quinta-feira, 12 de março de 2026

Caminhada do Sono leva especialistas à Praia de Copacabana para orientar população sobre saúde do sono

Ação gratuita da Academia Brasileira do Sono integra a programação da Semana do Sono 2026 e inclui caminhada, distribuição de cartilhas e atividades educativas na orla do Rio de Janeiro



Como parte da programação da Semana do Sono 2026, a Academia Brasileira do Sono promove no domingo, 15 de março, uma caminhada educativa na Praia de Copacabana. A atividade começa às 8h, com saída do Forte de Copacabana, e segue pela orla até a área próxima ao Copacabana Palace.

Ao final do percurso, profissionais da área da saúde receberão o público em tendas montadas na praia para oferecer orientações gratuitas sobre hábitos saudáveis de sono. No local, também serão distribuídas cartilhas educativas e instalados totens informativos e interativos com conteúdos voltados à conscientização sobre a importância de bons hábitos de sono.

A iniciativa integra a campanha nacional da Academia Brasileira do Sono, realizada de 13 a 19 de março em diversas cidades do país, com o objetivo de ampliar o acesso da população a informações confiáveis sobre distúrbios do sono e rotinas saudáveis de descanso.

Segundo a otorrinolaringologista e cirurgiã do sono Dra. Luciane Mello, presidente da regional da Academia Brasileira do Sono no Rio de Janeiro, a ação já se tornou uma tradição da campanha na cidade. “Todos os anos a Academia Brasileira do Sono leva para a população informações de qualidade e baseadas em evidências. Os eventos realizados em várias cidades do estado do Rio têm como objetivo esclarecer sobre a importância de um sono de qualidade e seus benefícios para a saúde”, afirma.

A médica destaca que o evento na capital fluminense é o principal da programação regional. “O principal evento do Rio de Janeiro acontece neste domingo, dia 15 de março, na Praia de Copacabana, reunindo profissionais de saúde para conversar diretamente com a população e orientar sobre hábitos que contribuem para uma melhor qualidade do sono”, explica.

A campanha deste ano ocorre no contexto do Dia Mundial do Sono (13) e traz como tema “Durma bem, viva melhor”, reforçando a importância do sono como um dos pilares fundamentais da saúde, ao lado da alimentação e da atividade física.

Dados do sistema Vigitel 2025, do Ministério da Saúde, reforçam a relevância do tema. O levantamento mostra que 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite e 31,7% relatam pelo menos um sintoma de insônia. Entre as mulheres, a prevalência de sintomas é ainda maior, chegando a 36,2%, contra 26,2% entre os homens.

Para os especialistas, ações públicas como a caminhada educativa no Rio de Janeiro ajudam a ampliar o acesso à informação qualificada e estimulam a população a reconhecer sinais de problemas relacionados ao sono e buscar avaliação médica quando necessário.

SERVIÇO

Caminhada do Sono – Semana do Sono 2026

Local: Praia de Copacabana
Ponto de saída: Forte de Copacabana
Data: 15 de março de 2026 (domingo)
Horário: 8h
Participação gratuita

Sobre a semana so Sono

SERVIÇO

Semana do Sono 2026 – “Durma bem, viva melhor”

Data: 13 a 19 de março de 2026
Onde: atividades presenciais e online em diversas cidades brasileiras
Organização: Academia Brasileira do Sono (ABS), que reúne a Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS) e a Associação Brasileira de Odontologia do Sono (ABROS)
Programação: ações educativas gratuitas com médicos e profissionais de saúde associados à ABS, orientação ao público, distribuição de materiais informativos, lives com especialistas e vídeos educativos (“Gotas de Sono”)
Mais informações: https://semanadosono.absono.com.br/

Baixar a Cartilha do Sono / Semana do Sono 2026 


Leitura Coletiva: O segredo da beleza é uma arma mortal

Em "Overdone: A beleza que mata", o culto à perfeição estética abre as portas para o maior atentado bioterrorista da história 




Para Roberto Dias, a humanidade sempre foi um projeto mal-acabado. Acostumado a trabalhar nas mais sofisticadas clínicas de estética, aprendeu a enxergar falhas onde outros viam apenas rostos comuns. Rugas, marcas do tempo, pequenas assimetrias: cada detalhe reforçava a impressão de que o mundo aceitava imperfeições demais. 

No livro tema desta Leitura Coletiva, essa fixação tem origem em um episódio antigo. Expulso da faculdade de medicina após um trote que terminou em escândalo, Roberto viu a carreira desmoronar ainda jovem. Sem poder exercer a profissão, migrou para a indústria da beleza. Ali construiu reputação e influência suficientes para ser conhecido como o “Rei da Toxina Botulínica”.  

O prestígio e o dinheiro, porém, não resolveram o que ficou para trás. Em Overdone: A beleza que mata, o escritor José Roberto da Costa Pereira transforma esse ressentimento no ponto de partida da trama. Ciente do potencial letal da toxina e com o apoio de um investidor anônimo, o personagem usa décadas de experiência técnica para estruturar o maior atentado bioterrorista do mundo. E ninguém suspeita do lugar onde tudo começa. 

Com uma narrativa ácida e irônica, o autor utiliza sua experiência como cirurgião plástico para destrinchar as vaidades do mercado estético. A escrita ágil e visual transporta o leitor para cenas cinematográficas, questionando a confiança cega em uma indústria que lucra com a promessa de corrigir o que chama de imperfeição. 

Prepare-se para encarar a face mais perturbadora da vaidade humana! 

Nesta Leitura Coletiva, você encara o lado sombrio da indústria da beleza em um suspense de tirar o folego. Quer receber o exemplar em casa e participar de conversas exclusivas com o autor? As vagas são limitadas. Inscreva-se agora:  
https://forms.gle/nVEaCpXezhsW1qAw5  

Sobre o autor: José Roberto da Costa Pereira é médico, com especialização em cirurgia plástica e pós-graduação em nutrologia. Leitor de ficção e biografias, sempre demonstrou interesse por inovação. 

Autor de monografias e artigos científicos, já publicou duas crônicas em coletâneas. Overdone: A beleza que mata marca sua estreia na ficção. No romance, reúne duas características que o acompanham desde sempre: criatividade e senso de humor. 

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quarta-feira, 11 de março de 2026

Cariocas podem concorrer a 10 mil bolsas gratuitas para aprender inglês, espanhol e francês

As inscrições vão até 16 de março e os alunos irão utilizar a plataforma inovadora que combina realidade aumentada com inteligência artificial


Foto: Divulgação


O Santander anuncia o lançamento do Santander Fala Mundo 2026, programa inédito que disponibilizará 10 mil oportunidades de estudo para o aprendizado de idiomas. As bolsas garantem acesso gratuito à plataforma Immerse, um ambiente moderno de aprendizagem imersiva que combina inteligência artificial, realidade virtual e metodologias inovadoras, com atividades práticas e interações guiadas que aceleram o desenvolvimento em línguas estrangeiras.

A inteligência artificial está presente em dois momentos principais da jornada: no teste de nivelamento, que identifica o nível de proficiência do aluno e constrói uma trilha de aprendizagem personalizada; e nas atividades de conversação, nas quais a IA conduz diálogos sobre temas de interesse do participante, proporcionando prática dinâmica e contextualizada.

Os bolsistas poderão escolher entre inglês, espanhol ou francês e terão acesso a um método que prioriza a conversação e a aplicação do idioma em situações reais, desde o nível básico até o avançado. A proposta do programa é desenvolver a fluência dos participantes de forma personalizada, respeitando o ritmo e o nível de cada aluno. A plataforma segue os níveis internacionais de aprendizado (CEFR e ACTFL), indo do A1 (iniciante baixo) até C1 (avançado superior), cada nível possui 5 fases de aprendizado.

O Fala Mundo 2026 integra tecnologia de ponta ao ensino de idiomas e amplia o acesso a uma formação linguística de qualidade, ao combinar inovação, prática e personalização no processo de aprendizagem. A iniciativa amplia o acesso a uma formação linguística de qualidade e contribui para expandir horizontes profissionais e pessoais em um mercado cada vez mais globalizado”, diz Carolina Learth, sênior Head de plataformas globais do Santander.

A plataforma da Immerse utiliza conversas guiadas com inteligência artificial, atividades interativas de vocabulário e aulas ao vivo com tutores especializados, criando um ambiente dinâmico que simula contextos do cotidiano e amplia a confiança do aluno no uso do idioma.

Entre os diferenciais do programa estão o uso de uma plataforma educacional inovadora, a aprendizagem prática baseada em experiências reais e a aplicação de inteligência artificial como aliada no processo de ensino, potencializando o engajamento e a evolução dos participantes. As inscrições estão abertas até 16/03/2026 e podem ser feitas pelo link Santander Open Academy.


Médico transforma vivências de consultório em livro sobre esgotamento emocional e transformação interior

Em "Mente e Movimento", endocrinologista Marcelo Rocha Nasser Hissa constrói uma narrativa atravessada pela sobrecarga da vida contemporânea, além da busca por presença e propósito




No livro Mente e Movimento: uma jornada entre razão e revelação, o médico endocrinologista e escritor Marcelo Rocha Nasser Hissa parte das próprias vivências, observações e escuta acumuladas durante anos de consultório para construir uma narrativa sensível sobre escolhas, esgotamento e transformação interior. Publicada pelo selo Actual, do Grupo Editorial Alta Books, a obra provoca reflexões sobre a forma de pensar, sentir e agir diante das exigências da vida contemporânea.

De um lado, o leitor acompanha a trajetória de Hélio, um médico experiente consumido por plantões exaustivos, pela pressão do sistema de saúde e pelo distanciamento afetivo da família. Em paralelo, conhece Luan, um jovem estudante de psicologia que trabalha como motorista de aplicativo para tentar sustentar a filha enquanto enfrenta dívidas, pressões financeiras e o próprio limite físico e emocional. Embora venham de realidades distintas, ambos compartilham a sensação de que viver no modo automático já não é suficiente.

Os caminhos dos dois protagonistas se cruzam em um hospital público, dando início a um embate silencioso entre duas formas de existir: uma baseada na razão, no controle e na busca por resultados, e outra focada no sentir, na presença e na escuta interior. Esse encontro expõe tensões que atravessam não apenas a vida profissional e pessoal dos personagens, mas também a maneira como cada um lida com o tempo, com as pessoas ao redor e consigo mesmo, conduzindo aqueles que acompanham a narrativa a questionar os próprios modos de viver e escolher.

— Luan, o corpo aguenta muita coisa, mas chega uma hora que ele cobra.
O que você está sentindo agora é o aviso. Um pedido de socorro silencioso.
Se não escutar agora, pode ser que depois ele grite...
e aí talvez não seja tão fácil de resolver.
(Mente e Movimento, p. 43)

Com uma escrita acessível e poética, Marcelo Rocha Nasser Hissa imprime um tom reflexivo à ficção ao abordar temas como saúde mental, burnout, precarização do trabalho, paternidade e desigualdade social. A espiritualidade também aparece no enredo, porém, de forma orgânica, sem discursos ou explicações teóricas: ela se revela nas experiências vividas por Hélio e Luan, na forma como lidam com suas escolhas, com o tempo e com as consequências de seus próprios caminhos.

Sem oferecer respostas prontas ou fórmulas de transformação, Mente e Movimento se apresenta como um livro sobre o amanhecer interior, o instante em que parar de culpar o mundo se torna o primeiro passo para assumir o controle da própria trajetória. Uma obra para leitores interessados em questões humanas, éticas e existenciais, que encontram na literatura um espaço para repensar o cotidiano e perceber como pequenas escolhas, muitas vezes silenciosas, podem redefinir a forma de estar no mundo.

FICHA TÉCNICA:
Título: Mente e Movimento: uma jornada entre razão e revelação
Editora: Actual (Grupo Editorial Alta Books)
Autor: Marcelo Rocha Nasser Hissa
ISBN: 978-8562937897
Edição: 1ªed., 2026
Gênero: Ficção espiritual e filosófica
Páginas: 152
Preço: R$ 52,90
Onde encontrar: Amazon

Sobre o autor: Marcelo Rocha Nasser Hissa é médico clínico endocrinologista, com atuação voltada ao cuidado integral do ser humano. Mestre e doutor em Cirurgia, é apaixonado por filosofia, espiritualidade e literatura, escreve com sensibilidade sobre as camadas invisíveis da existência. Em seus textos, a prática médica e a escuta cotidiana se entrelaçam com reflexões sobre destino, escolhas e autoconhecimento. Mente e Movimento é sua segunda obra de ficção e mergulha em temas como propósito, responsabilidade e transformação interior.

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terça-feira, 10 de março de 2026

Março Azul-Marinho reforça alerta para prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal no Brasil

Plano Brasil Saúde destaca dados recentes da doença e orienta sobre sinais de alerta e medidas de prevenção


Foto: Freepik

O mês de março é marcado pela campanha Março Azul-Marinho, dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal, um dos tipos mais incidentes no país e que, quando diagnosticado precocemente, pode apresentar chances de cura superiores a 90%.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de cólon e reto está entre os três mais frequentes tanto em homens quanto em mulheres no Brasil e figura entre as principais causas de morte por câncer. A estimativa é de cerca de 45.630 novos casos por ano no triênio 2023-2025, com incidência aproximada de 21,1 casos a cada 100 mil habitantes — 21,4 entre mulheres e 20,8 entre homens.

O avanço da doença também é percebido na saúde suplementar. Estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) aponta crescimento de aproximadamente 80% no número de casos registrados entre 2015 e 2023 entre beneficiários de planos de saúde, com maior prevalência em pessoas acima dos 60 anos, mas com aumento progressivo também em faixas etárias mais jovens.

O cenário brasileiro acompanha uma tendência global. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o câncer colorretal está entre os mais incidentes no mundo, especialmente em países que passaram por mudanças recentes no padrão alimentar e no estilo de vida da população.

Apesar dos avanços no tratamento, o principal desafio ainda é o diagnóstico tardio. Levantamentos nacionais mostram que mais de 60% dos casos no Brasil são identificados em estágios avançados (III ou IV), o que reduz significativamente as chances de cura e aumenta a complexidade do tratamento. Muitos pacientes demoram a procurar atendimento porque os sintomas iniciais podem ser discretos ou confundidos com alterações intestinais comuns.

Sinais de alerta

Alguns sintomas merecem atenção especial:

  • Presença de sangue nas fezes
  • Alterações persistentes no hábito intestinal (diarreia ou constipação)
  • Dor ou desconforto abdominal frequente
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Perda de peso sem causa aparente
  • Anemia de origem indefinida

A orientação é que qualquer sintoma persistente por mais de duas semanas seja avaliado por um profissional de saúde.

A importância do rastreamento

O rastreamento é considerado a principal estratégia para reduzir a mortalidade. A colonoscopia é o exame mais eficaz para identificar pólipos, lesões benignas que podem evoluir para câncer e removê-los antes que se tornem malignos.

Em geral, o exame é indicado a partir dos 45 ou 50 anos, mesmo na ausência de sintomas, conforme o protocolo adotado. Pessoas com histórico familiar da doença, obesidade, sedentarismo, tabagismo ou alimentação rica em carnes processadas podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo.

Fatores de risco e prevenção

Estudos associam o risco de desenvolver câncer colorretal a fatores como dieta pobre em fibras e rica em alimentos ultraprocessados, consumo excessivo de carnes vermelhas e processadas, sedentarismo, obesidade, tabagismo e ingestão frequente de álcool.

Por outro lado, a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso e abandono do cigarro — reduz significativamente o risco. O acompanhamento regular na Atenção Primária também é essencial para identificar fatores de risco, orientar exames e monitorar possíveis sintomas de forma precoce.

Conscientização salva vidas

A campanha Março Azul-Marinho reforça que informação e prevenção são ferramentas decisivas para mudar o cenário da doença no país. A campanha também busca reduzir o receio em relação à colonoscopia, um exame seguro, realizado com sedação e capaz de evitar intervenções mais invasivas no futuro.

Informação, prevenção e rastreamento são as principais ferramentas para mudar o cenário da doença no país. Ignorar sinais ou adiar exames pode significar perder a oportunidade de um diagnóstico precoce — e isso faz toda a diferença no desfecho do tratamento”, afirma Paulo Bittencourt, CEO do Plano Brasil Saúde.

Fonte: www.planobrasilsaude.com.br


quinta-feira, 5 de março de 2026

Quatro dúvidas mais comuns sobre o HPV

Vírus é responsável por quase todos os casos de câncer do colo do útero. Na campanha Março Lilás, especialistas esclarecem os principais pontos sobre prevenção


Foto: Freepik


A desinformação ainda é o maior obstáculo na prevenção do câncer do colo do útero ou câncer cervical. Segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com o EVA Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, 42% das mulheres entre 18 e 45 anos não sabem se foram vacinadas contra o HPV ou não se recordam. O vírus causa quase 100% dos casos de câncer do colo do útero, sendo os tipos 16 e 18 responsáveis por 70% das manifestações da doença, de acordo com o Ministério da Saúde. O carcinoma é o terceiro mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer.

Para esclarecer o cenário, listamos, a seguir, as quatro perguntas que mais geram dúvidas.

  1. A vacina é indicada apenas para adolescentes?

Não. Embora o SUS foque a faixa de 9 a 14 anos para garantir a proteção antes do início da vida sexual, a vacina é recomendada e eficaz para mulheres até os 45 anos. Segundo Luísa Chebabo, infectologista dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa, no Rio de Janeiro, mesmo quem não se vacinou na adolescência pode (e deve) buscar o imunizante na rede privada para atualizar sua proteção, conforme orientação médica.

  1. A vacina é segura e realmente funciona?

Sim. Existe um receio comum de que a proteção não seja eficaz, mas a infectologista Luísa Chebabo esclarece que o imunizante tem mais de 15 anos de uso consolidado mundialmente. “Países com alta cobertura vacinal registraram quedas drásticas em infecções e lesões precursoras de câncer do colo do útero. A vacina protege dos tipos virais de maior risco.”

  1. Quem já teve contato com o vírus ou já se vacinou ainda precisa fazer o Papanicolau?

Sim para ambas as situações. A ginecologista Martha Calvente, da clínica CDPI, também da Dasa, reforça ainda que a vacina não substitui os exames preventivos.

“Quem já teve o vírus ainda se beneficia da vacina, pois ela protege contra outros subtipos aos quais a pessoa ainda não foi exposta. Para quem já se imunizou, é importante dizer que isso não tira a necessidade de fazer o exame Papanicolau (conhecido como preventivo), que continua sendo essencial para detectar alterações celulares precoces, já que o câncer do colo do útero tem uma progressão lenta e pode ser tratado antes de se tornar um tumor.”

  1. Homens também devem se preocupar com o HPV?

Sim. “Embora o foco muitas vezes esteja no câncer do colo do útero, o HPV também pode causar verrugas genitais e câncer de pênis, ânus e orofaringe nos homens. Além disso, eles podem transmitir o vírus mesmo sem apresentar sintomas. A vacinação de meninos e homens é uma estratégia fundamental de saúde pública. Ao ampliar a cobertura vacinal, reduzimos a circulação do vírus na população e fortalecemos a proteção coletiva, o que beneficia diretamente as mulheres”, afirma o dr. Guenael Freire, infectologista do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica.


Artigo: Atividade física contribui para melhor desempenho, produtividade e bem-estar no trabalho

Por Bianca D'Elia


Foto: Freepik


Em um ambiente corporativo cada vez mais competitivo e dinâmico, a saúde física e mental dos colaboradores assume um papel estratégico. Cuidar do bem-estar deixou de ser apenas uma iniciativa de responsabilidade individual para se tornar um fator determinante na produtividade, no engajamento das equipes e na sustentabilidade das organizações no longo prazo.

A adoção de exercícios físicos regulares vai muito além dos benefícios corporais. A prática está diretamente associada ao aumento dos níveis de energia, à melhora da concentração e à ampliação da capacidade de foco, que são competências essenciais para lidar com rotinas intensas. De acordo com um estudo publicado no Journal of Occupational and Environmental Medicine, empresas com profissionais fisicamente ativos apresentam um crescimento médio de 15% no rendimento e uma redução de até 27% nas ausências motivadas por problemas de saúde física ou mental.

Em um cenário desafiador, marcado por altas demandas, excesso de tempo diante das telas e comportamentos sedentários, reservar momentos para se movimentar torna-se indispensável. A boa notícia é que não são necessárias mudanças radicais na rotina. A inclusão de sessões simples de atividade física, com duração entre 20 e 30 minutos, já é suficiente para gerar impactos positivos na disposição e na qualidade de vida dos profissionais.

Optar por caminhadas curtas, utilizar as escadas em vez do elevador ou realizar alongamentos no próprio ambiente de trabalho já são suficientes para contribuir com a saúde física. O movimento corporal estimula a circulação sanguínea, favorece o ganho de massa e fortalecimento muscular que ajuda na prevenção de lesões, permitindo ao trabalhador desempenhar suas funções com mais conforto e eficiência. 

Além disso, fazer pausas ativas e o simples ato de levantar-se por alguns períodos durante o expediente auxiliam no alívio da tensão e na melhoria da postura, especialmente para quem passa longos períodos na mesma posição. Sem falar que a realização de qualquer exercício, mesmo que breve, promove a liberação de endorfinas, conhecidas como "hormônios da felicidade", que são responsáveis por gerar sensações de satisfação e relaxamento, atuando diretamente no controle dos níveis de estresse.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a atividade física também é uma aliada fundamental na prevenção de doenças crônicas. A prática regular pode reduzir em até 30% o risco de doenças cardiovasculares, diminuir a probabilidade de desenvolvimento de diabetes e auxiliar de forma significativa para a prevenção de diferentes tipos de câncer, além de condições como osteoporose e depressão.

Empresas que investem em ações de incentivo a hábitos saudáveis conquistam um importante diferencial competitivo. Mais do que a ginástica laboral, estimular o movimento contínuo representa um investimento estratégico em capital humano. Priorizar o bem-estar dos colaboradores reflete diretamente na retenção de talentos, na redução de custos relacionados à saúde e na melhoria consistente dos indicadores de desempenho organizacional.

*Bianca D’Elia é coordenadora técnica da Selfit Academias, uma das maiores redes fitness da América Latina.