Projeto social foi criado pelos pais da Gabriele que tiveram sua filha arrancada do seu convívio por um motorista irresponsável, com apenas seis anos
“Gabriele, menina linda, desde pequenina impressionava pela ternura e amor ao próximo. A todos encantava com seu sorriso. Dizia que ‘Quem ajuda as pessoas é feliz’, revelando, assim a bondade de seu coração.
Na tarde de quatro de fevereiro de 2001, num domingo, caminhava com seu pai pelas ruas de Santo Amaro, em São Paulo. Iam ao mercado. Gabriele viu um morador em situação de rua e pediu ao pai que lhe desse um auxílio. Combinou que iriam comprar um alimento e entregar. Naquele momento, a pequena Gabriele foi arrancada dos braços do seu pai por um motorista que não respeitou o sinal vermelho. Morreu num gesto de amor. Deus a levou para o céu, onde será sempre feliz.
Seu pai, Francisco Sogari, professor universitário de jornalismo, e sua mãe Iracema Barreto Sogari, pedagoga especializada em educação especial, enfrentaram o sofrimento da perda da filha com muita fé em Deus e resolveram, em nome de Gabriele, dedicar a vida a fazer ainda mais bem ao próximo”. (Artigo Gestos de Amor de Dom Luciano Mendes de Almeida, Presidente da CNBB, uma das vozes mais atuantes na Igreja do Brasil e na defesa dos direitos humanos, publicado na Folha de São Paulo em 08/09/2001).
O propósito que move o Instituto Gabi ao longo deste quarto de século é a garantia de direitos da pessoa com deficiência e autismo. “Para nós estes direitos não são concessão ou mendicância, mas uma questão de justiça”, afirma Francisco Sogari, Cofundador e assessor de comunicação.
Ao longo destes 25 anos, centenas de pessoas com deficiência foram atendidas, suas famílias orientadas e encaminhadas. “Nossos atendidos tiveram uma substancial melhoria na qualidade de vida e seus direitos assegurados. Um dos jovens participou da última edição dos jogos paraolímpicos.” Conclui.
O Instituto Gabi é um espaço de acolhida e cuidados terapêuticos. “Oferecemos atendimentos individualizados e atividades em grupo numa abordagem interdisciplinar oferecida por uma equipe de profissionais preparados”, ressalta Iracema Barreto Sogari, Cofundadora e coordenadora de atendimento.
O processo de inclusão do Instituto Gabi busca integrar o público atendido nos diferentes espaços da sociedade, visando a autonomia e independência. “Inserimos e acompanhamos estas pessoas nas escolas, favorecendo o êxito na jornada educacional. Da mesma forma incluímos jovens e adultos no mundo do trabalho para que tenham a realização profissional e um complemento de renda”, finaliza.
O resultado deste trabalho é reconhecido pelos pais e registrado pela equipe da ONG. “Antes de frequentar o Instituto Gabi, meu filho Lucas era um jovem tímido, com dificuldade de interação. Hoje ele participa de tudo, interage, é até difícil segurá-lo”, afirma Sandra Aquino, mãe. “Há outros locais que atendem como o Gabi, mas com tanto amor e carinho, não tem. Ele recebe cuidado e acima de tudo amor”, conclui.
Hoje o Instituto Gabi atende 52 pessoas com deficiência e autismo, de forma gratuita. “Nos mantemos com doações, através da contribuição financeira, bazar, nota fiscal paulista e eventos.” Afirma Ilson Barreto Silva, Diretor Administrativo.
O aumento de recursos possibilita ampliar os atendimentos. “Temos uma longa fila de espera. É triste receber famílias e ter que informar que não há vaga, mas é a realidade de todos os dias”.
Serviço:
Instituto Gabi
Rua Palacete das Águias, 753 – Vila Alexandria – São Paulo – SP
www.institutogabi.org.br – (11) 5031-1765
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