segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A coragem de reaprender a habitar o próprio corpo

Na autobiografia "Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço — Com Licença, Estou Me Reencontrando", Tati Riceli reúne memórias que atravessam recomeços e saúde emocional



Como quem abre uma janela depois de anos com a cortina fechada, não para prometer paisagens perfeitas, mas para permitir que o ar finalmente entre, Tati Riceli apresenta o relato de um reencontro profundo com a mente, o corpo, o cotidiano e consigo em Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço — Com Licença, Estou Me Reencontrando. Entre memórias afiadas e metáforas delicadas, ela transforma a própria trajetória em uma literatura sensível e reflexiva, ao contar sobre a cirurgia bariátrica, o trabalho na área de Recursos Humanas e uma longa jornada de análise terapêutica.  

Ao recordar diferentes sentimentos — como a sensação de amor evocada pelo cheiro de alho refogado nas reuniões em família — a autora costura um mosaico afetivo desde a infância até a fase adulta. Contudo, somente duas décadas após a bariátrica e um processo intenso de autoconhecimento, ela compreendeu que a comida havia assumido, por muito tempo, o papel de anestesia e fuga. A partir dessa descoberta entendeu que o autoconhecimento não é uma fórmula pronta, mas um recomeço contínuo sustentado por pausas, consciência e reconexão. 

É justamente desse olhar atento que nasce a forma como a escritora narra as pequenas mudanças que transformaram seu cotidiano. Com uma linguagem refinada e temperada por toques de comédia existencial, Tati descreve a importância de dizer não, reconhecer limites, buscar apoio, fazer terapia e reconstruir sua presença no mundo. Ao relatar esse percurso, mostra o que significa reaprender a habitar o próprio corpo, compreender o peso do afeto, respeitar os silêncios e encontrar beleza nas imperfeições em diferentes circunstâncias da vida. 

Escrevi este livro quando compreendi que o meu processo não era uma dieta, mas um reencontro, um retorno sensível a mim mesma. Não falo de antes e depois na balança, mas do território vivo entre esses extremos. É nesse intervalo que quem sempre cuidou de todos aprende, enfim, a se incluir. O processo não é fórmula nem milagre: é presença. Um convite para habitar o próprio corpo com a delicadeza que tantas vezes dedicamos só aos outros”, disse Tati Riceli 

Organizado em capítulos independentes, o livro se afasta do modelo tradicional de memórias e adota uma narrativa única de escrita, em que cada parte nasce de uma dor ressignificada, que só é contada quando o sentir já se transformou em compreensão. Essa estrutura cria um percurso em espiral, no qual corpo, mente e alma se complementam, revelando novas camadas de lucidez. A obra conta ainda com um “Dicionário de Emoções Disfarçadas”, que acompanha cada capítulo e traduz sentimentos cotidianos em expressões poéticas e espirituosas para diferentes contextos e momentos. 

A autora também incorpora à trama vivências da vida adulta e visita temas como os desafios de manter uma rotina, a relevância de cultivar o bom humor, a busca por fortalecer a própria autoestima e, como mulher gay, reforça a importância do respeito às diferenças. No fim, a obra mostra que o processo de se reencontrar é um ato de coragem e que seguir adiante, mesmo sem roteiro, pode revelar uma beleza inesperada. “A escrita é uma forma de dar passagem ao que amadurece em silêncio, de transformar o vivido em palavra e o aprendizado em arte”, conclui.  

FICHA TÉCNICA 

Título: Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço 
Subtítulo: Com Licença Estou Me Reencontrando 
Autora: Tati Riceli  
Editora: Ipê das Letras  
ISBN: 978-65-286-0012-0 
Páginas: 128
Onde encontrarAmazon e-book (R$ 25,00) | Amazon físico (R$ 43,90) | R$ Loja Ipê das Letras (R$ 42,00) | Site da autora 

Sobre a autora: Executiva por escolha e escritora por essência, a carioca Tati Riceli costura palavras como quem borda sentido no cotidiano. Formada em Administração, ela atua numa multinacional, onde lidera projetos que unem eficiência, cultura e propósito. Com o olhar humano de gestora e a escuta de quem trabalha com gente, a autora escreve poemas para a Revista Autorretratos e participa de antologias literárias que celebram a sensibilidade e o cotidiano com humor e verdade. Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço — Com Licença, Estou Me Reencontrando marca sua estreia na literatura. 

Redes sociais da autora: 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Ciclo menstrual irregular: quando é sinal de alerta?

Alterações na duração, no fluxo e na frequência da menstruação podem indicar desequilíbrios hormonais ou doenças ginecológicas que merecem atenção médica



O ciclo menstrual é um importante indicador da saúde da mulher e reflete o equilíbrio hormonal do organismo. Quando ocorre de forma regular, geralmente sinaliza bom funcionamento do corpo. No entanto, mudanças frequentes no padrão menstrual, seja no intervalo entre os ciclos, na quantidade de sangramento ou na duração da menstruação, podem representar um sinal de alerta que não deve ser ignorado.

O ciclo menstrual corresponde ao período entre o primeiro dia de uma menstruação e o primeiro dia da seguinte. Em média, dura 28 dias, mas é considerado normal a variação entre 21 e 35 dias em mulheres adultas. Esse processo é regulado por hormônios e prepara o organismo mensalmente para uma possível gestação.

“Pequenas variações podem acontecer ao longo da vida, especialmente na adolescência, no pós-parto ou na transição para a menopausa. O problema é quando a irregularidade se torna frequente ou vem acompanhada de outros sintomas”, explica a ginecologista Loreta Canivilo.

Principais sinais de menstruação irregular

  • Ciclos com duração variada: quando o intervalo entre as menstruações muda a cada mês, sem um padrão previsível, o que pode indicar alterações hormonais.
  • Fluxo menstrual intenso: sangramento excessivo, necessidade de trocar absorventes com muita frequência ou presença de coágulos grandes, podendo causar anemia.
  • Aumento da frequência menstrual: menstruações que ocorrem em intervalos menores que 21 dias, dificultando a recuperação do organismo entre os ciclos.
  • Ausência de menstruação (amenorreia): ficar mais de três meses sem menstruar, fora de situações como gravidez ou amamentação, é um sinal importante de investigação.
  • Sangramentos fora do período menstrual: perdas de sangue entre os ciclos ou após relações sexuais podem indicar problemas ginecológicos.
  • Menstruação prolongada: sangramentos que duram mais de sete dias consecutivos, sugerindo alterações no útero ou nos hormônios.

Segundo Loreta Canivilo, “Quando a mulher precisa trocar o absorvente a cada uma ou duas horas, sente um impacto significativo na rotina ou convive com ciclos imprevisíveis, isso já merece investigação médica”.

Quando é hora de procurar um médico?

É fundamental buscar avaliação ginecológica quando a irregularidade menstrual persiste por três ciclos consecutivos ou mais, surge de forma repentina após um histórico de ciclos regulares ou vem acompanhada de dor intensa, tontura, fraqueza, sangramentos frequentes ou dificuldade para engravidar. O acompanhamento médico permite identificar precocemente alterações e iniciar o tratamento adequado.

“O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Muitas condições podem ser controladas com acompanhamento adequado, evitando complicações futuras”, reforça Canivilo.

Doenças e condições associadas ao ciclo irregular

Diversas condições podem estar por trás das alterações menstruais. Entre as mais comuns estão a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), distúrbios da tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, endometriose, miomas uterinos, alterações hormonais relacionadas ao estresse, ganho ou perda excessiva de peso e o uso inadequado de anticoncepcionais hormonais.

“A SOP é uma das principais causas de ciclos irregulares e pode impactar não apenas a fertilidade, mas também a saúde metabólica e emocional da mulher”, destaca Loreta Canivilo.

Observar o próprio ciclo, anotar mudanças e buscar orientação profissional ao notar alterações persistentes são atitudes simples que contribuem para o cuidado com a saúde ginecológica e o bem-estar ao longo da vida.

Sobre a Dra. Loreta Canivilo

A médica ginecologista, obstetra e gineco-endocrinologista Loreta Canivilo é especialista em reposição hormonal feminina, estética íntima feminina e no tratamento de doenças do útero e endométrio.

A profissional possui diversas pós-graduações em instituições de referência, como o Hospital Sírio-Libanês, onde se especializou em Reprodução e Ginecologia Endócrina, e o Hospital Albert Einstein, onde estudou Medicina em Estado da Arte. Também é especialista em Nutrologia e Endocrinologia pela Faculdade Primum, referência em educação médica.

Nas redes sociais, Loreta já acumula mais de 90 mil seguidores (@draloreta), oferecendo conteúdos explicativos sobre saúde da mulher, gestação, reposição hormonal e implantes.

Além disso, é idealizadora de um projeto social, em parceria com o Instituto Primum — onde também ministra aulas —, que promove atendimento gratuito de saúde feminina para mulheres em situação de vulnerabilidade.


Calor, praia e biquíni: ginecologista alerta para cuidados essenciais com a região íntima

O calor e a umidade típicos do verão tornam a estação um dos períodos de maior risco para desequilíbrios da saúde íntima. Segundo a ginecologista Dra. Tatiana Aoki, da Ellowa Health, cuidados simples podem prevenir problemas comuns nessa época, incluindo irritações e candidíase



O verão chega trazendo sol forte, mais tempo de biquíni, praia, piscina, transpiração excessiva e uma rotina alimentar mais relaxada. Embora a estação seja sinônimo de leveza para muitas pessoas, para grande parte das mulheres ela representa também um período de maior vulnerabilidade da saúde íntima. O calor e a umidade criam condições favoráveis ao desequilíbrio da microbiota vaginal e, com isso, aumentam as queixas de candidíase, irritações e desconfortos.

Segundo a DraTatiana Aoki, ginecologista da Ellowa Health, o verão reúne uma série de gatilhos que exigem atenção redobrada. “Temos um aumento natural de ambientes úmidos, como o uso prolongado de biquíni, além da elevação da temperatura. Somado a isso, há uma tendência maior ao consumo de açúcar e à desregulação alimentar. Tudo isso interfere de forma direta na microbiota”, explica.

Ela destaca três fatores que se intensificam nesta época:

  1. Consumo elevado de açúcar
    “Sorvetes, bebidas doces e guloseimas típicas do verão contribuem para o desequilíbrio do microbioma vaginal, favorecendo a Candida albicans.”
  2. Estresse e alimentação compensatória
    “O estresse leva muitas mulheres a consumirem mais carboidratos e doces, criando um círculo que compromete a saúde vaginal.”
  3. Hidratação insuficiente
    “No calor, perdemos mais água e muitas vezes não repomos na mesma proporção. A hidratação adequada é essencial para manter a mucosa saudável e reduzir riscos.”

Fatores externos também pesam. Permanecer muito tempo com o biquíni molhado, usar roupas apertadas e ter contato frequente com areia e água salgada são hábitos comuns que alteram a ventilação e a umidade da região íntima.

“A vulva e a vagina são ecossistemas sensíveis. Pequenos desequilíbrios já são suficientes para desencadear sintomas incômodos. Entender isso ajuda a prevenir desconfortos típicos da estação”, reforça a ginecologista.

Além de ajustes nos hábitos, Dra. Tatiana Aoki destaca que a suplementação pode ser uma aliada, especialmente em épocas de maior oscilação da microbiota.

“Quando pensamos em microbiota vaginal, buscamos fortalecer o ambiente para que os lactobacilos, (nossas bactérias ‘boas’) consigam se manter em equilíbrio. Suplementos formulados com esse foco podem contribuir para reforçar esse ecossistema, sobretudo em épocas mais críticas, como o verão”, afirma.

A especialista cita como exemplo o Lumí Flora da pioneira Ellowa Health, suplemento amplamente utilizado para suporte da microbiota em uma combinação de probióticos específicos, prebióticos e nutrientes que favorecem o equilíbrio vaginal. “Ele atua como um reforço para a manutenção do equilíbrio vaginal, o que pode ser particularmente útil quando há maior exposição a fatores que desregulam esse sistema. Não substitui hábitos saudáveis, mas complementa o cuidado.”

Dicas da ginecologista para um verão íntimo mais saudável

  • Trocar o biquíni molhado sempre que possível
  • Optar por roupas íntimas de algodão
  • Reduzir açúcar e ultraprocessados
  • Beber água com frequência ao longo do dia
  • Estabelecer uma rotina que reduza o estresse
  • Manter cuidados de higiene que respeitem a microbiota
  • Buscar orientação médica antes de iniciar qualquer suplementação

Para a ginecologista, a principal mudança dos últimos anos é a busca das mulheres por informação segura. “As pacientes estão mais curiosas, mais conscientes e menos dispostas a aceitar desconfortos como ‘normais’. A educação em saúde íntima tem sido um pilar fundamental dessa nova fase.”

Com temperaturas em alta, o recado é simples: o corpo fala e ouvir seus sinais é o primeiro passo para viver a estação com bem-estar e autonomia.


domingo, 4 de janeiro de 2026

Mirian Goldenberg lança livro-caixinha sobre menopausa

Obra reúne 100 perguntas da professora com reflexões sobre bem-estar feminino e envelhecimento




Embora seja uma fase natural na vida das mulheres, a menopausa ainda é um tema repleto de tabus e desinformação. Para estimular conversas abertas e reflexões sobre o assunto, a antropóloga, pesquisadora, professora e especialista em estudos de gênero e envelhecimento, Mirian Goldenberg lança o livro-caixinha® Vamos falar de menopausa

Na obra, publicada pela Matrix Editora, a autora reúne 100 perguntas que convidam ao diálogo e à compreensão mais profunda dessa etapa, tanto do ponto de vista físico e emocional, quanto social e cultural. "O que você sabe sobre menopausa?", "Quais são seus maiores medos em relação a essa fase da vida?" e "Alguém da sua família falava sobre menopausa?", são alguns dos questionamentos que compõem o conteúdo. 

Autora de livros que exploram comportamento, envelhecimento, sexualidade, as relações amorosas e os papéis sociais das mulheres, Mirian propõe uma nova forma de enxergar a menopausa: não como o fim de um ciclo, mas como o início de uma jornada de autoconhecimento, autocuidado e reinvenção. As perguntas abordam temas como corpo, beleza, saúde física e emocional, sexo, autoestima e relações sociais, estimulando reflexões sinceras e libertadoras. 

Vamos falar de menopausa busca ampliar o debate sobre o bem-estar feminino, oferecendo um espaço de acolhimento e troca de experiências. Com uma proposta leve e interativa, esse lançamento incentiva mulheres a compartilharem as próprias vivências, refletir sobre o envelhecimento em uma sociedade que ainda valoriza excessivamente a juventude e enxergar essa fase com mais leveza. 

Ficha técnica 

Título: Vamos falar de menopausa 
Autoria: Mirian Goldenberg 
Editora: Matrix Editora 
ISBN: 978-65-5616-614-8 
Páginas: 100 cartas 
Preço: R$ 52,00 
Onde encontrarMatrix EditoraAmazon 

Sobre a autora 

Mirian Goldenberg é professora titular aposentada do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É colunista da Folha de S. Paulo e professora convidada da Casa do Saber do Rio de Janeiro, além de autora de diversos livros. 

Redes sociais da autora 

Sobre a Matrix Editora  

Apostar em novos talentos, formatos e leitores. Essa é a marca da Matrix Editora, desde a sua fundação em 1999. A Matrix é hoje uma das mais respeitadas editoras do país, com mais de 1.100 títulos publicados e oito novos lançamentos todos os meses. A editora se especializou em livros de não-ficção, como biografias e livros-reportagem, além de obras de negócios, motivacionais e livros infantis. Os títulos editados pela Matrix são distribuídos para livrarias de todo o Brasil e também são comercializados no site www.matrixeditora.com.br.  

Redes sociais da editora 

sábado, 3 de janeiro de 2026

Artigo: 6 passos para quem está pensando em mudar de rumo (ou de carreira) em 2026*

Não minimizar o incômodo, criar uma reserva financeira e pedir apoio são algumas das ações para colocar em prática as transformações


Foto: Pixabay


Mudar de carreira não é uma decisão repentina. É um processo, às vezes silencioso, às vezes urgente, que começa muito antes da primeira grande ação. Depois de viver a própria transição e acompanhar diversos profissionais no mesmo caminho, a mentora de carreiras Renata Seldin percebeu um padrão claro: existem seis movimentos que fazem da mudança algo possível, leve e estruturado. Aqui estão eles: 

1.Escute o incômodo sem minimizar

Toda transição começa com uma frase interna: "Isso já não combina comigo". Pode ser sutil: cansaço persistente, desinteresse, perda de energia, ou pode ser explícito: um limite ultrapassado, um desalinhamento ético, a sensação de que você se encolheu demais. O primeiro passo é não empurrar isso para debaixo do tapete. Reconheça o incômodo. 

 2.Faça um inventário honesto da sua vida profissional

Antes de pensar em futuro, é preciso entender o passado e o presente. Pergunte-se: o que na minha trajetória me fortaleceu? O que me drenou silenciosamente? Em que momentos eu fui mais eu? Que habilidades continuam vivas em mim? Que partes eu já deveria ter deixado para trás? Esse inventário é a base para a clareza, e ele ajuda a achar a direção. 

 3.Mapeie sua energia (não só seu currículo)

Toda carreira se sustenta não apenas em competências, mas em energia. Observe: O que te acende? O que te exaure? O que te devolve vida? O que te consome além da conta? Transições sólidas acontecem quando você deixa de trabalhar contra você e passa a trabalhar a favor da sua energia e do que o faz feliz. 

4) Crie uma reserva financeira (mesmo que pequena) 

Esse passo é subestimado, mas decisivo. Não é sobre acumular grandes quantias. É sobre criar folga emocional e prática para pensar com calma, escolher com segurança e não aceitar qualquer coisa que apareça, muito menos decidir por pânico. Uma reserva financeira simbólica já muda tudo, pois proporciona tempo,  reduz ansiedade, devolve autonomia, protege você de ambientes tóxicos e abre espaço para experimentação. Transição não é ousadia, nem impulso. É estratégia. 

5) Teste caminhos antes de se comprometer 

Não precisa largar tudo ou se reinventar de uma vez só. Experimente: projetos paralelos, cursos curtos, conversas com pessoas da área, pequenos testes de habilidades, voluntariado estratégico, mentorias exploratórias e protótipos de novas funções. O maior erro de quem muda de carreira é dar um salto no escuro e trocar uma situação ruim por outra pior.  Você não precisa adivinhar: pode testar. 

6) Peça ajuda — ninguém muda sozinho 

A transição pode ser confusa, cansativa e até solitária. E é justamente por isso que ter um espaço seguro, estruturado e contínuo é tão transformador. Esse espaço serve para você pensar sobre si mesmo sem pressa, ganhar clareza sem julgamento, organizar seu plano de ação e suas finanças, entender seus medos, acompanhar seu tempo real de mudança, criar novas narrativas para sua carreira e reconstruir sua identidade profissional. 

*Renata Seldin é mentora de carreira com mais de duas décadas de experiência na área executiva. No Instagram: @renata_seldin 

Horóscopo de Janeiro de 2026: é agora ou nunca

O ano já inicia pedindo posicionamento, escolhas conscientes e responsabilidade com aquilo que você coloca em movimento




Janeiro deixa claro, logo de cara, que 2026 não começa aos poucos. Nada de esperar o Carnaval ou adiar decisões importantes. O recado do céu é direto: é agora ou nunca. O ano já inicia pedindo posicionamento, escolhas conscientes e responsabilidade com aquilo que você coloca em movimento.

A virada do ano, porém, vem acompanhada de um alerta. O Portal 1.1.1, que abre o Ano Universal 1, amplia emoções, impulsos e excessos. Isso pode gerar confusão mental, desgaste físico e até uma ressaca emocional intensa logo nos primeiros dias do ano. Exageros na virada podem cobrar um preço alto, especialmente quando levam a decisões precipitadas ou atitudes impulsivas.

De acordo com Giovanna Guarnieri, astróloga do Astrolink, janeiro pede atenção aos limites, clareza nas escolhas e cuidado com promessas feitas no entusiasmo do começo do ano. O momento é de agir, sim, mas com consciência.

As previsões abaixo são coletivas. Para entender como o horóscopo de janeiro impacta sua vida de forma pessoal, é importante analisar o seu mapa astral completo. Leituras aprofundadas de astrologia, tarot e numerologia fazem parte do Guia Astrológico 2026 do Astrolink, ferramenta essencial para atravessar o ano com mais clareza.

Previsões por ascendente

Ascendente em Áries

O ano começa pedindo organização emocional antes da ação. Cuide da sua base, do lar e das finanças antes de acelerar novos projetos. O planejamento agora evita desgaste depois.

Ascendente em Touro

Janeiro pede introspecção e ajustes internos. Organize ideias, metas e pensamentos com calma. Preparar o terreno é mais importante do que agir rapidamente.

Ascendente em Gêmeos

Atenção às finanças e às expectativas nos relacionamentos. Evite exageros e promessas impulsivas. O mês favorece revisão de planos e expansão com mais consciência.

Ascendente em Câncer

O início do ano é emocionalmente intenso. Observe seus limites antes de assumir responsabilidades extras. Parcerias pedem acordos mais equilibrados.

Ascendente em Leão

Antes de mirar grandes objetivos, cuide do corpo e da saúde emocional. Ajustes na rotina e no autocuidado serão fundamentais para sustentar o ritmo de 2026.

Ascendente em Virgem

Amizades, redes de apoio e projetos coletivos ganham destaque. Priorize conexões que fazem sentido e estabeleça metas realistas desde já.

Ascendente em Libra

O desafio é equilibrar vida íntima e demandas externas. Janeiro favorece decisões importantes sobre trabalho, finanças e organização emocional.

Ascendente em Escorpião

O mês pede planejamento consciente e revisão de metas de longo prazo. Ajustes na comunicação e no cotidiano trazem mais leveza e clareza.

Ascendente em Sagitário

Temas de intimidade e finanças compartilhadas entram em pauta. Desapegar do que drena energia é essencial para construir um novo ciclo mais sólido.

Ascendente em Capricórnio

Parcerias e relações ganham movimento. Cuidar do corpo, da rotina e do autocuidado será essencial para manter o equilíbrio ao longo do ano.

Ascendente em Aquário

O foco está na reorganização da rotina e dos hábitos. Janeiro pede método, disciplina e gentileza consigo mesma para evitar sobrecarga.

Ascendente em Peixes

O início do ano traz criatividade, prazer e vontade de viver novas experiências. Aproveite, mas escolha com atenção onde investir sua energia. O mês favorece planos profissionais mais consistentes.


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

2026 será regido por Marte, mas o que isso significa na prática?

Astróloga Rosana Blois explica a influência do planeta nas diferentes áreas da vida



2026 será um ano regido por Marte, o planeta associado à energia, à coragem, à iniciativa e à ação. Não por acaso, muitas análises apontam para um período mais intenso, marcado por decisões rápidas, enfrentamentos e necessidade de posicionamento.

No entanto, segundo a astróloga, oraculista e terapeuta holística Rosana Bloise, autora de Oráculo do Poder Feminino e Oráculo Cigano (Matrix Editora), essa leitura precisa ser feita com cuidado e profundidade.

Rosana explica que, do ponto de vista astrológico, nenhum planeta “governa” um ano inteiro de forma absoluta. Marte é um astro rápido, que percorre diferentes signos ao longo dos meses, alterando sua forma de atuação conforme o signo que atravessa e os aspectos que forma com outros planetas.

Por isso, tratá-lo como uma força fixa seria simplificar excessivamente a dinâmica do céu e ignorar o caráter cíclico e relacional da astrologia.

A influência de Marte

Ainda assim, a oraculista afirma que Marte pode ser compreendido como uma tônica simbólica de 2026. Sua energia traz à superfície temas como iniciativa, coragem, movimento e enfrentamento, ao mesmo tempo em que expõe os riscos da impulsividade, da agressividade e das decisões tomadas no calor do momento.

Para Rosana, o ponto central não é temer Marte, mas entender como essa força se manifesta dentro de um sistema maior, no qual nenhum planeta atua isoladamente.

"Na astrologia, o universo não busca um equilíbrio estático. Ele se reorganiza constantemente por meio de ciclos de expansão e contração, tensão e resolução. Quando Marte acentua o excesso de ímpeto ou reatividade, outros trânsitos entram em cena para ajustar essa energia", comenta.

"Planetas como Saturno e Netuno, mais lentos e estruturantes, ajudam a impor limites, convidar à reflexão e trazer consciência sobre responsabilidades e consequências. Da mesma forma, eclipses e períodos de retrogradação funcionam como pausas obrigatórias, forçando revisões e reorganizações", complementa Rosana.

Como será 2026

Dentro desse cenário, segundo a astróloga, 2026 tende a ser um ano em que a energia se move com mais velocidade. Situações que estavam paradas podem destravar, decisões ganham firmeza e o desejo de protagonismo pessoal se intensifica.

"Muitas pessoas sentirão um chamado interno para agir, se posicionar e assumir riscos. Ao mesmo tempo, será fundamental observar os sinais de pressa excessiva, irritação e conflitos desnecessários, alertas clássicos de uma energia marciana desequilibrada", alerta.

Para Rosana, o grande aprendizado de 2026 está justamente nesse jogo de forças: enquanto Marte impulsiona, o restante do céu convida à consciência.

"Devemos agir, sim mas com responsabilidade. Avançar, mas sabendo quando pausar. O céu, como um organismo vivo, se autorregula. E quem aprende a ler esses movimentos encontra no ano não apenas tensão, mas também oportunidades reais de crescimento, reorganização e fortalecimento interior", finaliza.