terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Instituto Gabi celebra 25 anos de inclusão da pessoa com deficiência e autismo

Projeto social foi criado pelos pais da Gabriele que tiveram sua filha arrancada do seu convívio por um motorista irresponsável, com apenas seis anos


“Gabriele, menina linda, desde pequenina impressionava pela ternura e amor ao próximo. A todos encantava com seu sorriso. Dizia que ‘Quem ajuda as pessoas é feliz’, revelando, assim a bondade de seu coração.

Na tarde de quatro de fevereiro de 2001, num domingo, caminhava com seu pai pelas ruas de Santo Amaro, em São Paulo. Iam ao mercado. Gabriele viu um morador em situação de rua e pediu ao pai que lhe desse um auxílio. Combinou que iriam comprar um alimento e entregar. Naquele momento, a pequena Gabriele foi arrancada dos braços do seu pai por um motorista que não respeitou o sinal vermelho. Morreu num gesto de amor. Deus a levou para o céu, onde será sempre feliz.

Seu pai, Francisco Sogari, professor universitário de jornalismo, e sua mãe Iracema Barreto Sogari, pedagoga especializada em educação especial, enfrentaram o sofrimento da perda da filha com muita fé em Deus e resolveram, em nome de Gabriele, dedicar a vida a fazer ainda mais bem ao próximo”. (Artigo Gestos de Amor de Dom Luciano Mendes de Almeida, Presidente da CNBB, uma das vozes mais atuantes na Igreja do Brasil e na defesa dos direitos humanos, publicado na Folha de São Paulo em 08/09/2001).

O propósito que move o Instituto Gabi ao longo deste quarto de século é a garantia de direitos da pessoa com deficiência e autismo. “Para nós estes direitos não são concessão ou mendicância, mas uma questão de justiça”, afirma Francisco Sogari, Cofundador e assessor de comunicação.

Ao longo destes 25 anos, centenas de pessoas com deficiência foram atendidas, suas famílias orientadas e encaminhadas. “Nossos atendidos tiveram uma substancial melhoria na qualidade de vida e seus direitos assegurados. Um dos jovens participou da última edição dos jogos paraolímpicos.” Conclui.

O Instituto Gabi é um espaço de acolhida e cuidados terapêuticos. “Oferecemos atendimentos individualizados e atividades em grupo numa abordagem interdisciplinar oferecida por uma equipe de profissionais preparados”, ressalta Iracema Barreto Sogari, Cofundadora e coordenadora de atendimento.

O processo de inclusão do Instituto Gabi busca integrar o público atendido nos diferentes espaços da sociedade, visando a autonomia e independência. “Inserimos e acompanhamos estas pessoas nas escolas, favorecendo o êxito na jornada educacional. Da mesma forma incluímos jovens e adultos no mundo do trabalho para que tenham a realização profissional e um complemento de renda”, finaliza.

O resultado deste trabalho é reconhecido pelos pais e registrado pela equipe da ONG. “Antes de frequentar o Instituto Gabi, meu filho Lucas era um jovem tímido, com dificuldade de interação. Hoje ele participa de tudo, interage, é até difícil segurá-lo”, afirma Sandra Aquino, mãe. “Há outros locais que atendem como o Gabi, mas com tanto amor e carinho, não tem. Ele recebe cuidado e acima de tudo amor”, conclui.

Hoje o Instituto Gabi atende 52 pessoas com deficiência e autismo, de forma gratuita. “Nos mantemos com doações, através da contribuição financeira, bazar, nota fiscal paulista e eventos.” Afirma Ilson Barreto Silva, Diretor Administrativo.

O aumento de recursos possibilita ampliar os atendimentos. “Temos uma longa fila de espera. É triste receber famílias e ter que informar que não há vaga, mas é a realidade de todos os dias”.

 

Serviço:

Instituto Gabi

Rua Palacete das Águias, 753 – Vila Alexandria – São Paulo – SP

www.institutogabi.org.br – (11) 5031-1765


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Livro dá voz às crianças e convida adultos a romperem o ciclo do silêncio

Obra reúne relatos reais e propõe a escuta genuína como caminho para vínculos mais seguros, conscientes e afetivos



O que as crianças sempre quiseram dizer e os adultos nunca tiveram coragem de ouvir? Essa é a pergunta que motivou a publicação do livro Me escuta? Porque toda criança merece ser escutada (inclusive a que vive em você), assinado pela educadora parental Thelma Nascimento, a Tradutora de Crianças. O lançamento da editora Mentor Autor convida pais, mães, cuidadores e educadores a silenciarem por um instante para que possam ouvir de verdade. 

Construída a partir de entrevistas reais com crianças e adolescentes de 4 a 18 anos, a obra foge dos formatos tradicionais de manuais de parentalidade. Sem fórmulas prontas e sem o peso da busca por uma educação perfeita, Thelma entrega algo mais profundo: as vozes das crianças, com suas dores, desejos, frustrações e necessidades, muitas vezes ignoradas, minimizadas ou silenciadas no cotidiano adulto.  

“Eles falam que vão ouvir, mas quando começo, já estão no celular”, “Parece que só escutam se a gente grita” e “Quando eu faço coisa errada, queria um abraço e uma explicação” são algumas das queixas comuns dos pequenos. Essas e outras falas ajudam os leitores a perceber que escutar é mais do que apenas ouvir palavras, significa estar presente, acolher emoções, observar silêncios e compreender comportamentos como pedidos legítimos de ajuda e não como afronta, birra ou drama. 

Estruturado em três partes, “As vozes das crianças”, “A virada” e “A construção”, a novidade conduz os adultos por uma jornada de impacto, reflexão e transformação. Primeiro, mergulha nas verdades cruas do universo infantil: a solidão do erro, o medo de decepcionar, a dor de não ser levado a sério, a necessidade de autonomia e pertencimento. Em seguida, vira o espelho para quem já tem mais idade, mostrando como o comportamento das crianças muitas vezes reflete feridas emocionais não curadas dos próprios pais. 

A obra sustenta que a dificuldade de escutar, na maioria das vezes, nasce da própria história emocional do adulto e de uma infância em que também não houve espaço para sentir, errar ou falar. Assim, ao escutar um filho, os pais e responsáveis também se encontram com sua criança interior, abrindo a possibilidade de cura e de ruptura de ciclos geracionais de silêncio, medo e repressão emocional. 

Com base em princípios da neurociência, do desenvolvimento infantil e do apego seguro, Thelma propõe uma mudança profunda de perspectiva. Ela defende que castigo não educa, medo não ensina e grito não constrói vínculo. Em vez disso, a escuta genuína e a validação emocional são apresentadas como pilares para o desenvolvimento de crianças emocionalmente seguras. Isso não significa, segundo a autora, a ausência de limites, mas sim o abandono de práticas que afastam, silenciam e ensinam a esconder o que se sente. 

Me escuta? oferece ainda ferramentas práticas para transformar reflexão em ação com desafios de escuta ativa, sugestões de linguagem mais empática, mapas de segurança emocional, listas de frases a evitar e caminhos para substituir a culpa por responsabilidade afetiva. A mensagem é clara: ninguém precisa ser uma mãe, um pai ou um educador perfeito, mas toda criança precisa de um adulto disposto a reparar, pedir desculpas, aprender e estar presente. 

Ficha técnica 

Título: Me escuta? - Porque toda criança merece ser escutada, inclusive a que vive em você 
Autoria: Thelma Nascimento 
Editora: Mentor Autor 
ISBN: 978-6599603839 
Páginas: 140 
Preço: R$ 19,90 (e-Book) / R$ 69,00 (físico)
Onde encontrarAmazon (e-Book) / Com a autora (físico) 

Sobre a autora 

Thelma Nascimento é formada em Ciências Biológicas e da Saúde e em Assistência Social, com especializações em Saúde Mental, Neurociência e Saúde Integrativa do Sono Infantil. É Educadora Parental com foco em apego seguro, Educadora Perinatal certificada pela GentleBirth e mãe de dois meninos. Sua trajetória profissional e pessoal se entrelaça na investigação constante da infância e das relações familiares. 

Redes sociais da autora 

Hemorio lança campanha “CarnaHemorio: Folia que salva” e convoca população a doar sangue no Carnaval

Iniciativa busca reforçar os estoques durante um dos períodos mais críticos do ano


Foto: Prefeitura do Rio

Nos dias 9 e 12 de fevereiro, o Hemorio lança a campanha ‘’CarnaHemorio – Folia que salva’’ com o objetivo de incentivar a doação de sangue antes, durante e após o carnaval, um dos períodos mais desafiadores para a manutenção dos estoques. Além de conscientizar, a campanha também busca estimular doações constantes para reforçar a importância de manter os estoques de sangue em níveis seguros durante todo o ano.

O período carnavalesco representa um grande desafio para o hemocentro devido à histórica queda nas doações, que pode chegar a 30%, ao mesmo tempo em que a demanda por sangue aumenta, especialmente nos atendimentos de emergência. Para manter os estoques em nível regular, o Hemorio precisa coletar entre 350 e 400 bolsas de sangue por dia. Atualmente, o estoque do hemocentro abastece mais de 100 unidades públicas de saúde em todo o estado, incluindo os principais hospitais de emergência, unidades da rede federal e a própria instituição, que atende pacientes com doenças hematológicas como anemia falciforme, hemofilia e leucemia.

Manter os estoques cheios é uma necessidade permanente, não apenas em datas específicas. Campanhas como essa são fundamentais para sensibilizar a população e garantir que possamos atender todos que precisam. Cada doação pode salvar várias vidas”, destaca o diretor do Hemorio, Luiz Amorim.

A campanha tem como embaixadora Mileide Mihaile, atual rainha de bateria da Unidos da Tijuca, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Mileide assume com entusiasmo o papel de embaixadora da ação, e sua presença amplia o alcance da iniciativa junto ao público.

Ações presenciais

No dia 9 de fevereiro, das 11h às 12h, o salão de doadores do Hemorio receberá uma ativação especial com a presença da embaixadora da campanha acompanhada pela bateria da Unidos da Tijuca. A ação contará com cerca de dez integrantes, incluindo oito ritmistas, um casal de passistas e um casal de mestre-sala e porta-bandeira, levando o clima do samba para dentro do espaço de doação.

Já no dia 12 de fevereiro, conhecido como Dia da Folia, o Hemorio será palco de um dia inteiro de celebração, com blocos de rua cariocas animando o salão de doadores. O bloco Balanço Zona Sul está confirmado das 10h às 12h.

Durante o período de Carnaval, o Hemorio funcionará normalmente, todos os dias da semana, inclusive feriados, das 7h às 18h, para receber doadores.

Quem pode doar

Quem deseja doar precisa ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg, estar em boas condições de saúde e apresentar documento oficial com foto. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de responsável legal e portar autorização disponível no site hemorio.rj.gov.br

Não é necessário jejum, apenas evitar alimentos gordurosos quatro horas antes da coleta e não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores. Gestantes, lactantes e pessoas que fazem uso de drogas não estão aptos à doação.

Mais informações estão disponíveis nas redes sociais do Hemorio (@hemorio) ou pelo Disque-Sangue: 0800 282 0708, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, exceto feriados.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Shoppings no Rio oferecem sessões CineMaterna para mães, pais e bebês

Os filmes exibidos nas sessões CineMaterna são escolhidos pelas famílias cadastradas no site, por meio de votação em enquetes






O CineMaterna, organização sem fins lucrativos instituída por mães, conta com o apoio de shoppings da cidade do Rio para promover sessões de cinema especialmente adaptadas para famílias com bebês de até 18 meses.

Confira os locais, datas e horários das próximas sessões e programe-se:
  • Kinoplex Shopping Leblon exibe o filme “A Empregada” no dia 27/01, às 14h00. Oferece 10 cortesias.
  • Kinoplex Via Parque exibe o filme “O Agente Secreto” no dia 27/01, às 14h00. Oferece 5 cortesias.
  • Cinesystem Bangu Shopping exibe o filme “A Empregada” no dia 28/01, às 14h00. Oferece 10 cortesias.
  • Kinoplex Madureira Shopping exibe o filme “A Empregada” no dia 28/01, às 14h00. Oferece 10 cortesias.
Crianças acima de 18 meses e acompanhantes também são bem-vindos. Recomenda-se verificar previamente se a classificação indicativa do filme é adequada para a faixa etária.

Diferenciais das sessões CineMaterna:
  • Trocadores dentro da sala de cinema, equipados com fraldas, lenços umedecidos e itens de higiene;
  • Estacionamento exclusivo para carrinhos de bebê;
  • Sala com ar-condicionado em temperatura mais suave;
  • Volume do som reduzido durante a exibição;
  • Ambiente levemente iluminado, permitindo circulação segura durante a sessão;
  • Tapete em EVA com brinquedos para bebês que já sentam ou engatinham;
  • Presença de voluntárias CineMaterna, que organizam a sessão e acolhem as famílias com cuidado e carinho.
Ao final de cada sessão, as voluntárias convidam as famílias para um bate-papo descontraído em um espaço próximo ao cinema, fortalecendo vínculos e trocas de experiências.

Participar do CineMaterna vai muito além de assistir a um filme. É integrar uma verdadeira rede de apoio entre famílias que vivenciam as transformações da parentalidade. O encontro com outras mães, pais e cuidadores proporciona momentos de acolhimento, troca e desabafo, trazendo leveza para essa fase emocionalmente intensa.

Cortesias: Alguns shoppings parceiros do CineMaterna oferecem cortesia para as primeiras famílias com bebês de até 18 meses. A cortesia é cedida para uso da mãe, pai ou responsável e limitada a uma (01) unidade por bebê. Bebês de até 2 anos participam gratuitamente.

Após o término dos ingressos cortesia, demais famílias e acompanhantes poderão ser adquiridos diretamente na bilheteria ou nos totens de autoatendimento do cinema (valores seguem as políticas dos cinemas).

O público ajuda a escolher a programação. Os filmes exibidos nas sessões CineMaterna são escolhidos pelas famílias cadastradas no site, por meio de votação em enquetes, que são disponibilizadas de quinta-feira a domingo. O resultado é divulgado na quinta-feira anterior à sessão, permitindo que todos se organizem para participar.

Clique aqui e cadastre-se agora mesmo

Sobre o CineMaterna

Associação CineMaterna é uma organização sem fins lucrativos, criada por mães e pioneira no Brasil na realização de sessões de cinema adaptadas para famílias com bebês de até 18 meses.

Fundada em agosto de 2008, na cidade de São Paulo, a iniciativa surgiu a partir de uma necessidade real das próprias mães, dando origem a um programa inovador: sessões de cinema com filmes voltados majoritariamente ao público adulto, em salas totalmente adaptadas para acolher bebês e suas famílias.
Atualmente, o CineMaterna está presente em cinemas de 47 cidades, em 16 estados brasileiros. Em seus 17 anos de atuação, já proporcionou momentos de lazer e acolhimento a mais de 255 mil famílias, em mais de 12 mil sessões realizadas.

Patrocinadores

O CineMaterna conta com o patrocínio da Nestlé Materna, marca referência em suplementos alimentares multivitamínicos para gestantes e mães, que apoia mulheres em diferentes fases da maternidade com informação, cuidado e produtos desenvolvidos com embasamento científico. A parceria reforça o compromisso do CineMaterna em oferecer acolhimento e suporte às famílias desde os primeiros momentos da parentalidade.
Mais informações em: https://materna.nestlefamilynes.com.br/produtos/materna

A iniciativa também é patrocinada pela Fraldas Turma da Mônica Baby, marca que acompanha os primeiros anos da infância e oferece produtos que garantem conforto, cuidado e segurança, além de personagens que são sinônimo de afeto e estão conectados à memória afetiva das famílias. O apoio fortalece a missão do CineMaterna de criar experiências acolhedoras e positivas para bebês e suas famílias, durante esss etapa tão importante no desenvolvimento infantil
Conheça mais em: https://fraldasturmadamonicababy.com.br/

Quando a família vira espelho distorcido: como o narcisismo familiar impacta relações e autoestima

Psicóloga explica sinais de narcisismo no ambiente familiar, seus efeitos emocionais e caminhos para estabelecer limites saudáveis



As dinâmicas familiares moldam nossa forma de amar, comunicar e estar no mundo. Mas nem sempre esses vínculos promovem saúde emocional e, em alguns casos, padrões de narcisismo podem se infiltrar nas relações e gerar sofrimento espontâneo e persistente. O conceito de narcisismo vai além do estereótipo de vaidade nas redes sociais e, quando presente no núcleo familiar, pode influenciar profundamente identidade, autoestima e bem-estar psicológico.

Para a psicóloga e neuropsicóloga Thaís Barbisan, o narcisismo familiar é um fenômeno que se manifesta não apenas em comportamentos explícitos de egoísmo, mas em padrões amplos de interação emocional. “Em famílias narcisistas, a necessidade de validação e atenção pode se tornar a regra principal da convivência, não apenas um traço individual, mas um padrão que orienta relações e expectativas entre pais, filhos e irmãos.”

Segundo especialistas, o narcisismo inclui uma busca intensa por admiração, dificuldade em reconhecer os sentimentos dos outros e falta de empatia, comportamentos que podem ser reforçados no contexto familiar quando não há limites claros. “O problema começa quando essas dinâmicas se naturalizam e passam a ditar quem ‘merece’ carinho, quem ‘esquece’ suas necessidades ou quem sempre deve ceder para manter a harmonia familiar. É um formato de relação que se sustenta em desequilíbrio emocional e, muitas vezes, em manipulação afetiva.”

Além dos comportamentos exagerados, o narcisismo familiar pode se expressar em jogos emocionais como gaslighting, ou seja, fazer alguém duvidar de sua própria percepção, bem como idealização e desvalorização alternadas, e exigências de atendimento às expectativas alheias. “Não são apenas casos extremos de transtorno de personalidade; muitas famílias exibem traços narcisistas de forma sutil e perniciosa, produzindo desgaste emocional grave em quem convive com esses padrões.”

Thaís destaca que a convivência prolongada com esse tipo de dinâmica pode afetar a autoimagem, capacidade de estabelecer limites e autonomia emocional de filhos e demais membros. “É comum que pessoas adultas ainda carreguem um senso aumentado de culpa, medo de desapontar ou dificuldade em afirmar seus próprios desejos, tudo porque, em um passado familiar, suas necessidades foram constantemente invisibilizadas.”

A psicóloga ressalta a importância de desmistificar o narcisismo e fomentar conversas sobre limites saudáveis, reconhecimento de padrões emocionais e busca de apoio profissional. “Entender como as relações familiares influenciam nossa vida psicológica é um passo fundamental para romper ciclos de sofrimento emocional e cultivar vínculos mais genuínos e equilibrados”, finaliza. 

Thaís Barbisan é psicóloga clínica e neuropsicóloga (CRP 06/136840), formada pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) e pós-graduada em Neuropsicologia pelo Instituto de Estudos do Comportamento, atuando há mais de oito anos no atendimento a crianças, adolescentes e adultos. Com abordagem integrativa e ênfase na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), dedica-se à psicoterapia e à avaliação neuropsicológica, especialmente em casos de TDAH, dificuldades de aprendizagem, ansiedade, depressão e questões emocionais. Atende presencialmente em Ribeirão Preto (SP) e também no formato online, oferecendo acolhimento, ciência e estratégia clínica para promover saúde mental e qualidade de vida.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Os limites do afeto: uma autobiografia sobre relações familiares atravessadas pela violência

Em livro, Geraldo Trindade traça um retrato sensível e responsável de conflitos e silêncios no âmbito doméstico

Em uma narrativa autobiográfica, Geraldo Trindade transforma experiências pessoais em matéria literária para investigar como vínculos afetivos se constroem — e se rompem — no ambiente doméstico. Seu livro de estreia O amor existe? Depende parte de memórias e observações sensíveis para questionar comportamentos naturalizados nas relações familiares e expor tensões que muitas vezes permanecem silenciadas no cotidiano. 

Ao longo da obra, ele propõe uma reflexão sobre a coexistência entre afeto e agressão, abordando situações em que o amor se manifesta de forma ambígua, condicionado por escolhas, contextos sociais e padrões culturais. A narrativa percorre episódios de convivência familiar, educação dos filhos e relacionamentos íntimos, revelando como a violência doméstica pode se instalar justamente onde se espera proteção. 

Vivíamos em uma época de moralismo tão grande que empunhava, aos pais de família, muita pressão para manter as famílias dentro do estereótipo; então, muitos utilizavam da repressão e do castigo físico para manter suas famílias dentro de tais padrões, e ainda acreditavam que isto era bíblico (O amor existe? Dependep.13) 

 Sem relatos explícitos e descrições sensacionalistas, O amor existe? Depende constrói um retrato subjetivo e cuidadoso da violência, deixando lacunas intencionais para que o leitor interprete, reflita e reconheça aspectos de sua própria realidade. Essa escolha narrativa amplia o impacto da obra, ao permitir múltiplas leituras sobre responsabilidade, empatia e transformação.  

O livro também contrasta histórias de dor com exemplos de afeto, paz e reconstrução, sem romantizar cenários de agressão. Essa dualidade — entre ruptura e esperança — sustenta o questionamento central da obra e convida o leitor a repensar atitudes diante de situações semelhantes. 

Ao propor que o amor não é um dado absoluto, mas uma construção que depende de atitudes e escolhas, Geraldo Trindade apresenta uma história que dialoga com debates atuais sobre violência doméstica, relações familiares e responsabilidade emocional. A obra encerra com um convite à reflexão: compreender os limites do afeto pode ser o primeiro passo para romper ciclos de silêncio e transformar realidades. 

FICHA TÉCNICA 

Título: O amor existe? Depende
Autor: Geraldo Trindade
Editora: LUX
ISBN: 9786559138357
Páginas: 39
Onde encontrarEditora LUX e Amazon (R$ 35,00)

Sobre o autor: Geraldo Trindade é técnico eletricista e escreve poemas desde a juventude, utilizando a escrita como forma de reflexão sobre relações humanas, sentimentos e experiências do cotidiano. O amor existe? Depende marca sua estreia na literatura, reunindo vivências transformadas em narrativa sensível. Em reconhecimento à sua trajetória e contribuição cultural, recebeu a Medalha de Honra ao Mérito da Câmara Municipal de Mariana, em Minas Gerais. 

Instagram: @geraldovenanciotrindade 


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O segredo da água micelar - confira 5 usos pouco conhecidos do produto

Favorito da rotina de skincare, o produto é ideal para manter a limpeza e hidratação da pele


Foto: Freepik


O dia a dia coloca a pele em contato constante com poluição, ambientes fechados, maquiagem acumulada e variações de temperatura. Aos poucos, essa combinação cria uma sensação de cansaço cutâneo que motiva muitas pessoas a buscarem soluções práticas no universo do skincare. Dentro desse contexto, a água micelar tem se destacado cada vez mais como um recurso versátil, capaz de acompanhar rotinas diferentes sem exigir rituais longos.

A água micelar parece simples, mas sua fórmula responde a necessidades que mudam ao longo do dia. As micelas funcionam como pequenos imãs que atraem impurezas, facilitam a limpeza e ainda mantêm o conforto da pele. É por isso que ela atende desde quem usa muita maquiagem até quem tem sensibilidade elevada”, esclarece Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, marca referência no desenvolvimento de cosméticos hipoalergênicos. Para a especialista, esse entendimento amplia as possibilidades do produto e mostra por que ele se tornou indispensável para tanta gente.

Esse caráter multifuncional se traduz em usos pouco conhecidos que tornam o produto ainda mais valioso no cotidiano. A seguir, Julinha destaca aplicações que ampliam o potencial da água micelar e ajudam a organizar uma rotina prática, cuidadosa e compatível com diferentes tipos de pele

Pós-limpeza

Aplicar a água micelar após a lavagem do rosto traz diversos benefícios à pele, uma vez que ela remove resíduos leves acumulados ao longo do dia, como poluição inicial, suor e restos de protetor solar. A presença de ativos como extrato de calêndula, ácido hialurônico e Glicirrizinato Dipotássico na fórmula do produto potencializa a absorção dos tratamentos aplicados depois e torna a rotina mais eficiente.

Cuidado após exercícios ou exposição ao calor

Após treinos e momentos de calor intenso, o rosto tende a ficar irritado pelo acúmulo de suor e sais que causam ardência e vermelhidão. A água micelar alivia essa sensação porque limpa sem remover a proteção natural da pele.

Quando a pele está aquecida ou sensibilizada, a limpeza precisa ser leve para não agravar a irritação”, afirma Julinha. Esse uso é especialmente útil para quem volta da academia ou transita entre espaços abafados durante o dia.

 

Alívio para desconfortos causados pelo ar-condicionado e pelo clima

Variações bruscas de temperatura deixam a pele instável, com sensação de ressecamento súbito. A aplicação da água micelar cria uma pausa de conforto ao retirar impurezas e devolver frescor sem agredir a superfície cutânea.

Peles secas e maduras costumam perceber essa melhora com rapidez, principalmente em dias de vento, calor extremo ou longas horas em ambientes climatizados

Higienização de peles sensíveis

Bebês, idosos e pessoas com dermatites necessitam de limpeza frequente, mas sem estímulos que provoquem ardência ou coceira. A água micelar realiza essa higienização de forma estável, mantendo o equilíbrio natural da pele.

A estrutura das micelas limpa com suavidade e oferece segurança para aqueles que apresentam uma pele naturalmente mais sensível”, destaca Julinha. Isso torna o produto útil em cuidados específicos e em áreas mais delicadas do corpo.

Manutenção da limpeza ao longo do dia

Mesmo sem maquiagem, o rosto acumula oleosidade, poeira fina e resíduos do ambiente. A água micelar funciona como uma renovação leve quando não há tempo para uma lavagem completa, mantendo a sensação de pele fresca e equilibrada. Esse uso diário auxilia no controle do brilho, melhora o conforto cutâneo e prolonga a sensação de limpeza sem comprometer a barreira natural.