Plano Brasil Saúde destaca dados recentes da doença e orienta sobre sinais de alerta e medidas de prevenção
![]() |
| Foto: Freepik |
O mês de março é marcado pela campanha Março Azul-Marinho, dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal, um dos tipos mais incidentes no país e que, quando diagnosticado precocemente, pode apresentar chances de cura superiores a 90%.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de cólon e reto está entre os três mais frequentes tanto em homens quanto em mulheres no Brasil e figura entre as principais causas de morte por câncer. A estimativa é de cerca de 45.630 novos casos por ano no triênio 2023-2025, com incidência aproximada de 21,1 casos a cada 100 mil habitantes — 21,4 entre mulheres e 20,8 entre homens.
O avanço da doença também é percebido na saúde suplementar. Estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) aponta crescimento de aproximadamente 80% no número de casos registrados entre 2015 e 2023 entre beneficiários de planos de saúde, com maior prevalência em pessoas acima dos 60 anos, mas com aumento progressivo também em faixas etárias mais jovens.
O cenário brasileiro acompanha uma tendência global. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o câncer colorretal está entre os mais incidentes no mundo, especialmente em países que passaram por mudanças recentes no padrão alimentar e no estilo de vida da população.
Apesar dos avanços no tratamento, o principal desafio ainda é o diagnóstico tardio. Levantamentos nacionais mostram que mais de 60% dos casos no Brasil são identificados em estágios avançados (III ou IV), o que reduz significativamente as chances de cura e aumenta a complexidade do tratamento. Muitos pacientes demoram a procurar atendimento porque os sintomas iniciais podem ser discretos ou confundidos com alterações intestinais comuns.
Sinais de alerta
Alguns sintomas merecem atenção especial:
- Presença de sangue nas fezes
- Alterações persistentes no hábito intestinal (diarreia ou constipação)
- Dor ou desconforto abdominal frequente
- Sensação de evacuação incompleta
- Perda de peso sem causa aparente
- Anemia de origem indefinida
A orientação é que qualquer sintoma persistente por mais de duas semanas seja avaliado por um profissional de saúde.
A importância do rastreamento
O rastreamento é considerado a principal estratégia para reduzir a mortalidade. A colonoscopia é o exame mais eficaz para identificar pólipos, lesões benignas que podem evoluir para câncer e removê-los antes que se tornem malignos.
Em geral, o exame é indicado a partir dos 45 ou 50 anos, mesmo na ausência de sintomas, conforme o protocolo adotado. Pessoas com histórico familiar da doença, obesidade, sedentarismo, tabagismo ou alimentação rica em carnes processadas podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo.
Fatores de risco e prevenção
Estudos associam o risco de desenvolver câncer colorretal a fatores como dieta pobre em fibras e rica em alimentos ultraprocessados, consumo excessivo de carnes vermelhas e processadas, sedentarismo, obesidade, tabagismo e ingestão frequente de álcool.
Por outro lado, a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso e abandono do cigarro — reduz significativamente o risco. O acompanhamento regular na Atenção Primária também é essencial para identificar fatores de risco, orientar exames e monitorar possíveis sintomas de forma precoce.
Conscientização salva vidas
A campanha Março Azul-Marinho reforça que informação e prevenção são ferramentas decisivas para mudar o cenário da doença no país. A campanha também busca reduzir o receio em relação à colonoscopia, um exame seguro, realizado com sedação e capaz de evitar intervenções mais invasivas no futuro.
“Informação, prevenção e rastreamento são as principais ferramentas para mudar o cenário da doença no país. Ignorar sinais ou adiar exames pode significar perder a oportunidade de um diagnóstico precoce — e isso faz toda a diferença no desfecho do tratamento”, afirma Paulo Bittencourt, CEO do Plano Brasil Saúde.
Fonte: www.planobrasilsaude.com.br



.jpg)


