpo feminino. Em uma jornada fantástica até um mundo semelhante aos de contos de fadas, as leitoras entram em contato com o poder da irmandade, da ancestralidade e do autoconhecimento.

Com ilustrações da artista plástica Tatti Simões, a autora atravessa temas informativos por meio de uma narrativa leve e repleta de aventuras. Entre os assuntos, aborda as diferenças entre as quatro fases do ciclo - menstrual, folicular, ovulação e lútea -, os sintomas mais comuns da TPM, os sinais que precisam de um acompanhamento especializado e as responsabilidades de uma relação íntima.

Nós, mulheres, passamos por essas mudanças, por altos e baixos hormonais que geram alterações de humor, de alegria e tristeza, raiva, medo e algum desconforto físico em alguns ciclos. Assim como a natureza, também estamos em movimento interno constante. Podemos ter dias que nosso temperamento está como o ar em brisa suave ou dias de ventania. (O Diário de Adelaine, p. 54)

Além de conteúdos educacionais, a publicação retrata a importância dos laços formados pela protagonista. Ao chegar na floresta, Adelaine faz amizade com duas garotas que se tornam suas confidentes, além de reencontrar a mãe. Entre períodos repletos de desafios emocionais e situações que demandam força interna, ela conta com o apoio das mulheres ao seu redor para confiar mais em si e respeitar os próprios limites.

Nas páginas finais, O Diário de Adelaine convida as leitoras a escreverem sobre seus sentimentos e as mudanças do corpo durante o processo de amadurecimento, no intuito de ajudar na percepção das transformações e no entendimento sobre a saúde. Assim como a protagonista fez em um diário, as jovens podem discorrer de forma livre sobre as emoções e os sintomas físicos para, anualmente, observarem as ondulações do ciclo.

“O livro contribui para que as meninas iniciem seus ciclos menstruais com mais amor-próprio, consciência e conhecimento sobre o corpo, além de ser uma ferramenta para abrir conversas na família e na escola. Muitos pais e mães não sabem por onde começar a conversar com as filhas, então esta é uma forma de se aproximar do universo feminino e melhorar as relações familiares”, afirma a autora.

FICHA TÉCNICA

Título: O Diário de Adelaine
Autora: Berenice V.S. Meurer
ISBN: 978-65-5872-757-6
Páginas: 100
Preço: R$ 69,90
Onde comprar: Amazon | Site do livro

Sobre a autora: Berenice Vieira da Silva Meurer é fisioterapeuta pélvica e professora de yoga desde 2006. Especializada em fisioterapia uroginecológica e sexualidade humana, tem foco no atendimento de mulheres em diferentes fases da vida. É idealizadora do programa Gestar Íntegro, voltado à preparação física e emocional para o parto, a amamentação e a maternidade. A partir do compromisso em promover uma relação saudável das mulheres com seus corpos e com o intuito de romper ciclos de silêncio sobre a saúde feminina, publicou o livro O Diário de Adelaine. Como escritora, ocupa a cadeira de nº4 na Academia Brasileira de Letras de Santa Catarina – seccional de Águas Mornas (ALBSC-AM) e já vendeu mais de 10 mil exemplares da obra.

Redes sociais da autora:

Instagram: @odiariodeadelainelivro | @berenice.shakti
Facebook: /berenice.meurer
Site: https://odiariodeadelaine.com/ | https://vivazsaudefeminina.com/


quarta-feira, 30 de abril de 2025

Insônia na menopausa? Veja dicas eficazes para melhorar seu sono nessa fase

Especialista em menopausa Dra Giovanna Agostini conta como aliviar esse incômodo com hábitos saudáveis que promovem o bem-estar e a qualidade do sono


A suplementação pode ser uma aliada importante. Foto: Divulgação

A menopausa é um período de transição na vida da mulher, marcado por mudanças hormonais significativas. A queda nos níveis de estrogênio e progesterona pode impactar diretamente o ciclo do sono, causando insônia, despertares noturnos e dificuldade em atingir um repouso profundo. Segundo a Associação Brasileira do Sono, cerca de 60% das mulheres na menopausa sofrem com alterações na hora do descanso. No entanto, adotar alguns hábitos em sua rotina podem ajudar a minimizar esse incômodo e melhorar a qualidade do repouso.

A alimentação tem um papel crucial nesse processo. Alimentos ricos em triptofano, como banana, aveia, leite e nozes, auxiliam na produção de serotonina, um neurotransmissor essencial para a regulação do descanso noturno. "Evitar cafeína e alimentos ultraprocessados no final do dia também é essencial, pois podem dificultar o relaxamento do organismo", explica a nutricionista e chef de alimentação saudável, Dra. Giovanna Agostini, especialista em climatério e menopausa. 

A suplementação também pode ser uma aliada importante. "O magnésio e a melatonina são substâncias fundamentais para um descanso de qualidade. O magnésio ajuda a relaxar os músculos e reduzir a ansiedade, enquanto a melatonina regula o ciclo circadiano e favorece um repouso profundo", afirma a especialista.

Estabelecer uma rotina noturna também é essencial para preparar o corpo para o descanso. Criar um ambiente propício para dormir, com pouca luminosidade, temperatura agradável e redução do uso de telas antes de deitar, pode fazer toda a diferença. "A luz azul dos eletrônicos inibe a produção de melatonina, o hormônio responsável pelo ciclo do sono. Portanto, evitar telas pelo menos uma hora antes de dormir é uma medida eficaz", alerta a Dra. Giovanna. 

Outras alternativas que auxiliam no relaxamento incluem o consumo de chás calmantes após o jantar, como camomila, lavanda, melissa, valeriana e folha de maracujá. Além disso, utilizar óleo essencial de lavanda no quarto ou no travesseiro pode ajudar a induzir um descanso mais tranquilo e profundo.

A adoção da meditação e respiração profunda antes de dormir, ajudam muito a acalmar a mente e reduzir a ansiedade noturna. Além disso, manter um horário regular para ir deitar e acordar pode ajudar a reprogramar o ritmo biológico e melhorar a qualidade do repouso a longo prazo.

Se mesmo com essas mudanças a insônia persistir, é importante buscar orientação profissional. "Cada organismo reage de uma forma às mudanças da menopausa, e um acompanhamento especializado pode ajudar a encontrar soluções personalizadas para melhorar o descanso e o bem-estar", finaliza a Dra. Giovanna.