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RJ: Reame busca padrinhos afetivos para jovens preteridos da adoção

Instituição garante que referência familiar para convívio e autonomia social é algo fundamental e transformador



Situado em São Gonçalo e parceiro da nacionalmente reconhecida ONG Quintal de Ana, o Reame procura por padrinhos afetivos (presenciais, para aconselhamento e tutoria) a menores órfãos ou privados pela Justiça do convívio com a própria família. Ao alcance da maioria dos filantropos e dos bem intencionados, o programa propõe aos padrinhos doar tutoria e afeto a uma criança ou adolescente com menor probabilidade de adoção (acima de oito anos de idade) ou mesmo de reinserção em sua família verdadeira - dando-lhe, assim, referência familiar e autonomia social. Mais do que apoio financeiro, buscam-se altruístas que doem  presença e carinho.

"Quanto mais velho menor a procura por adoção. E se a reinserção familiar não é possível, o apadrinhamento afetivo torna-se o elo do tutelado com a sociedade. Trabalhamos na criança sua expectativa e ansiedade quanto a ter uma família, ir morar em um lar, para que não se iluda nem sofra com o apadrinhamento que não resulta em adoção de fato, mas não tiramos sua esperança, pois é isso que alimenta o ser humano", explica Rose Brito Dias, coordenadora pedagógica do Reame.

A instituição social sem fins lucrativos, fundada em 1995 na Avenida Santa Luzia, possui 26 funcionários (pagos com verba vinda de empresas parceiras) e é presidida por um grupo de diretores, todos voluntários. Atualmente o local possui dez menores residentes (no ano passado eram 30), encaminhados pelo Juizado da Infância e Juventude, que recebem formação em escola pública próxima, acompanhamento sociopsicopedagógico – extensivo às famílias, quando há – além de atividades esportivas e cursos profissionalizantes através de parcerias.

Em 2015 houve 40% de adoção e 20% de reintegração familiar, 90% de crianças apadrinhadas, 50 familiares assistidos e 290 participações em atividades comunitárias. Através do Projeto Família Fortalecida, o vínculo familiar é solidificado de forma lúdica. Mas o trabalho não é fácil. “Grandes fatos expõem crianças à extrema vulnerabilidade, como violência doméstica, prostituição e trabalho infantil, bem como o apelo integrar o tráfico de drogas. Esses tristes fatos revelam o quanto temos que trabalhar a cada ano”, conta Gislaine Freitas, a fundadora. 

O principal, mais nobre e desafiador projeto do Reame, no entanto, talvez seja o apadrinhamento afetivo. “Uma cidade é transformada quando também as condições de vida das crianças e adolescentes são alteradas e protegidas dos diversos tipos de violência. O Reame acredita que lugar de criança é em família, e numa família que possua estabilidade socioeconômica e emocional para criá-las”, ressalta outra diretora, Renata Daflon. Para conhecer melhor a instituição e o projeto de apadrinhamento afetivo, acesse o site reame.org.br ou entre em contato com 3183-1399 e parceria@reame.org.br, além da página no Facebook.


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