segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Livro dá voz às crianças e convida adultos a romperem o ciclo do silêncio

Obra reúne relatos reais e propõe a escuta genuína como caminho para vínculos mais seguros, conscientes e afetivos


O que as crianças sempre quiseram dizer e os adultos nunca tiveram coragem de ouvir? Essa é a pergunta que motivou a publicação do livro Me escuta? Porque toda criança merece ser escutada (inclusive a que vive em você), assinado pela educadora parental Thelma Nascimento, a Tradutora de Crianças. O lançamento da editora Mentor Autor convida pais, mães, cuidadores e educadores a silenciarem por um instante para que possam ouvir de verdade. 

Construída a partir de entrevistas reais com crianças e adolescentes de 4 a 18 anos, a obra foge dos formatos tradicionais de manuais de parentalidade. Sem fórmulas prontas e sem o peso da busca por uma educação perfeita, Thelma entrega algo mais profundo: as vozes das crianças, com suas dores, desejos, frustrações e necessidades, muitas vezes ignoradas, minimizadas ou silenciadas no cotidiano adulto.  

“Eles falam que vão ouvir, mas quando começo, já estão no celular”, “Parece que só escutam se a gente grita” e “Quando eu faço coisa errada, queria um abraço e uma explicação” são algumas das queixas comuns dos pequenos. Essas e outras falas ajudam os leitores a perceber que escutar é mais do que apenas ouvir palavras, significa estar presente, acolher emoções, observar silêncios e compreender comportamentos como pedidos legítimos de ajuda e não como afronta, birra ou drama. 

Estruturado em três partes, “As vozes das crianças”, “A virada” e “A construção”, a novidade conduz os adultos por uma jornada de impacto, reflexão e transformação. Primeiro, mergulha nas verdades cruas do universo infantil: a solidão do erro, o medo de decepcionar, a dor de não ser levado a sério, a necessidade de autonomia e pertencimento. Em seguida, vira o espelho para quem já tem mais idade, mostrando como o comportamento das crianças muitas vezes reflete feridas emocionais não curadas dos próprios pais. 

A obra sustenta que a dificuldade de escutar, na maioria das vezes, nasce da própria história emocional do adulto e de uma infância em que também não houve espaço para sentir, errar ou falar. Assim, ao escutar um filho, os pais e responsáveis também se encontram com sua criança interior, abrindo a possibilidade de cura e de ruptura de ciclos geracionais de silêncio, medo e repressão emocional. 

Com base em princípios da neurociência, do desenvolvimento infantil e do apego seguro, Thelma propõe uma mudança profunda de perspectiva. Ela defende que castigo não educa, medo não ensina e grito não constrói vínculo. Em vez disso, a escuta genuína e a validação emocional são apresentadas como pilares para o desenvolvimento de crianças emocionalmente seguras. Isso não significa, segundo a autora, a ausência de limites, mas sim o abandono de práticas que afastam, silenciam e ensinam a esconder o que se sente. 

Me escuta? oferece ainda ferramentas práticas para transformar reflexão em ação com desafios de escuta ativa, sugestões de linguagem mais empática, mapas de segurança emocional, listas de frases a evitar e caminhos para substituir a culpa por responsabilidade afetiva. A mensagem é clara: ninguém precisa ser uma mãe, um pai ou um educador perfeito, mas toda criança precisa de um adulto disposto a reparar, pedir desculpas, aprender e estar presente. 

Ficha técnica 

Título: Me escuta? - Porque toda criança merece ser escutada, inclusive a que vive em você 
Autoria: Thelma Nascimento 
Editora: Mentor Autor 
ISBN: 978-6599603839 
Páginas: 140 
Preço: R$ 19,90 (e-Book) / R$ 69,00 (físico)
Onde encontrarAmazon (e-Book) / Com a autora (físico) 

Sobre a autora 

Thelma Nascimento é formada em Ciências Biológicas e da Saúde e em Assistência Social, com especializações em Saúde Mental, Neurociência e Saúde Integrativa do Sono Infantil. É Educadora Parental com foco em apego seguro, Educadora Perinatal certificada pela GentleBirth e mãe de dois meninos. Sua trajetória profissional e pessoal se entrelaça na investigação constante da infância e das relações familiares. 

Redes sociais da autora 

Hemorio lança campanha “CarnaHemorio: Folia que salva” e convoca população a doar sangue no Carnaval

Iniciativa busca reforçar os estoques durante um dos períodos mais críticos do ano



Nos dias 9 e 12 de fevereiro, o Hemorio lança a campanha ‘’CarnaHemorio – Folia que salva’’ com o objetivo de incentivar a doação de sangue antes, durante e após o carnaval, um dos períodos mais desafiadores para a manutenção dos estoques. Além de conscientizar, a campanha também busca estimular doações constantes para reforçar a importância de manter os estoques de sangue em níveis seguros durante todo o ano.

O período carnavalesco representa um grande desafio para o hemocentro devido à histórica queda nas doações, que pode chegar a 30%, ao mesmo tempo em que a demanda por sangue aumenta, especialmente nos atendimentos de emergência. Para manter os estoques em nível regular, o Hemorio precisa coletar entre 350 e 400 bolsas de sangue por dia. Atualmente, o estoque do hemocentro abastece mais de 100 unidades públicas de saúde em todo o estado, incluindo os principais hospitais de emergência, unidades da rede federal e a própria instituição, que atende pacientes com doenças hematológicas como anemia falciforme, hemofilia e leucemia.

Manter os estoques cheios é uma necessidade permanente, não apenas em datas específicas. Campanhas como essa são fundamentais para sensibilizar a população e garantir que possamos atender todos que precisam. Cada doação pode salvar várias vidas”, destaca o diretor do Hemorio, Luiz Amorim.

A campanha tem como embaixadora Mileide Mihaile, atual rainha de bateria da Unidos da Tijuca, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Mileide assume com entusiasmo o papel de embaixadora da ação, e sua presença amplia o alcance da iniciativa junto ao público.

Ações presenciais

No dia 9 de fevereiro, das 11h às 12h, o salão de doadores do Hemorio receberá uma ativação especial com a presença da embaixadora da campanha acompanhada pela bateria da Unidos da Tijuca. A ação contará com cerca de dez integrantes, incluindo oito ritmistas, um casal de passistas e um casal de mestre-sala e porta-bandeira, levando o clima do samba para dentro do espaço de doação.

Já no dia 12 de fevereiro, conhecido como Dia da Folia, o Hemorio será palco de um dia inteiro de celebração, com blocos de rua cariocas animando o salão de doadores. O bloco Balanço Zona Sul está confirmado das 10h às 12h.

Durante o período de Carnaval, o Hemorio funcionará normalmente, todos os dias da semana, inclusive feriados, das 7h às 18h, para receber doadores.

Quem pode doar

Quem deseja doar precisa ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg, estar em boas condições de saúde e apresentar documento oficial com foto. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de responsável legal e portar autorização disponível no site hemorio.rj.gov.br

Não é necessário jejum, apenas evitar alimentos gordurosos quatro horas antes da coleta e não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores. Gestantes, lactantes e pessoas que fazem uso de drogas não estão aptos à doação.

Mais informações estão disponíveis nas redes sociais do Hemorio (@hemorio) ou pelo Disque-Sangue: 0800 282 0708, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, exceto feriados.