sábado, 14 de fevereiro de 2026

Aloe vera protege pele e cabelos no carnaval

Dermaticista explica que planta se destaca como aliada contra os danos do sol


Fonte: Freepik


Sol intenso, blocos nas ruas e longas horas de exposição durante o carnaval exigem cuidados redobrados com a pele e os cabelos. Nesse cenário, a aloe vera, popularmente conhecida como babosa, surge como uma solução completa, capaz de hidratar, regenerar e criar uma barreira protetora contra os efeitos nocivos da radiação solar.

A especialista em saúde e estética Patrícia Elias explica que a planta é rica em aminoácidos, vitaminas e compostos bioativos que oferecem ação calmante e anti-inflamatória, ajudando a prevenir irritações, queimaduras e ressecamento da pele, além de fortalecer os fios e proteger o couro cabeludo do calor excessivo.

“A babosa é cientificamente comprovada como uma proteção natural contra os danos causados pelo sol. Pode ser aplicada tanto na pele quanto diretamente na raiz do cabelo antes da exposição solar”, afirma Patrícia. 

Além de funcionar como um escudo natural durante a folia, também auxilia no controle da oleosidade, estimula o crescimento capilar e reduz a queda. Para quem pretende apostar em penteados presos para enfrentar as altas temperaturas, a recomendação é combinar a aplicação na raiz com um protetor térmico nos fios.

O protagonismo da aloe vera vai além do cuidado sazonal e acompanha uma mudança relevante no comportamento do consumidor brasileiro, cada vez mais interessado em fórmulas limpas, sustentáveis e eficazes. Esse movimento tem impulsionado o segmento de dermocosméticos veganos no país.

“Os compostos da planta estimulam a produção de colágeno e elastina, favorecendo a firmeza e a elasticidade da pele. Com base nesse potencial terapêutico, desenvolvi um gel de aloe vera 100% vegano e orgânico, indicado para todos os tipos de pele, inclusive as mais sensíveis”, explica Patrícia.

A dermaticista que reúne quase 8 milhões de inscritos em seu canal no YouTube explica que a fórmula é livre de parabenos, fragrâncias sintéticas e corantes, com rápida absorção e alta concentração de ativos naturais e que além da hidratação profunda, atua como calmante, regenerador e protetor contra danos causados por sol e poluição.

O produto também apresenta propriedades antimicrobianas e cicatrizantes, sendo indicado para auxiliar em casos de rosácea, vermelhidão, pequenas lesões e queimaduras leves, benefícios que reforçam sua aderência ao conceito de clean beauty, pautado pela transparência e pelo consumo consciente.

“Mais do que uma tendência passageira, a popularização da babosa simboliza uma nova fase do mercado de beleza, na qual tradição e ciência caminham juntas. Versátil e acessível, a planta se consolida como um verdadeiro coringa para quem deseja aproveitar o carnaval com proteção completa, da pele aos cabelos, sem abrir mão de escolhas mais responsáveis”, finaliza Elias.

Patrícia Elias é bacharel em Estética e Cosmetologia e pós-graduada em Dermaticista pela Faculdade IBECO. Especialista em tratamento de Melasma, hipercromias, flacidez cutânea e saúde da pele em geral. Site: https://patriciaelias.com.br/


6 dicas para a mulher na menopausa aproveitar o carnaval

Especialista explica como pequenas escolhas podem transformar a festa em uma experiência mais leve, segura e cheia de energia


Foto: Freepik


Se existe uma temporada capaz de misturar calor intenso, multidões e noites sem dormir, essa temporada atende pelo nome de carnaval. Para muitas mulheres na menopausa, a folia pode ser tão libertadora quanto desafiadora, mas a verdade é que dá, sim, para curtir cada bloco, cada dança e cada brinde sem transformar o fogacho no protagonista da festa.

A médica e pesquisadora Fabiane Berta, especialista em menopausa, explica que a queda do estrogênio altera o sistema de termorregulação do corpo, deixando o organismo mais sensível ao calor. Na prática, isso significa que aquele aumento repentino de temperatura pode surgir no meio da avenida, acompanhado de suor e vermelhidão. Quando o álcool entra na equação, um conhecido vasodilatador, ele amplia a sensação térmica e pode intensificar os fogachos.

“Existe um mito antigo de que aproveitar o carnaval significa exagerar, mas a nova lógica do bem-estar mostra justamente o contrário. Apreciar a festa com consciência permite dançar mais, rir mais e, o mais importante, acordar bem no dia seguinte. A mulher que entende o que acontece no próprio corpo não deixa de brindar, apenas aprende a brindar melhor”, diz Fabiane.

A especialista traz 6 dicas para curtir a folia com mais conforto.

  1. “Água é seu melhor glitter.”
    Intercale cada drink com um copo grande de água. A hidratação evita o efeito dominó do cansaço, da tontura e do mal-estar. 
  1. “Nunca beba em jejum.”
    Comer antes e durante a festa, priorizando carboidratos complexos e proteínas, desacelera a absorção do álcool e ajuda a manter a energia estável. 
  1. “Energético com álcool não é parceria, é armadilha.”
    A mistura pode mascarar sinais de excesso e aumentar a sobrecarga cardiovascular, um ponto de atenção importante na menopausa. 
  1. “Escute os sinais do seu corpo.”
    Se o fogacho aparecer logo após o primeiro gole, talvez seja o organismo pedindo uma mudança de ritmo. Respeitar esses alertas é uma forma inteligente de autocuidado. 
  1. “Atenção redobrada se você faz terapia hormonal.”
    O álcool pode interferir no metabolismo dos hormônios. Alinhar estratégias com sua médica antes do carnaval é uma decisão inteligente. 
  1. “Tenha bebidas não alcoólicas como aliadas.”
    Água de coco e outras opções refrescantes hidratam, repõem eletrólitos e ajudam o corpo a manter a temperatura sob controle.

No fim das contas, o melhor carnaval não é o mais intenso, é o mais memorável. Vale procurar sombra quando possível, escolher roupas leves e respeitar pausas sem culpa. Porque liberdade, hoje, também significa saber se cuidar’, finaliza a médica.

Sobre Fabiane Berta:
Fabiane Berta é médica e pesquisadora (CRMSP 151.126), integrante do Science Medical Team – OB-GYN Specialist. É mestranda no setor de Climatério | Menopausa e pesquisadora adjunta no setor da Endometriose | Dor pélvica pela UNIFESP. Possui pós-graduação em Endocrinologia, Neurociências e Comportamento. É fundadora do MyPausa, iniciativa que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil para promover uma reforma na saúde feminina, com foco em acessibilidade a tratamentos atualizados e respeito à diversidade regional. Atua como PI sub e chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa (Science Valley) e como coordenadora da Saúde Feminina para a Arnold Conference 2026.


Como preparar o corpo para os dias intensos de Carnaval

 

Ortopedista dá dicas de preparo físico para aqueles que forem curtir os bloquinhos de rua



Blocos de rua - Foto: Fernando Maia | Riotur

O Carnaval é comparável a uma maratona, exigindo do corpo preparo físico para resistir ao calor e ao desgaste de pular por dias seguidos. Com isso, além de separar a fantasia, para aproveitar bem os dias de festas, a preparação para o feriado deve incluir também cuidados com o corpo.

O ortopedista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Fernando Baldy dos Reis, reforça que o preparo deve começar com foco na resistência cardiorrespiratória e no fortalecimento, incluindo exercícios aeróbicos e fortalecimento do core (abdômen e lombar), além das pernas.

O preparo físico deve blindar o corpo contra as queixas mais comuns. O fortalecimento das panturrilhas, que funcionam como o ‘segundo coração’ e previnem inchaço, deve ser feito com elevações de calcanhar. Para combater a dor nas costas, por exemplo, exercícios de prancha fortalecem o core e mantêm a postura, assim como, agachamentos simples fortalecem o quadríceps, protegendo os joelhos do impacto da folia”, reforça o especialista.

Durante o Carnaval, o ortopedista recomenda manter o foco no conforto e optar por calçados como tênis já amaciados e meias de algodão para evitar bolhas e lesões, além de roupas leves de tecidos que respirem para combater o superaquecimento. Vale ressaltar também que com altas temperaturas, a alimentação mais leve e hidratação são importantes para a saúde.

O calçado ideal para a festa é o tênis de corrida ou caminhada (running), que oferece o amortecimento necessário para absorver o impacto de horas de pulo, protegendo joelhos e coluna. A estabilidade desses modelos também é necessária para evitar torções em pisos irregulares”, comenta Baldy.

Além disso, o ortopedista ainda ressalta que calçados como rasteirinhas, chinelos e tênis de sola reta devem ser evitados por conta do risco de lesões, falta de amortecimento e dores lombares. “Outra dica para o feriado é evitar a hiperextensão dos joelhos e alternar o peso entre as pernas para dar descanso à musculatura. É importante também usar cremes antiatrito que previnem assaduras, comuns pelo suor e movimento”, explica o médico.

O que fazer depois de aproveitar o dia?

Ao chegar em casa, o protocolo de recuperação é necessário para poder aproveitar o dia seguinte. Uma das recomendações para relaxar o corpo é deitar com as pernas elevadas por 15 a 20 minutos para aliviar possíveis inchaços. 

Se houver dor, aplique gelo nas articulações (tornozelo/joelho) e tome banho morno para relaxar a musculatura tensa. Massagear a planta do pé com uma bolinha de tênis também alivia a dor causada pela fáscia plantar”, recomenda Baldy. 

O ortopedista também indica três movimentos com foco em preparar o corpo de quem curtiu a festa no dia anterior e vai aproveitar a festa mais uma vez.

1. O "Abraço Salva-Lombar" 

Como fazer: Ainda na cama ou num tapete no chão, deite-se de barriga para cima. Dobre os joelhos e abrace-os contra o peito. Mantenha a posição por 20 a 30 segundos. Se quiser, balance lentamente o corpo para a esquerda e para a direita, como se estivesse massageando as costas no chão. “Esse movimento abre os espaços entre as vértebras da lombar, que ficaram comprimidas depois de horas em pé”, explica.

2. O "Empurra Parede" 

Como fazer: Fique em pé de frente para uma parede e apoie as mãos nela. Coloque uma perna à frente (joelho flexionado) e estique a outra perna lá atrás, tentando não tirar o calcanhar do chão. 

Empurre a parede como se quisesse movê-la de lugar. Você vai sentir "puxar" a batata da perna de trás. Segure 30 segundos cada perna. “A panturrilha é o músculo que mais sofre impacto. Alongá-la de manhã evita que ela trave no meio do bloco”, reforça o médico.

3. O "Boneco de Pano" 

Como fazer: Fique em pé e afaste os pés na largura do quadril. Dobre levemente os joelhos (não deixe eles travados esticados). Vá descendo o tronco devagar em direção ao chão, começando pela cabeça, enrolando a coluna. Deixe os braços soltos, pendurados, pesados. 

Não tente encostar a mão no chão à força. Apenas deixe a gravidade puxar seu tronco para baixo. Relaxe o pescoço (faça um movimento de "não" com a cabeça para garantir que está solto). Fique ali por 30 segundos e suba desenrolando devagar, vértebra por vértebra (a cabeça é a última a subir). Esse movimento serve para descomprimir a coluna e aliviar a tensão nos ombros e pescoço.

O foco dos exercícios é lombar, panturrilha e sola dos pés. Faça os movimentos assim que levantar da cama ou após um banho morno, que ajuda a soltar os músculos. Não se deve fazer movimentos bruscos, pois o corpo ainda está frio. Um bom exercício para os pés antes de calçar o tênis é sentar-se e girar os tornozelos dez vezes para cada lado, pois isso lubrifica a articulação antes de começar a carga de impacto”, conclui o ortopedista.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Instituto Gabi celebra 25 anos de inclusão da pessoa com deficiência e autismo

Projeto social foi criado pelos pais da Gabriele que tiveram sua filha arrancada do seu convívio por um motorista irresponsável, com apenas seis anos



“Gabriele, menina linda, desde pequenina impressionava pela ternura e amor ao próximo. A todos encantava com seu sorriso. Dizia que ‘Quem ajuda as pessoas é feliz’, revelando, assim a bondade de seu coração.

Na tarde de quatro de fevereiro de 2001, num domingo, caminhava com seu pai pelas ruas de Santo Amaro, em São Paulo. Iam ao mercado. Gabriele viu um morador em situação de rua e pediu ao pai que lhe desse um auxílio. Combinou que iriam comprar um alimento e entregar. Naquele momento, a pequena Gabriele foi arrancada dos braços do seu pai por um motorista que não respeitou o sinal vermelho. Morreu num gesto de amor. Deus a levou para o céu, onde será sempre feliz.

Seu pai, Francisco Sogari, professor universitário de jornalismo, e sua mãe Iracema Barreto Sogari, pedagoga especializada em educação especial, enfrentaram o sofrimento da perda da filha com muita fé em Deus e resolveram, em nome de Gabriele, dedicar a vida a fazer ainda mais bem ao próximo”. (Artigo Gestos de Amor de Dom Luciano Mendes de Almeida, Presidente da CNBB, uma das vozes mais atuantes na Igreja do Brasil e na defesa dos direitos humanos, publicado na Folha de São Paulo em 08/09/2001).

O propósito que move o Instituto Gabi ao longo deste quarto de século é a garantia de direitos da pessoa com deficiência e autismo. “Para nós estes direitos não são concessão ou mendicância, mas uma questão de justiça”, afirma Francisco Sogari, Cofundador e assessor de comunicação.

Ao longo destes 25 anos, centenas de pessoas com deficiência foram atendidas, suas famílias orientadas e encaminhadas. “Nossos atendidos tiveram uma substancial melhoria na qualidade de vida e seus direitos assegurados. Um dos jovens participou da última edição dos jogos paraolímpicos.” Conclui.

O Instituto Gabi é um espaço de acolhida e cuidados terapêuticos. “Oferecemos atendimentos individualizados e atividades em grupo numa abordagem interdisciplinar oferecida por uma equipe de profissionais preparados”, ressalta Iracema Barreto Sogari, Cofundadora e coordenadora de atendimento.

O processo de inclusão do Instituto Gabi busca integrar o público atendido nos diferentes espaços da sociedade, visando a autonomia e independência. “Inserimos e acompanhamos estas pessoas nas escolas, favorecendo o êxito na jornada educacional. Da mesma forma incluímos jovens e adultos no mundo do trabalho para que tenham a realização profissional e um complemento de renda”, finaliza.

O resultado deste trabalho é reconhecido pelos pais e registrado pela equipe da ONG. “Antes de frequentar o Instituto Gabi, meu filho Lucas era um jovem tímido, com dificuldade de interação. Hoje ele participa de tudo, interage, é até difícil segurá-lo”, afirma Sandra Aquino, mãe. “Há outros locais que atendem como o Gabi, mas com tanto amor e carinho, não tem. Ele recebe cuidado e acima de tudo amor”, conclui.

Hoje o Instituto Gabi atende 52 pessoas com deficiência e autismo, de forma gratuita. “Nos mantemos com doações, através da contribuição financeira, bazar, nota fiscal paulista e eventos.” Afirma Ilson Barreto Silva, Diretor Administrativo.

O aumento de recursos possibilita ampliar os atendimentos. “Temos uma longa fila de espera. É triste receber famílias e ter que informar que não há vaga, mas é a realidade de todos os dias”.

 

Serviço:

Instituto Gabi

Rua Palacete das Águias, 753 – Vila Alexandria – São Paulo – SP

www.institutogabi.org.br – (11) 5031-1765


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Livro dá voz às crianças e convida adultos a romperem o ciclo do silêncio

Obra reúne relatos reais e propõe a escuta genuína como caminho para vínculos mais seguros, conscientes e afetivos



O que as crianças sempre quiseram dizer e os adultos nunca tiveram coragem de ouvir? Essa é a pergunta que motivou a publicação do livro Me escuta? Porque toda criança merece ser escutada (inclusive a que vive em você), assinado pela educadora parental Thelma Nascimento, a Tradutora de Crianças. O lançamento da editora Mentor Autor convida pais, mães, cuidadores e educadores a silenciarem por um instante para que possam ouvir de verdade. 

Construída a partir de entrevistas reais com crianças e adolescentes de 4 a 18 anos, a obra foge dos formatos tradicionais de manuais de parentalidade. Sem fórmulas prontas e sem o peso da busca por uma educação perfeita, Thelma entrega algo mais profundo: as vozes das crianças, com suas dores, desejos, frustrações e necessidades, muitas vezes ignoradas, minimizadas ou silenciadas no cotidiano adulto.  

“Eles falam que vão ouvir, mas quando começo, já estão no celular”, “Parece que só escutam se a gente grita” e “Quando eu faço coisa errada, queria um abraço e uma explicação” são algumas das queixas comuns dos pequenos. Essas e outras falas ajudam os leitores a perceber que escutar é mais do que apenas ouvir palavras, significa estar presente, acolher emoções, observar silêncios e compreender comportamentos como pedidos legítimos de ajuda e não como afronta, birra ou drama. 

Estruturado em três partes, “As vozes das crianças”, “A virada” e “A construção”, a novidade conduz os adultos por uma jornada de impacto, reflexão e transformação. Primeiro, mergulha nas verdades cruas do universo infantil: a solidão do erro, o medo de decepcionar, a dor de não ser levado a sério, a necessidade de autonomia e pertencimento. Em seguida, vira o espelho para quem já tem mais idade, mostrando como o comportamento das crianças muitas vezes reflete feridas emocionais não curadas dos próprios pais. 

A obra sustenta que a dificuldade de escutar, na maioria das vezes, nasce da própria história emocional do adulto e de uma infância em que também não houve espaço para sentir, errar ou falar. Assim, ao escutar um filho, os pais e responsáveis também se encontram com sua criança interior, abrindo a possibilidade de cura e de ruptura de ciclos geracionais de silêncio, medo e repressão emocional. 

Com base em princípios da neurociência, do desenvolvimento infantil e do apego seguro, Thelma propõe uma mudança profunda de perspectiva. Ela defende que castigo não educa, medo não ensina e grito não constrói vínculo. Em vez disso, a escuta genuína e a validação emocional são apresentadas como pilares para o desenvolvimento de crianças emocionalmente seguras. Isso não significa, segundo a autora, a ausência de limites, mas sim o abandono de práticas que afastam, silenciam e ensinam a esconder o que se sente. 

Me escuta? oferece ainda ferramentas práticas para transformar reflexão em ação com desafios de escuta ativa, sugestões de linguagem mais empática, mapas de segurança emocional, listas de frases a evitar e caminhos para substituir a culpa por responsabilidade afetiva. A mensagem é clara: ninguém precisa ser uma mãe, um pai ou um educador perfeito, mas toda criança precisa de um adulto disposto a reparar, pedir desculpas, aprender e estar presente. 

Ficha técnica 

Título: Me escuta? - Porque toda criança merece ser escutada, inclusive a que vive em você 
Autoria: Thelma Nascimento 
Editora: Mentor Autor 
ISBN: 978-6599603839 
Páginas: 140 
Preço: R$ 19,90 (e-Book) / R$ 69,00 (físico)
Onde encontrarAmazon (e-Book) / Com a autora (físico) 

Sobre a autora 

Thelma Nascimento é formada em Ciências Biológicas e da Saúde e em Assistência Social, com especializações em Saúde Mental, Neurociência e Saúde Integrativa do Sono Infantil. É Educadora Parental com foco em apego seguro, Educadora Perinatal certificada pela GentleBirth e mãe de dois meninos. Sua trajetória profissional e pessoal se entrelaça na investigação constante da infância e das relações familiares. 

Redes sociais da autora 

Hemorio lança campanha “CarnaHemorio: Folia que salva” e convoca população a doar sangue no Carnaval

Iniciativa busca reforçar os estoques durante um dos períodos mais críticos do ano


Foto: Prefeitura do Rio

Nos dias 9 e 12 de fevereiro, o Hemorio lança a campanha ‘’CarnaHemorio – Folia que salva’’ com o objetivo de incentivar a doação de sangue antes, durante e após o carnaval, um dos períodos mais desafiadores para a manutenção dos estoques. Além de conscientizar, a campanha também busca estimular doações constantes para reforçar a importância de manter os estoques de sangue em níveis seguros durante todo o ano.

O período carnavalesco representa um grande desafio para o hemocentro devido à histórica queda nas doações, que pode chegar a 30%, ao mesmo tempo em que a demanda por sangue aumenta, especialmente nos atendimentos de emergência. Para manter os estoques em nível regular, o Hemorio precisa coletar entre 350 e 400 bolsas de sangue por dia. Atualmente, o estoque do hemocentro abastece mais de 100 unidades públicas de saúde em todo o estado, incluindo os principais hospitais de emergência, unidades da rede federal e a própria instituição, que atende pacientes com doenças hematológicas como anemia falciforme, hemofilia e leucemia.

Manter os estoques cheios é uma necessidade permanente, não apenas em datas específicas. Campanhas como essa são fundamentais para sensibilizar a população e garantir que possamos atender todos que precisam. Cada doação pode salvar várias vidas”, destaca o diretor do Hemorio, Luiz Amorim.

A campanha tem como embaixadora Mileide Mihaile, atual rainha de bateria da Unidos da Tijuca, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Mileide assume com entusiasmo o papel de embaixadora da ação, e sua presença amplia o alcance da iniciativa junto ao público.

Ações presenciais

No dia 9 de fevereiro, das 11h às 12h, o salão de doadores do Hemorio receberá uma ativação especial com a presença da embaixadora da campanha acompanhada pela bateria da Unidos da Tijuca. A ação contará com cerca de dez integrantes, incluindo oito ritmistas, um casal de passistas e um casal de mestre-sala e porta-bandeira, levando o clima do samba para dentro do espaço de doação.

Já no dia 12 de fevereiro, conhecido como Dia da Folia, o Hemorio será palco de um dia inteiro de celebração, com blocos de rua cariocas animando o salão de doadores. O bloco Balanço Zona Sul está confirmado das 10h às 12h.

Durante o período de Carnaval, o Hemorio funcionará normalmente, todos os dias da semana, inclusive feriados, das 7h às 18h, para receber doadores.

Quem pode doar

Quem deseja doar precisa ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg, estar em boas condições de saúde e apresentar documento oficial com foto. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de responsável legal e portar autorização disponível no site hemorio.rj.gov.br

Não é necessário jejum, apenas evitar alimentos gordurosos quatro horas antes da coleta e não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores. Gestantes, lactantes e pessoas que fazem uso de drogas não estão aptos à doação.

Mais informações estão disponíveis nas redes sociais do Hemorio (@hemorio) ou pelo Disque-Sangue: 0800 282 0708, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, exceto feriados.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Shoppings no Rio oferecem sessões CineMaterna para mães, pais e bebês

Os filmes exibidos nas sessões CineMaterna são escolhidos pelas famílias cadastradas no site, por meio de votação em enquetes






O CineMaterna, organização sem fins lucrativos instituída por mães, conta com o apoio de shoppings da cidade do Rio para promover sessões de cinema especialmente adaptadas para famílias com bebês de até 18 meses.

Confira os locais, datas e horários das próximas sessões e programe-se:
  • Kinoplex Shopping Leblon exibe o filme “A Empregada” no dia 27/01, às 14h00. Oferece 10 cortesias.
  • Kinoplex Via Parque exibe o filme “O Agente Secreto” no dia 27/01, às 14h00. Oferece 5 cortesias.
  • Cinesystem Bangu Shopping exibe o filme “A Empregada” no dia 28/01, às 14h00. Oferece 10 cortesias.
  • Kinoplex Madureira Shopping exibe o filme “A Empregada” no dia 28/01, às 14h00. Oferece 10 cortesias.
Crianças acima de 18 meses e acompanhantes também são bem-vindos. Recomenda-se verificar previamente se a classificação indicativa do filme é adequada para a faixa etária.

Diferenciais das sessões CineMaterna:
  • Trocadores dentro da sala de cinema, equipados com fraldas, lenços umedecidos e itens de higiene;
  • Estacionamento exclusivo para carrinhos de bebê;
  • Sala com ar-condicionado em temperatura mais suave;
  • Volume do som reduzido durante a exibição;
  • Ambiente levemente iluminado, permitindo circulação segura durante a sessão;
  • Tapete em EVA com brinquedos para bebês que já sentam ou engatinham;
  • Presença de voluntárias CineMaterna, que organizam a sessão e acolhem as famílias com cuidado e carinho.
Ao final de cada sessão, as voluntárias convidam as famílias para um bate-papo descontraído em um espaço próximo ao cinema, fortalecendo vínculos e trocas de experiências.

Participar do CineMaterna vai muito além de assistir a um filme. É integrar uma verdadeira rede de apoio entre famílias que vivenciam as transformações da parentalidade. O encontro com outras mães, pais e cuidadores proporciona momentos de acolhimento, troca e desabafo, trazendo leveza para essa fase emocionalmente intensa.

Cortesias: Alguns shoppings parceiros do CineMaterna oferecem cortesia para as primeiras famílias com bebês de até 18 meses. A cortesia é cedida para uso da mãe, pai ou responsável e limitada a uma (01) unidade por bebê. Bebês de até 2 anos participam gratuitamente.

Após o término dos ingressos cortesia, demais famílias e acompanhantes poderão ser adquiridos diretamente na bilheteria ou nos totens de autoatendimento do cinema (valores seguem as políticas dos cinemas).

O público ajuda a escolher a programação. Os filmes exibidos nas sessões CineMaterna são escolhidos pelas famílias cadastradas no site, por meio de votação em enquetes, que são disponibilizadas de quinta-feira a domingo. O resultado é divulgado na quinta-feira anterior à sessão, permitindo que todos se organizem para participar.

Clique aqui e cadastre-se agora mesmo

Sobre o CineMaterna

Associação CineMaterna é uma organização sem fins lucrativos, criada por mães e pioneira no Brasil na realização de sessões de cinema adaptadas para famílias com bebês de até 18 meses.

Fundada em agosto de 2008, na cidade de São Paulo, a iniciativa surgiu a partir de uma necessidade real das próprias mães, dando origem a um programa inovador: sessões de cinema com filmes voltados majoritariamente ao público adulto, em salas totalmente adaptadas para acolher bebês e suas famílias.
Atualmente, o CineMaterna está presente em cinemas de 47 cidades, em 16 estados brasileiros. Em seus 17 anos de atuação, já proporcionou momentos de lazer e acolhimento a mais de 255 mil famílias, em mais de 12 mil sessões realizadas.

Patrocinadores

O CineMaterna conta com o patrocínio da Nestlé Materna, marca referência em suplementos alimentares multivitamínicos para gestantes e mães, que apoia mulheres em diferentes fases da maternidade com informação, cuidado e produtos desenvolvidos com embasamento científico. A parceria reforça o compromisso do CineMaterna em oferecer acolhimento e suporte às famílias desde os primeiros momentos da parentalidade.
Mais informações em: https://materna.nestlefamilynes.com.br/produtos/materna

A iniciativa também é patrocinada pela Fraldas Turma da Mônica Baby, marca que acompanha os primeiros anos da infância e oferece produtos que garantem conforto, cuidado e segurança, além de personagens que são sinônimo de afeto e estão conectados à memória afetiva das famílias. O apoio fortalece a missão do CineMaterna de criar experiências acolhedoras e positivas para bebês e suas famílias, durante esss etapa tão importante no desenvolvimento infantil
Conheça mais em: https://fraldasturmadamonicababy.com.br/

Quando a família vira espelho distorcido: como o narcisismo familiar impacta relações e autoestima

Psicóloga explica sinais de narcisismo no ambiente familiar, seus efeitos emocionais e caminhos para estabelecer limites saudáveis



As dinâmicas familiares moldam nossa forma de amar, comunicar e estar no mundo. Mas nem sempre esses vínculos promovem saúde emocional e, em alguns casos, padrões de narcisismo podem se infiltrar nas relações e gerar sofrimento espontâneo e persistente. O conceito de narcisismo vai além do estereótipo de vaidade nas redes sociais e, quando presente no núcleo familiar, pode influenciar profundamente identidade, autoestima e bem-estar psicológico.

Para a psicóloga e neuropsicóloga Thaís Barbisan, o narcisismo familiar é um fenômeno que se manifesta não apenas em comportamentos explícitos de egoísmo, mas em padrões amplos de interação emocional. “Em famílias narcisistas, a necessidade de validação e atenção pode se tornar a regra principal da convivência, não apenas um traço individual, mas um padrão que orienta relações e expectativas entre pais, filhos e irmãos.”

Segundo especialistas, o narcisismo inclui uma busca intensa por admiração, dificuldade em reconhecer os sentimentos dos outros e falta de empatia, comportamentos que podem ser reforçados no contexto familiar quando não há limites claros. “O problema começa quando essas dinâmicas se naturalizam e passam a ditar quem ‘merece’ carinho, quem ‘esquece’ suas necessidades ou quem sempre deve ceder para manter a harmonia familiar. É um formato de relação que se sustenta em desequilíbrio emocional e, muitas vezes, em manipulação afetiva.”

Além dos comportamentos exagerados, o narcisismo familiar pode se expressar em jogos emocionais como gaslighting, ou seja, fazer alguém duvidar de sua própria percepção, bem como idealização e desvalorização alternadas, e exigências de atendimento às expectativas alheias. “Não são apenas casos extremos de transtorno de personalidade; muitas famílias exibem traços narcisistas de forma sutil e perniciosa, produzindo desgaste emocional grave em quem convive com esses padrões.”

Thaís destaca que a convivência prolongada com esse tipo de dinâmica pode afetar a autoimagem, capacidade de estabelecer limites e autonomia emocional de filhos e demais membros. “É comum que pessoas adultas ainda carreguem um senso aumentado de culpa, medo de desapontar ou dificuldade em afirmar seus próprios desejos, tudo porque, em um passado familiar, suas necessidades foram constantemente invisibilizadas.”

A psicóloga ressalta a importância de desmistificar o narcisismo e fomentar conversas sobre limites saudáveis, reconhecimento de padrões emocionais e busca de apoio profissional. “Entender como as relações familiares influenciam nossa vida psicológica é um passo fundamental para romper ciclos de sofrimento emocional e cultivar vínculos mais genuínos e equilibrados”, finaliza. 

Thaís Barbisan é psicóloga clínica e neuropsicóloga (CRP 06/136840), formada pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) e pós-graduada em Neuropsicologia pelo Instituto de Estudos do Comportamento, atuando há mais de oito anos no atendimento a crianças, adolescentes e adultos. Com abordagem integrativa e ênfase na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), dedica-se à psicoterapia e à avaliação neuropsicológica, especialmente em casos de TDAH, dificuldades de aprendizagem, ansiedade, depressão e questões emocionais. Atende presencialmente em Ribeirão Preto (SP) e também no formato online, oferecendo acolhimento, ciência e estratégia clínica para promover saúde mental e qualidade de vida.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Os limites do afeto: uma autobiografia sobre relações familiares atravessadas pela violência

Em livro, Geraldo Trindade traça um retrato sensível e responsável de conflitos e silêncios no âmbito doméstico

Em uma narrativa autobiográfica, Geraldo Trindade transforma experiências pessoais em matéria literária para investigar como vínculos afetivos se constroem — e se rompem — no ambiente doméstico. Seu livro de estreia O amor existe? Depende parte de memórias e observações sensíveis para questionar comportamentos naturalizados nas relações familiares e expor tensões que muitas vezes permanecem silenciadas no cotidiano. 

Ao longo da obra, ele propõe uma reflexão sobre a coexistência entre afeto e agressão, abordando situações em que o amor se manifesta de forma ambígua, condicionado por escolhas, contextos sociais e padrões culturais. A narrativa percorre episódios de convivência familiar, educação dos filhos e relacionamentos íntimos, revelando como a violência doméstica pode se instalar justamente onde se espera proteção. 

Vivíamos em uma época de moralismo tão grande que empunhava, aos pais de família, muita pressão para manter as famílias dentro do estereótipo; então, muitos utilizavam da repressão e do castigo físico para manter suas famílias dentro de tais padrões, e ainda acreditavam que isto era bíblico (O amor existe? Dependep.13) 

 Sem relatos explícitos e descrições sensacionalistas, O amor existe? Depende constrói um retrato subjetivo e cuidadoso da violência, deixando lacunas intencionais para que o leitor interprete, reflita e reconheça aspectos de sua própria realidade. Essa escolha narrativa amplia o impacto da obra, ao permitir múltiplas leituras sobre responsabilidade, empatia e transformação.  

O livro também contrasta histórias de dor com exemplos de afeto, paz e reconstrução, sem romantizar cenários de agressão. Essa dualidade — entre ruptura e esperança — sustenta o questionamento central da obra e convida o leitor a repensar atitudes diante de situações semelhantes. 

Ao propor que o amor não é um dado absoluto, mas uma construção que depende de atitudes e escolhas, Geraldo Trindade apresenta uma história que dialoga com debates atuais sobre violência doméstica, relações familiares e responsabilidade emocional. A obra encerra com um convite à reflexão: compreender os limites do afeto pode ser o primeiro passo para romper ciclos de silêncio e transformar realidades. 

FICHA TÉCNICA 

Título: O amor existe? Depende
Autor: Geraldo Trindade
Editora: LUX
ISBN: 9786559138357
Páginas: 39
Onde encontrarEditora LUX e Amazon (R$ 35,00)

Sobre o autor: Geraldo Trindade é técnico eletricista e escreve poemas desde a juventude, utilizando a escrita como forma de reflexão sobre relações humanas, sentimentos e experiências do cotidiano. O amor existe? Depende marca sua estreia na literatura, reunindo vivências transformadas em narrativa sensível. Em reconhecimento à sua trajetória e contribuição cultural, recebeu a Medalha de Honra ao Mérito da Câmara Municipal de Mariana, em Minas Gerais. 

Instagram: @geraldovenanciotrindade 


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O segredo da água micelar - confira 5 usos pouco conhecidos do produto

Favorito da rotina de skincare, o produto é ideal para manter a limpeza e hidratação da pele


Foto: Freepik


O dia a dia coloca a pele em contato constante com poluição, ambientes fechados, maquiagem acumulada e variações de temperatura. Aos poucos, essa combinação cria uma sensação de cansaço cutâneo que motiva muitas pessoas a buscarem soluções práticas no universo do skincare. Dentro desse contexto, a água micelar tem se destacado cada vez mais como um recurso versátil, capaz de acompanhar rotinas diferentes sem exigir rituais longos.

A água micelar parece simples, mas sua fórmula responde a necessidades que mudam ao longo do dia. As micelas funcionam como pequenos imãs que atraem impurezas, facilitam a limpeza e ainda mantêm o conforto da pele. É por isso que ela atende desde quem usa muita maquiagem até quem tem sensibilidade elevada”, esclarece Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, marca referência no desenvolvimento de cosméticos hipoalergênicos. Para a especialista, esse entendimento amplia as possibilidades do produto e mostra por que ele se tornou indispensável para tanta gente.

Esse caráter multifuncional se traduz em usos pouco conhecidos que tornam o produto ainda mais valioso no cotidiano. A seguir, Julinha destaca aplicações que ampliam o potencial da água micelar e ajudam a organizar uma rotina prática, cuidadosa e compatível com diferentes tipos de pele

Pós-limpeza

Aplicar a água micelar após a lavagem do rosto traz diversos benefícios à pele, uma vez que ela remove resíduos leves acumulados ao longo do dia, como poluição inicial, suor e restos de protetor solar. A presença de ativos como extrato de calêndula, ácido hialurônico e Glicirrizinato Dipotássico na fórmula do produto potencializa a absorção dos tratamentos aplicados depois e torna a rotina mais eficiente.

Cuidado após exercícios ou exposição ao calor

Após treinos e momentos de calor intenso, o rosto tende a ficar irritado pelo acúmulo de suor e sais que causam ardência e vermelhidão. A água micelar alivia essa sensação porque limpa sem remover a proteção natural da pele.

Quando a pele está aquecida ou sensibilizada, a limpeza precisa ser leve para não agravar a irritação”, afirma Julinha. Esse uso é especialmente útil para quem volta da academia ou transita entre espaços abafados durante o dia.

 

Alívio para desconfortos causados pelo ar-condicionado e pelo clima

Variações bruscas de temperatura deixam a pele instável, com sensação de ressecamento súbito. A aplicação da água micelar cria uma pausa de conforto ao retirar impurezas e devolver frescor sem agredir a superfície cutânea.

Peles secas e maduras costumam perceber essa melhora com rapidez, principalmente em dias de vento, calor extremo ou longas horas em ambientes climatizados

Higienização de peles sensíveis

Bebês, idosos e pessoas com dermatites necessitam de limpeza frequente, mas sem estímulos que provoquem ardência ou coceira. A água micelar realiza essa higienização de forma estável, mantendo o equilíbrio natural da pele.

A estrutura das micelas limpa com suavidade e oferece segurança para aqueles que apresentam uma pele naturalmente mais sensível”, destaca Julinha. Isso torna o produto útil em cuidados específicos e em áreas mais delicadas do corpo.

Manutenção da limpeza ao longo do dia

Mesmo sem maquiagem, o rosto acumula oleosidade, poeira fina e resíduos do ambiente. A água micelar funciona como uma renovação leve quando não há tempo para uma lavagem completa, mantendo a sensação de pele fresca e equilibrada. Esse uso diário auxilia no controle do brilho, melhora o conforto cutâneo e prolonga a sensação de limpeza sem comprometer a barreira natural.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A coragem de reaprender a habitar o próprio corpo

Na autobiografia "Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço — Com Licença, Estou Me Reencontrando", Tati Riceli reúne memórias que atravessam recomeços e saúde emocional



Como quem abre uma janela depois de anos com a cortina fechada, não para prometer paisagens perfeitas, mas para permitir que o ar finalmente entre, Tati Riceli apresenta o relato de um reencontro profundo com a mente, o corpo, o cotidiano e consigo em Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço — Com Licença, Estou Me Reencontrando. Entre memórias afiadas e metáforas delicadas, ela transforma a própria trajetória em uma literatura sensível e reflexiva, ao contar sobre a cirurgia bariátrica, o trabalho na área de Recursos Humanas e uma longa jornada de análise terapêutica.  

Ao recordar diferentes sentimentos — como a sensação de amor evocada pelo cheiro de alho refogado nas reuniões em família — a autora costura um mosaico afetivo desde a infância até a fase adulta. Contudo, somente duas décadas após a bariátrica e um processo intenso de autoconhecimento, ela compreendeu que a comida havia assumido, por muito tempo, o papel de anestesia e fuga. A partir dessa descoberta entendeu que o autoconhecimento não é uma fórmula pronta, mas um recomeço contínuo sustentado por pausas, consciência e reconexão. 

É justamente desse olhar atento que nasce a forma como a escritora narra as pequenas mudanças que transformaram seu cotidiano. Com uma linguagem refinada e temperada por toques de comédia existencial, Tati descreve a importância de dizer não, reconhecer limites, buscar apoio, fazer terapia e reconstruir sua presença no mundo. Ao relatar esse percurso, mostra o que significa reaprender a habitar o próprio corpo, compreender o peso do afeto, respeitar os silêncios e encontrar beleza nas imperfeições em diferentes circunstâncias da vida. 

Escrevi este livro quando compreendi que o meu processo não era uma dieta, mas um reencontro, um retorno sensível a mim mesma. Não falo de antes e depois na balança, mas do território vivo entre esses extremos. É nesse intervalo que quem sempre cuidou de todos aprende, enfim, a se incluir. O processo não é fórmula nem milagre: é presença. Um convite para habitar o próprio corpo com a delicadeza que tantas vezes dedicamos só aos outros”, disse Tati Riceli 

Organizado em capítulos independentes, o livro se afasta do modelo tradicional de memórias e adota uma narrativa única de escrita, em que cada parte nasce de uma dor ressignificada, que só é contada quando o sentir já se transformou em compreensão. Essa estrutura cria um percurso em espiral, no qual corpo, mente e alma se complementam, revelando novas camadas de lucidez. A obra conta ainda com um “Dicionário de Emoções Disfarçadas”, que acompanha cada capítulo e traduz sentimentos cotidianos em expressões poéticas e espirituosas para diferentes contextos e momentos. 

A autora também incorpora à trama vivências da vida adulta e visita temas como os desafios de manter uma rotina, a relevância de cultivar o bom humor, a busca por fortalecer a própria autoestima e, como mulher gay, reforça a importância do respeito às diferenças. No fim, a obra mostra que o processo de se reencontrar é um ato de coragem e que seguir adiante, mesmo sem roteiro, pode revelar uma beleza inesperada. “A escrita é uma forma de dar passagem ao que amadurece em silêncio, de transformar o vivido em palavra e o aprendizado em arte”, conclui.  

FICHA TÉCNICA 

Título: Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço 
Subtítulo: Com Licença Estou Me Reencontrando 
Autora: Tati Riceli  
Editora: Ipê das Letras  
ISBN: 978-65-286-0012-0 
Páginas: 128
Onde encontrarAmazon e-book (R$ 25,00) | Amazon físico (R$ 43,90) | R$ Loja Ipê das Letras (R$ 42,00) | Site da autora 

Sobre a autora: Executiva por escolha e escritora por essência, a carioca Tati Riceli costura palavras como quem borda sentido no cotidiano. Formada em Administração, ela atua numa multinacional, onde lidera projetos que unem eficiência, cultura e propósito. Com o olhar humano de gestora e a escuta de quem trabalha com gente, a autora escreve poemas para a Revista Autorretratos e participa de antologias literárias que celebram a sensibilidade e o cotidiano com humor e verdade. Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço — Com Licença, Estou Me Reencontrando marca sua estreia na literatura. 

Redes sociais da autora: 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Ciclo menstrual irregular: quando é sinal de alerta?

Alterações na duração, no fluxo e na frequência da menstruação podem indicar desequilíbrios hormonais ou doenças ginecológicas que merecem atenção médica



O ciclo menstrual é um importante indicador da saúde da mulher e reflete o equilíbrio hormonal do organismo. Quando ocorre de forma regular, geralmente sinaliza bom funcionamento do corpo. No entanto, mudanças frequentes no padrão menstrual, seja no intervalo entre os ciclos, na quantidade de sangramento ou na duração da menstruação, podem representar um sinal de alerta que não deve ser ignorado.

O ciclo menstrual corresponde ao período entre o primeiro dia de uma menstruação e o primeiro dia da seguinte. Em média, dura 28 dias, mas é considerado normal a variação entre 21 e 35 dias em mulheres adultas. Esse processo é regulado por hormônios e prepara o organismo mensalmente para uma possível gestação.

“Pequenas variações podem acontecer ao longo da vida, especialmente na adolescência, no pós-parto ou na transição para a menopausa. O problema é quando a irregularidade se torna frequente ou vem acompanhada de outros sintomas”, explica a ginecologista Loreta Canivilo.

Principais sinais de menstruação irregular

  • Ciclos com duração variada: quando o intervalo entre as menstruações muda a cada mês, sem um padrão previsível, o que pode indicar alterações hormonais.
  • Fluxo menstrual intenso: sangramento excessivo, necessidade de trocar absorventes com muita frequência ou presença de coágulos grandes, podendo causar anemia.
  • Aumento da frequência menstrual: menstruações que ocorrem em intervalos menores que 21 dias, dificultando a recuperação do organismo entre os ciclos.
  • Ausência de menstruação (amenorreia): ficar mais de três meses sem menstruar, fora de situações como gravidez ou amamentação, é um sinal importante de investigação.
  • Sangramentos fora do período menstrual: perdas de sangue entre os ciclos ou após relações sexuais podem indicar problemas ginecológicos.
  • Menstruação prolongada: sangramentos que duram mais de sete dias consecutivos, sugerindo alterações no útero ou nos hormônios.

Segundo Loreta Canivilo, “Quando a mulher precisa trocar o absorvente a cada uma ou duas horas, sente um impacto significativo na rotina ou convive com ciclos imprevisíveis, isso já merece investigação médica”.

Quando é hora de procurar um médico?

É fundamental buscar avaliação ginecológica quando a irregularidade menstrual persiste por três ciclos consecutivos ou mais, surge de forma repentina após um histórico de ciclos regulares ou vem acompanhada de dor intensa, tontura, fraqueza, sangramentos frequentes ou dificuldade para engravidar. O acompanhamento médico permite identificar precocemente alterações e iniciar o tratamento adequado.

“O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Muitas condições podem ser controladas com acompanhamento adequado, evitando complicações futuras”, reforça Canivilo.

Doenças e condições associadas ao ciclo irregular

Diversas condições podem estar por trás das alterações menstruais. Entre as mais comuns estão a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), distúrbios da tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, endometriose, miomas uterinos, alterações hormonais relacionadas ao estresse, ganho ou perda excessiva de peso e o uso inadequado de anticoncepcionais hormonais.

“A SOP é uma das principais causas de ciclos irregulares e pode impactar não apenas a fertilidade, mas também a saúde metabólica e emocional da mulher”, destaca Loreta Canivilo.

Observar o próprio ciclo, anotar mudanças e buscar orientação profissional ao notar alterações persistentes são atitudes simples que contribuem para o cuidado com a saúde ginecológica e o bem-estar ao longo da vida.

Sobre a Dra. Loreta Canivilo

A médica ginecologista, obstetra e gineco-endocrinologista Loreta Canivilo é especialista em reposição hormonal feminina, estética íntima feminina e no tratamento de doenças do útero e endométrio.

A profissional possui diversas pós-graduações em instituições de referência, como o Hospital Sírio-Libanês, onde se especializou em Reprodução e Ginecologia Endócrina, e o Hospital Albert Einstein, onde estudou Medicina em Estado da Arte. Também é especialista em Nutrologia e Endocrinologia pela Faculdade Primum, referência em educação médica.

Nas redes sociais, Loreta já acumula mais de 90 mil seguidores (@draloreta), oferecendo conteúdos explicativos sobre saúde da mulher, gestação, reposição hormonal e implantes.

Além disso, é idealizadora de um projeto social, em parceria com o Instituto Primum — onde também ministra aulas —, que promove atendimento gratuito de saúde feminina para mulheres em situação de vulnerabilidade.


Calor, praia e biquíni: ginecologista alerta para cuidados essenciais com a região íntima

O calor e a umidade típicos do verão tornam a estação um dos períodos de maior risco para desequilíbrios da saúde íntima. Segundo a ginecologista Dra. Tatiana Aoki, da Ellowa Health, cuidados simples podem prevenir problemas comuns nessa época, incluindo irritações e candidíase



O verão chega trazendo sol forte, mais tempo de biquíni, praia, piscina, transpiração excessiva e uma rotina alimentar mais relaxada. Embora a estação seja sinônimo de leveza para muitas pessoas, para grande parte das mulheres ela representa também um período de maior vulnerabilidade da saúde íntima. O calor e a umidade criam condições favoráveis ao desequilíbrio da microbiota vaginal e, com isso, aumentam as queixas de candidíase, irritações e desconfortos.

Segundo a DraTatiana Aoki, ginecologista da Ellowa Health, o verão reúne uma série de gatilhos que exigem atenção redobrada. “Temos um aumento natural de ambientes úmidos, como o uso prolongado de biquíni, além da elevação da temperatura. Somado a isso, há uma tendência maior ao consumo de açúcar e à desregulação alimentar. Tudo isso interfere de forma direta na microbiota”, explica.

Ela destaca três fatores que se intensificam nesta época:

  1. Consumo elevado de açúcar
    “Sorvetes, bebidas doces e guloseimas típicas do verão contribuem para o desequilíbrio do microbioma vaginal, favorecendo a Candida albicans.”
  2. Estresse e alimentação compensatória
    “O estresse leva muitas mulheres a consumirem mais carboidratos e doces, criando um círculo que compromete a saúde vaginal.”
  3. Hidratação insuficiente
    “No calor, perdemos mais água e muitas vezes não repomos na mesma proporção. A hidratação adequada é essencial para manter a mucosa saudável e reduzir riscos.”

Fatores externos também pesam. Permanecer muito tempo com o biquíni molhado, usar roupas apertadas e ter contato frequente com areia e água salgada são hábitos comuns que alteram a ventilação e a umidade da região íntima.

“A vulva e a vagina são ecossistemas sensíveis. Pequenos desequilíbrios já são suficientes para desencadear sintomas incômodos. Entender isso ajuda a prevenir desconfortos típicos da estação”, reforça a ginecologista.

Além de ajustes nos hábitos, Dra. Tatiana Aoki destaca que a suplementação pode ser uma aliada, especialmente em épocas de maior oscilação da microbiota.

“Quando pensamos em microbiota vaginal, buscamos fortalecer o ambiente para que os lactobacilos, (nossas bactérias ‘boas’) consigam se manter em equilíbrio. Suplementos formulados com esse foco podem contribuir para reforçar esse ecossistema, sobretudo em épocas mais críticas, como o verão”, afirma.

A especialista cita como exemplo o Lumí Flora da pioneira Ellowa Health, suplemento amplamente utilizado para suporte da microbiota em uma combinação de probióticos específicos, prebióticos e nutrientes que favorecem o equilíbrio vaginal. “Ele atua como um reforço para a manutenção do equilíbrio vaginal, o que pode ser particularmente útil quando há maior exposição a fatores que desregulam esse sistema. Não substitui hábitos saudáveis, mas complementa o cuidado.”

Dicas da ginecologista para um verão íntimo mais saudável

  • Trocar o biquíni molhado sempre que possível
  • Optar por roupas íntimas de algodão
  • Reduzir açúcar e ultraprocessados
  • Beber água com frequência ao longo do dia
  • Estabelecer uma rotina que reduza o estresse
  • Manter cuidados de higiene que respeitem a microbiota
  • Buscar orientação médica antes de iniciar qualquer suplementação

Para a ginecologista, a principal mudança dos últimos anos é a busca das mulheres por informação segura. “As pacientes estão mais curiosas, mais conscientes e menos dispostas a aceitar desconfortos como ‘normais’. A educação em saúde íntima tem sido um pilar fundamental dessa nova fase.”

Com temperaturas em alta, o recado é simples: o corpo fala e ouvir seus sinais é o primeiro passo para viver a estação com bem-estar e autonomia.


domingo, 4 de janeiro de 2026

Mirian Goldenberg lança livro-caixinha sobre menopausa

Obra reúne 100 perguntas da professora com reflexões sobre bem-estar feminino e envelhecimento




Embora seja uma fase natural na vida das mulheres, a menopausa ainda é um tema repleto de tabus e desinformação. Para estimular conversas abertas e reflexões sobre o assunto, a antropóloga, pesquisadora, professora e especialista em estudos de gênero e envelhecimento, Mirian Goldenberg lança o livro-caixinha® Vamos falar de menopausa

Na obra, publicada pela Matrix Editora, a autora reúne 100 perguntas que convidam ao diálogo e à compreensão mais profunda dessa etapa, tanto do ponto de vista físico e emocional, quanto social e cultural. "O que você sabe sobre menopausa?", "Quais são seus maiores medos em relação a essa fase da vida?" e "Alguém da sua família falava sobre menopausa?", são alguns dos questionamentos que compõem o conteúdo. 

Autora de livros que exploram comportamento, envelhecimento, sexualidade, as relações amorosas e os papéis sociais das mulheres, Mirian propõe uma nova forma de enxergar a menopausa: não como o fim de um ciclo, mas como o início de uma jornada de autoconhecimento, autocuidado e reinvenção. As perguntas abordam temas como corpo, beleza, saúde física e emocional, sexo, autoestima e relações sociais, estimulando reflexões sinceras e libertadoras. 

Vamos falar de menopausa busca ampliar o debate sobre o bem-estar feminino, oferecendo um espaço de acolhimento e troca de experiências. Com uma proposta leve e interativa, esse lançamento incentiva mulheres a compartilharem as próprias vivências, refletir sobre o envelhecimento em uma sociedade que ainda valoriza excessivamente a juventude e enxergar essa fase com mais leveza. 

Ficha técnica 

Título: Vamos falar de menopausa 
Autoria: Mirian Goldenberg 
Editora: Matrix Editora 
ISBN: 978-65-5616-614-8 
Páginas: 100 cartas 
Preço: R$ 52,00 
Onde encontrarMatrix EditoraAmazon 

Sobre a autora 

Mirian Goldenberg é professora titular aposentada do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É colunista da Folha de S. Paulo e professora convidada da Casa do Saber do Rio de Janeiro, além de autora de diversos livros. 

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Sobre a Matrix Editora  

Apostar em novos talentos, formatos e leitores. Essa é a marca da Matrix Editora, desde a sua fundação em 1999. A Matrix é hoje uma das mais respeitadas editoras do país, com mais de 1.100 títulos publicados e oito novos lançamentos todos os meses. A editora se especializou em livros de não-ficção, como biografias e livros-reportagem, além de obras de negócios, motivacionais e livros infantis. Os títulos editados pela Matrix são distribuídos para livrarias de todo o Brasil e também são comercializados no site www.matrixeditora.com.br.  

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