Obra reúne relatos reais e propõe a escuta genuína como caminho para vínculos mais seguros, conscientes e afetivos
O que as crianças sempre quiseram dizer e os adultos nunca tiveram coragem de ouvir? Essa é a pergunta que motivou a publicação do livro Me escuta? Porque toda criança merece ser escutada (inclusive a que vive em você), assinado pela educadora parental Thelma Nascimento, a Tradutora de Crianças. O lançamento da editora Mentor Autor convida pais, mães, cuidadores e educadores a silenciarem por um instante para que possam ouvir de verdade.
Construída a partir de entrevistas reais com crianças e adolescentes de 4 a 18 anos, a obra foge dos formatos tradicionais de manuais de parentalidade. Sem fórmulas prontas e sem o peso da busca por uma educação perfeita, Thelma entrega algo mais profundo: as vozes das crianças, com suas dores, desejos, frustrações e necessidades, muitas vezes ignoradas, minimizadas ou silenciadas no cotidiano adulto.
“Eles falam que vão ouvir, mas quando começo, já estão no celular”, “Parece que só escutam se a gente grita” e “Quando eu faço coisa errada, queria um abraço e uma explicação” são algumas das queixas comuns dos pequenos. Essas e outras falas ajudam os leitores a perceber que escutar é mais do que apenas ouvir palavras, significa estar presente, acolher emoções, observar silêncios e compreender comportamentos como pedidos legítimos de ajuda e não como afronta, birra ou drama.
Estruturado em três partes, “As vozes das crianças”, “A virada” e “A construção”, a novidade conduz os adultos por uma jornada de impacto, reflexão e transformação. Primeiro, mergulha nas verdades cruas do universo infantil: a solidão do erro, o medo de decepcionar, a dor de não ser levado a sério, a necessidade de autonomia e pertencimento. Em seguida, vira o espelho para quem já tem mais idade, mostrando como o comportamento das crianças muitas vezes reflete feridas emocionais não curadas dos próprios pais.
A obra sustenta que a dificuldade de escutar, na maioria das vezes, nasce da própria história emocional do adulto e de uma infância em que também não houve espaço para sentir, errar ou falar. Assim, ao escutar um filho, os pais e responsáveis também se encontram com sua criança interior, abrindo a possibilidade de cura e de ruptura de ciclos geracionais de silêncio, medo e repressão emocional.
Com base em princípios da neurociência, do desenvolvimento infantil e do apego seguro, Thelma propõe uma mudança profunda de perspectiva. Ela defende que castigo não educa, medo não ensina e grito não constrói vínculo. Em vez disso, a escuta genuína e a validação emocional são apresentadas como pilares para o desenvolvimento de crianças emocionalmente seguras. Isso não significa, segundo a autora, a ausência de limites, mas sim o abandono de práticas que afastam, silenciam e ensinam a esconder o que se sente.
Me escuta? oferece ainda
Ficha técnica
Título: Me escuta? - Porque toda criança merece ser escutada, inclusive a que vive em você
Autoria: Thelma Nascimento
Editora: Mentor Autor
ISBN: 978-6599603839
Páginas: 140
Preço: R$ 19,90 (e-Book) / R$ 69,00 (físico)
Onde encontrar: Amazon (e-Book) / C
Sobre a autora
Thelma Nascimento é formada em Ciências Biológicas e da Saúde e em Assistência Social, com especializações em Saúde Mental, Neurociência e Saúde Integrativa do Sono Infantil. É Educadora Parental com foco em apego seguro, Educadora Perinatal certificada pela GentleBirth e mãe de dois meninos. Sua trajetória profissional e pessoal se entrelaça na investigação constante da infância e das relações familiares.
Redes sociais da autora




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Sobre a autora: Vanessa Barbara nasceu em São Paulo, em 1982. É jornalista e escritora, autora de onze livros de diferentes gêneros, como Noites de Alface (Prix du Premier Roman Étranger, na França), Operação Impensável (Prêmio Biblioteca do Paraná) e O Livro Amarelo do Terminal (Prêmio Jabuti). Entre os infantis, publicou Mamãe Está Cansada (Companhia das Letrinhas, 2023) e A Grande Invenção (FTD, 2025), entre outros. É colaboradora do The New York Review of Books e do The New York Times.
Sobre o ilustrador: Lalan Bessoni é ilustrador e trabalha em casa, cercado de papéis, tintas e lápis de cor e muitas plantinhas. A parte que ele mais gosta em seu trabalho é a de desenhar para crianças, pois sabe que sua arte incentiva a imaginação e a descoberta de si e do outro. Desde criança, sonhava em ser desenhista e, hoje, seus desenhos estão espalhados por vários países. Tem livro na Turquia e na Argentina e tem livro que foi semifinalista do prêmio Jabuti em 2024. Lalan acredita que a arte torna o mundo um lugar um pouquinho mais divertido e colorido.


Geovanna Tominaga é comunicadora, especialista em Neurociência, Educação e Desenvolvimento Infantil e graduanda em Psicopedagogia. Jornalista, apresentadora, podcaster e escritora, ela iniciou a carreira artística aos 12 anos como assistente de palco da apresentadora Angélica no programa "Clube da Criança", da Rede Manchete. Ao longo dos anos, consolidou-se na televisão brasileira, atuando como apresentadora do infantil "TV Globinho" e do "Vídeo Show". Também participou de novelas e foi repórter de programas como "Hipertensão" e "Mais Você". Em 2024, lançou seu primeiro livro infantil e, além de escritora, é fundadora do projeto "Conversas Maternas", voltado para a parentalidade e desenvolvimento infantil.
Bruna Assis Brasil nasceu em Curitiba, em 1986, e, desde muito pequenininha, sempre amou desenhar. Criava os próprios livrinhos, que lia, muito animada, para seus bichinhos e suas bonecas. Anos mais tarde, já crescida, depois de terminar as faculdades de design gráfico e jornalismo, foi a Barcelona, na Espanha, transformar a paixão de criança em profissão. Lá, estudou ilustração criativa na Centre Universitari di Disseny i Art (EINA). Desde então, passa os dias ilustrando obras incríveis. Já são dezenas de livros publicados, muitos deles premiados.

Vitória Reis é pedagoga, escritora e palestrante dedicada à prevenção do abuso infantil, autora do livro 
Sobre o autor: Alexandre de Castro Gomes é doutorando e mestre em Teoria da Literatura e Literatura Comparada, especialista em Literatura Infantil e Juvenil, pesquisador e professor de história da LIJ brasileira, ex-presidente da AEILIJ e autor de dezenas de livros, muitos deles premiados e selecionados para compor os acervos dos principais programas de leitura do país.
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Sobre a autora: Berenice Vieira da Silva Meurer é fisioterapeuta pélvica e professora de yoga desde 2006. Especializada em fisioterapia uroginecológica e sexualidade humana, tem foco no atendimento de mulheres em diferentes fases da vida. É idealizadora do programa Gestar Íntegro, voltado à preparação física e emocional para o parto, a amamentação e a maternidade. A partir do compromisso em promover uma relação saudável das mulheres com seus corpos e com o intuito de romper ciclos de silêncio sobre a saúde feminina, publicou o livro O Diário de Adelaine. Como escritora, ocupa a cadeira de nº4 na Academia Brasileira de Letras de Santa Catarina – seccional de Águas Mornas (ALBSC-AM) e já vendeu mais de 10 mil exemplares da obra.
Sobre o autor: Allan Pevirguladez é professor na rede pública de ensino há 17 anos. É consultor antirracista do Instituto Vini. Jr, onde realiza ações formativas de letramento racial com os professores. Integra a Gerência de Relações Étnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Sua atuação como professor na Educação Infantil tornou-se referência internacional dentro da luta antirracista no Brasil, pois criou, a partir de suas composições musicais, um conceito de ensino que hoje é o mais replicado no país quando se fala em antirracismo: a pedagogia da Música Popular Brasileira Infantil Antirracista (MPBIA).