sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Shoppings no Rio oferecem sessões CineMaterna para mães, pais e bebês

Os filmes exibidos nas sessões CineMaterna são escolhidos pelas famílias cadastradas no site, por meio de votação em enquetes



O CineMaterna, organização sem fins lucrativos instituída por mães, conta com o apoio de shoppings da cidade do Rio para promover sessões de cinema especialmente adaptadas para famílias com bebês de até 18 meses.

Confira os locais, datas e horários das próximas sessões e programe-se:
  • Kinoplex Shopping Leblon exibe o filme “A Empregada” no dia 27/01, às 14h00. Oferece 10 cortesias.
  • Kinoplex Via Parque exibe o filme “O Agente Secreto” no dia 27/01, às 14h00. Oferece 5 cortesias.
  • Cinesystem Bangu Shopping exibe o filme “A Empregada” no dia 28/01, às 14h00. Oferece 10 cortesias.
  • Kinoplex Madureira Shopping exibe o filme “A Empregada” no dia 28/01, às 14h00. Oferece 10 cortesias.
Crianças acima de 18 meses e acompanhantes também são bem-vindos. Recomenda-se verificar previamente se a classificação indicativa do filme é adequada para a faixa etária.

Diferenciais das sessões CineMaterna:
  • Trocadores dentro da sala de cinema, equipados com fraldas, lenços umedecidos e itens de higiene;
  • Estacionamento exclusivo para carrinhos de bebê;
  • Sala com ar-condicionado em temperatura mais suave;
  • Volume do som reduzido durante a exibição;
  • Ambiente levemente iluminado, permitindo circulação segura durante a sessão;
  • Tapete em EVA com brinquedos para bebês que já sentam ou engatinham;
  • Presença de voluntárias CineMaterna, que organizam a sessão e acolhem as famílias com cuidado e carinho.
Ao final de cada sessão, as voluntárias convidam as famílias para um bate-papo descontraído em um espaço próximo ao cinema, fortalecendo vínculos e trocas de experiências.

Participar do CineMaterna vai muito além de assistir a um filme. É integrar uma verdadeira rede de apoio entre famílias que vivenciam as transformações da parentalidade. O encontro com outras mães, pais e cuidadores proporciona momentos de acolhimento, troca e desabafo, trazendo leveza para essa fase emocionalmente intensa.

Cortesias: Alguns shoppings parceiros do CineMaterna oferecem cortesia para as primeiras famílias com bebês de até 18 meses. A cortesia é cedida para uso da mãe, pai ou responsável e limitada a uma (01) unidade por bebê. Bebês de até 2 anos participam gratuitamente.

Após o término dos ingressos cortesia, demais famílias e acompanhantes poderão ser adquiridos diretamente na bilheteria ou nos totens de autoatendimento do cinema (valores seguem as políticas dos cinemas).

O público ajuda a escolher a programação. Os filmes exibidos nas sessões CineMaterna são escolhidos pelas famílias cadastradas no site, por meio de votação em enquetes, que são disponibilizadas de quinta-feira a domingo. O resultado é divulgado na quinta-feira anterior à sessão, permitindo que todos se organizem para participar.

Clique aqui e cadastre-se agora mesmo

Sobre o CineMaterna

Associação CineMaterna é uma organização sem fins lucrativos, criada por mães e pioneira no Brasil na realização de sessões de cinema adaptadas para famílias com bebês de até 18 meses.

Fundada em agosto de 2008, na cidade de São Paulo, a iniciativa surgiu a partir de uma necessidade real das próprias mães, dando origem a um programa inovador: sessões de cinema com filmes voltados majoritariamente ao público adulto, em salas totalmente adaptadas para acolher bebês e suas famílias.
Atualmente, o CineMaterna está presente em cinemas de 47 cidades, em 16 estados brasileiros. Em seus 17 anos de atuação, já proporcionou momentos de lazer e acolhimento a mais de 255 mil famílias, em mais de 12 mil sessões realizadas.

Patrocinadores

O CineMaterna conta com o patrocínio da Nestlé Materna, marca referência em suplementos alimentares multivitamínicos para gestantes e mães, que apoia mulheres em diferentes fases da maternidade com informação, cuidado e produtos desenvolvidos com embasamento científico. A parceria reforça o compromisso do CineMaterna em oferecer acolhimento e suporte às famílias desde os primeiros momentos da parentalidade.
Mais informações em: https://materna.nestlefamilynes.com.br/produtos/materna

A iniciativa também é patrocinada pela Fraldas Turma da Mônica Baby, marca que acompanha os primeiros anos da infância e oferece produtos que garantem conforto, cuidado e segurança, além de personagens que são sinônimo de afeto e estão conectados à memória afetiva das famílias. O apoio fortalece a missão do CineMaterna de criar experiências acolhedoras e positivas para bebês e suas famílias, durante esss etapa tão importante no desenvolvimento infantil
Conheça mais em: https://fraldasturmadamonicababy.com.br/

Quando a família vira espelho distorcido: como o narcisismo familiar impacta relações e autoestima

Psicóloga explica sinais de narcisismo no ambiente familiar, seus efeitos emocionais e caminhos para estabelecer limites saudáveis


As dinâmicas familiares moldam nossa forma de amar, comunicar e estar no mundo. Mas nem sempre esses vínculos promovem saúde emocional e, em alguns casos, padrões de narcisismo podem se infiltrar nas relações e gerar sofrimento espontâneo e persistente. O conceito de narcisismo vai além do estereótipo de vaidade nas redes sociais e, quando presente no núcleo familiar, pode influenciar profundamente identidade, autoestima e bem-estar psicológico.

Para a psicóloga e neuropsicóloga Thaís Barbisan, o narcisismo familiar é um fenômeno que se manifesta não apenas em comportamentos explícitos de egoísmo, mas em padrões amplos de interação emocional. “Em famílias narcisistas, a necessidade de validação e atenção pode se tornar a regra principal da convivência, não apenas um traço individual, mas um padrão que orienta relações e expectativas entre pais, filhos e irmãos.”

Segundo especialistas, o narcisismo inclui uma busca intensa por admiração, dificuldade em reconhecer os sentimentos dos outros e falta de empatia, comportamentos que podem ser reforçados no contexto familiar quando não há limites claros. “O problema começa quando essas dinâmicas se naturalizam e passam a ditar quem ‘merece’ carinho, quem ‘esquece’ suas necessidades ou quem sempre deve ceder para manter a harmonia familiar. É um formato de relação que se sustenta em desequilíbrio emocional e, muitas vezes, em manipulação afetiva.”

Além dos comportamentos exagerados, o narcisismo familiar pode se expressar em jogos emocionais como gaslighting, ou seja, fazer alguém duvidar de sua própria percepção, bem como idealização e desvalorização alternadas, e exigências de atendimento às expectativas alheias. “Não são apenas casos extremos de transtorno de personalidade; muitas famílias exibem traços narcisistas de forma sutil e perniciosa, produzindo desgaste emocional grave em quem convive com esses padrões.”

Thaís destaca que a convivência prolongada com esse tipo de dinâmica pode afetar a autoimagem, capacidade de estabelecer limites e autonomia emocional de filhos e demais membros. “É comum que pessoas adultas ainda carreguem um senso aumentado de culpa, medo de desapontar ou dificuldade em afirmar seus próprios desejos, tudo porque, em um passado familiar, suas necessidades foram constantemente invisibilizadas.”

A psicóloga ressalta a importância de desmistificar o narcisismo e fomentar conversas sobre limites saudáveis, reconhecimento de padrões emocionais e busca de apoio profissional. “Entender como as relações familiares influenciam nossa vida psicológica é um passo fundamental para romper ciclos de sofrimento emocional e cultivar vínculos mais genuínos e equilibrados”, finaliza. 

Thaís Barbisan é psicóloga clínica e neuropsicóloga (CRP 06/136840), formada pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) e pós-graduada em Neuropsicologia pelo Instituto de Estudos do Comportamento, atuando há mais de oito anos no atendimento a crianças, adolescentes e adultos. Com abordagem integrativa e ênfase na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), dedica-se à psicoterapia e à avaliação neuropsicológica, especialmente em casos de TDAH, dificuldades de aprendizagem, ansiedade, depressão e questões emocionais. Atende presencialmente em Ribeirão Preto (SP) e também no formato online, oferecendo acolhimento, ciência e estratégia clínica para promover saúde mental e qualidade de vida.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Os limites do afeto: uma autobiografia sobre relações familiares atravessadas pela violência

Em livro, Geraldo Trindade traça um retrato sensível e responsável de conflitos e silêncios no âmbito doméstico

Em uma narrativa autobiográfica, Geraldo Trindade transforma experiências pessoais em matéria literária para investigar como vínculos afetivos se constroem — e se rompem — no ambiente doméstico. Seu livro de estreia O amor existe? Depende parte de memórias e observações sensíveis para questionar comportamentos naturalizados nas relações familiares e expor tensões que muitas vezes permanecem silenciadas no cotidiano. 

Ao longo da obra, ele propõe uma reflexão sobre a coexistência entre afeto e agressão, abordando situações em que o amor se manifesta de forma ambígua, condicionado por escolhas, contextos sociais e padrões culturais. A narrativa percorre episódios de convivência familiar, educação dos filhos e relacionamentos íntimos, revelando como a violência doméstica pode se instalar justamente onde se espera proteção. 

Vivíamos em uma época de moralismo tão grande que empunhava, aos pais de família, muita pressão para manter as famílias dentro do estereótipo; então, muitos utilizavam da repressão e do castigo físico para manter suas famílias dentro de tais padrões, e ainda acreditavam que isto era bíblico (O amor existe? Dependep.13) 

 Sem relatos explícitos e descrições sensacionalistas, O amor existe? Depende constrói um retrato subjetivo e cuidadoso da violência, deixando lacunas intencionais para que o leitor interprete, reflita e reconheça aspectos de sua própria realidade. Essa escolha narrativa amplia o impacto da obra, ao permitir múltiplas leituras sobre responsabilidade, empatia e transformação.  

O livro também contrasta histórias de dor com exemplos de afeto, paz e reconstrução, sem romantizar cenários de agressão. Essa dualidade — entre ruptura e esperança — sustenta o questionamento central da obra e convida o leitor a repensar atitudes diante de situações semelhantes. 

Ao propor que o amor não é um dado absoluto, mas uma construção que depende de atitudes e escolhas, Geraldo Trindade apresenta uma história que dialoga com debates atuais sobre violência doméstica, relações familiares e responsabilidade emocional. A obra encerra com um convite à reflexão: compreender os limites do afeto pode ser o primeiro passo para romper ciclos de silêncio e transformar realidades. 

FICHA TÉCNICA 

Título: O amor existe? Depende
Autor: Geraldo Trindade
Editora: LUX
ISBN: 9786559138357
Páginas: 39
Onde encontrarEditora LUX e Amazon (R$ 35,00)

Sobre o autor: Geraldo Trindade é técnico eletricista e escreve poemas desde a juventude, utilizando a escrita como forma de reflexão sobre relações humanas, sentimentos e experiências do cotidiano. O amor existe? Depende marca sua estreia na literatura, reunindo vivências transformadas em narrativa sensível. Em reconhecimento à sua trajetória e contribuição cultural, recebeu a Medalha de Honra ao Mérito da Câmara Municipal de Mariana, em Minas Gerais. 

Instagram: @geraldovenanciotrindade 


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O segredo da água micelar - confira 5 usos pouco conhecidos do produto

Favorito da rotina de skincare, o produto é ideal para manter a limpeza e hidratação da pele


Foto: Freepik


O dia a dia coloca a pele em contato constante com poluição, ambientes fechados, maquiagem acumulada e variações de temperatura. Aos poucos, essa combinação cria uma sensação de cansaço cutâneo que motiva muitas pessoas a buscarem soluções práticas no universo do skincare. Dentro desse contexto, a água micelar tem se destacado cada vez mais como um recurso versátil, capaz de acompanhar rotinas diferentes sem exigir rituais longos.

A água micelar parece simples, mas sua fórmula responde a necessidades que mudam ao longo do dia. As micelas funcionam como pequenos imãs que atraem impurezas, facilitam a limpeza e ainda mantêm o conforto da pele. É por isso que ela atende desde quem usa muita maquiagem até quem tem sensibilidade elevada”, esclarece Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, marca referência no desenvolvimento de cosméticos hipoalergênicos. Para a especialista, esse entendimento amplia as possibilidades do produto e mostra por que ele se tornou indispensável para tanta gente.

Esse caráter multifuncional se traduz em usos pouco conhecidos que tornam o produto ainda mais valioso no cotidiano. A seguir, Julinha destaca aplicações que ampliam o potencial da água micelar e ajudam a organizar uma rotina prática, cuidadosa e compatível com diferentes tipos de pele

Pós-limpeza

Aplicar a água micelar após a lavagem do rosto traz diversos benefícios à pele, uma vez que ela remove resíduos leves acumulados ao longo do dia, como poluição inicial, suor e restos de protetor solar. A presença de ativos como extrato de calêndula, ácido hialurônico e Glicirrizinato Dipotássico na fórmula do produto potencializa a absorção dos tratamentos aplicados depois e torna a rotina mais eficiente.

Cuidado após exercícios ou exposição ao calor

Após treinos e momentos de calor intenso, o rosto tende a ficar irritado pelo acúmulo de suor e sais que causam ardência e vermelhidão. A água micelar alivia essa sensação porque limpa sem remover a proteção natural da pele.

Quando a pele está aquecida ou sensibilizada, a limpeza precisa ser leve para não agravar a irritação”, afirma Julinha. Esse uso é especialmente útil para quem volta da academia ou transita entre espaços abafados durante o dia.

 

Alívio para desconfortos causados pelo ar-condicionado e pelo clima

Variações bruscas de temperatura deixam a pele instável, com sensação de ressecamento súbito. A aplicação da água micelar cria uma pausa de conforto ao retirar impurezas e devolver frescor sem agredir a superfície cutânea.

Peles secas e maduras costumam perceber essa melhora com rapidez, principalmente em dias de vento, calor extremo ou longas horas em ambientes climatizados

Higienização de peles sensíveis

Bebês, idosos e pessoas com dermatites necessitam de limpeza frequente, mas sem estímulos que provoquem ardência ou coceira. A água micelar realiza essa higienização de forma estável, mantendo o equilíbrio natural da pele.

A estrutura das micelas limpa com suavidade e oferece segurança para aqueles que apresentam uma pele naturalmente mais sensível”, destaca Julinha. Isso torna o produto útil em cuidados específicos e em áreas mais delicadas do corpo.

Manutenção da limpeza ao longo do dia

Mesmo sem maquiagem, o rosto acumula oleosidade, poeira fina e resíduos do ambiente. A água micelar funciona como uma renovação leve quando não há tempo para uma lavagem completa, mantendo a sensação de pele fresca e equilibrada. Esse uso diário auxilia no controle do brilho, melhora o conforto cutâneo e prolonga a sensação de limpeza sem comprometer a barreira natural.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A coragem de reaprender a habitar o próprio corpo

Na autobiografia "Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço — Com Licença, Estou Me Reencontrando", Tati Riceli reúne memórias que atravessam recomeços e saúde emocional



Como quem abre uma janela depois de anos com a cortina fechada, não para prometer paisagens perfeitas, mas para permitir que o ar finalmente entre, Tati Riceli apresenta o relato de um reencontro profundo com a mente, o corpo, o cotidiano e consigo em Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço — Com Licença, Estou Me Reencontrando. Entre memórias afiadas e metáforas delicadas, ela transforma a própria trajetória em uma literatura sensível e reflexiva, ao contar sobre a cirurgia bariátrica, o trabalho na área de Recursos Humanas e uma longa jornada de análise terapêutica.  

Ao recordar diferentes sentimentos — como a sensação de amor evocada pelo cheiro de alho refogado nas reuniões em família — a autora costura um mosaico afetivo desde a infância até a fase adulta. Contudo, somente duas décadas após a bariátrica e um processo intenso de autoconhecimento, ela compreendeu que a comida havia assumido, por muito tempo, o papel de anestesia e fuga. A partir dessa descoberta entendeu que o autoconhecimento não é uma fórmula pronta, mas um recomeço contínuo sustentado por pausas, consciência e reconexão. 

É justamente desse olhar atento que nasce a forma como a escritora narra as pequenas mudanças que transformaram seu cotidiano. Com uma linguagem refinada e temperada por toques de comédia existencial, Tati descreve a importância de dizer não, reconhecer limites, buscar apoio, fazer terapia e reconstruir sua presença no mundo. Ao relatar esse percurso, mostra o que significa reaprender a habitar o próprio corpo, compreender o peso do afeto, respeitar os silêncios e encontrar beleza nas imperfeições em diferentes circunstâncias da vida. 

Escrevi este livro quando compreendi que o meu processo não era uma dieta, mas um reencontro, um retorno sensível a mim mesma. Não falo de antes e depois na balança, mas do território vivo entre esses extremos. É nesse intervalo que quem sempre cuidou de todos aprende, enfim, a se incluir. O processo não é fórmula nem milagre: é presença. Um convite para habitar o próprio corpo com a delicadeza que tantas vezes dedicamos só aos outros”, disse Tati Riceli 

Organizado em capítulos independentes, o livro se afasta do modelo tradicional de memórias e adota uma narrativa única de escrita, em que cada parte nasce de uma dor ressignificada, que só é contada quando o sentir já se transformou em compreensão. Essa estrutura cria um percurso em espiral, no qual corpo, mente e alma se complementam, revelando novas camadas de lucidez. A obra conta ainda com um “Dicionário de Emoções Disfarçadas”, que acompanha cada capítulo e traduz sentimentos cotidianos em expressões poéticas e espirituosas para diferentes contextos e momentos. 

A autora também incorpora à trama vivências da vida adulta e visita temas como os desafios de manter uma rotina, a relevância de cultivar o bom humor, a busca por fortalecer a própria autoestima e, como mulher gay, reforça a importância do respeito às diferenças. No fim, a obra mostra que o processo de se reencontrar é um ato de coragem e que seguir adiante, mesmo sem roteiro, pode revelar uma beleza inesperada. “A escrita é uma forma de dar passagem ao que amadurece em silêncio, de transformar o vivido em palavra e o aprendizado em arte”, conclui.  

FICHA TÉCNICA 

Título: Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço 
Subtítulo: Com Licença Estou Me Reencontrando 
Autora: Tati Riceli  
Editora: Ipê das Letras  
ISBN: 978-65-286-0012-0 
Páginas: 128
Onde encontrarAmazon e-book (R$ 25,00) | Amazon físico (R$ 43,90) | R$ Loja Ipê das Letras (R$ 42,00) | Site da autora 

Sobre a autora: Executiva por escolha e escritora por essência, a carioca Tati Riceli costura palavras como quem borda sentido no cotidiano. Formada em Administração, ela atua numa multinacional, onde lidera projetos que unem eficiência, cultura e propósito. Com o olhar humano de gestora e a escuta de quem trabalha com gente, a autora escreve poemas para a Revista Autorretratos e participa de antologias literárias que celebram a sensibilidade e o cotidiano com humor e verdade. Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço — Com Licença, Estou Me Reencontrando marca sua estreia na literatura. 

Redes sociais da autora: 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Ciclo menstrual irregular: quando é sinal de alerta?

Alterações na duração, no fluxo e na frequência da menstruação podem indicar desequilíbrios hormonais ou doenças ginecológicas que merecem atenção médica



O ciclo menstrual é um importante indicador da saúde da mulher e reflete o equilíbrio hormonal do organismo. Quando ocorre de forma regular, geralmente sinaliza bom funcionamento do corpo. No entanto, mudanças frequentes no padrão menstrual, seja no intervalo entre os ciclos, na quantidade de sangramento ou na duração da menstruação, podem representar um sinal de alerta que não deve ser ignorado.

O ciclo menstrual corresponde ao período entre o primeiro dia de uma menstruação e o primeiro dia da seguinte. Em média, dura 28 dias, mas é considerado normal a variação entre 21 e 35 dias em mulheres adultas. Esse processo é regulado por hormônios e prepara o organismo mensalmente para uma possível gestação.

“Pequenas variações podem acontecer ao longo da vida, especialmente na adolescência, no pós-parto ou na transição para a menopausa. O problema é quando a irregularidade se torna frequente ou vem acompanhada de outros sintomas”, explica a ginecologista Loreta Canivilo.

Principais sinais de menstruação irregular

  • Ciclos com duração variada: quando o intervalo entre as menstruações muda a cada mês, sem um padrão previsível, o que pode indicar alterações hormonais.
  • Fluxo menstrual intenso: sangramento excessivo, necessidade de trocar absorventes com muita frequência ou presença de coágulos grandes, podendo causar anemia.
  • Aumento da frequência menstrual: menstruações que ocorrem em intervalos menores que 21 dias, dificultando a recuperação do organismo entre os ciclos.
  • Ausência de menstruação (amenorreia): ficar mais de três meses sem menstruar, fora de situações como gravidez ou amamentação, é um sinal importante de investigação.
  • Sangramentos fora do período menstrual: perdas de sangue entre os ciclos ou após relações sexuais podem indicar problemas ginecológicos.
  • Menstruação prolongada: sangramentos que duram mais de sete dias consecutivos, sugerindo alterações no útero ou nos hormônios.

Segundo Loreta Canivilo, “Quando a mulher precisa trocar o absorvente a cada uma ou duas horas, sente um impacto significativo na rotina ou convive com ciclos imprevisíveis, isso já merece investigação médica”.

Quando é hora de procurar um médico?

É fundamental buscar avaliação ginecológica quando a irregularidade menstrual persiste por três ciclos consecutivos ou mais, surge de forma repentina após um histórico de ciclos regulares ou vem acompanhada de dor intensa, tontura, fraqueza, sangramentos frequentes ou dificuldade para engravidar. O acompanhamento médico permite identificar precocemente alterações e iniciar o tratamento adequado.

“O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Muitas condições podem ser controladas com acompanhamento adequado, evitando complicações futuras”, reforça Canivilo.

Doenças e condições associadas ao ciclo irregular

Diversas condições podem estar por trás das alterações menstruais. Entre as mais comuns estão a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), distúrbios da tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, endometriose, miomas uterinos, alterações hormonais relacionadas ao estresse, ganho ou perda excessiva de peso e o uso inadequado de anticoncepcionais hormonais.

“A SOP é uma das principais causas de ciclos irregulares e pode impactar não apenas a fertilidade, mas também a saúde metabólica e emocional da mulher”, destaca Loreta Canivilo.

Observar o próprio ciclo, anotar mudanças e buscar orientação profissional ao notar alterações persistentes são atitudes simples que contribuem para o cuidado com a saúde ginecológica e o bem-estar ao longo da vida.

Sobre a Dra. Loreta Canivilo

A médica ginecologista, obstetra e gineco-endocrinologista Loreta Canivilo é especialista em reposição hormonal feminina, estética íntima feminina e no tratamento de doenças do útero e endométrio.

A profissional possui diversas pós-graduações em instituições de referência, como o Hospital Sírio-Libanês, onde se especializou em Reprodução e Ginecologia Endócrina, e o Hospital Albert Einstein, onde estudou Medicina em Estado da Arte. Também é especialista em Nutrologia e Endocrinologia pela Faculdade Primum, referência em educação médica.

Nas redes sociais, Loreta já acumula mais de 90 mil seguidores (@draloreta), oferecendo conteúdos explicativos sobre saúde da mulher, gestação, reposição hormonal e implantes.

Além disso, é idealizadora de um projeto social, em parceria com o Instituto Primum — onde também ministra aulas —, que promove atendimento gratuito de saúde feminina para mulheres em situação de vulnerabilidade.


Calor, praia e biquíni: ginecologista alerta para cuidados essenciais com a região íntima

O calor e a umidade típicos do verão tornam a estação um dos períodos de maior risco para desequilíbrios da saúde íntima. Segundo a ginecologista Dra. Tatiana Aoki, da Ellowa Health, cuidados simples podem prevenir problemas comuns nessa época, incluindo irritações e candidíase



O verão chega trazendo sol forte, mais tempo de biquíni, praia, piscina, transpiração excessiva e uma rotina alimentar mais relaxada. Embora a estação seja sinônimo de leveza para muitas pessoas, para grande parte das mulheres ela representa também um período de maior vulnerabilidade da saúde íntima. O calor e a umidade criam condições favoráveis ao desequilíbrio da microbiota vaginal e, com isso, aumentam as queixas de candidíase, irritações e desconfortos.

Segundo a DraTatiana Aoki, ginecologista da Ellowa Health, o verão reúne uma série de gatilhos que exigem atenção redobrada. “Temos um aumento natural de ambientes úmidos, como o uso prolongado de biquíni, além da elevação da temperatura. Somado a isso, há uma tendência maior ao consumo de açúcar e à desregulação alimentar. Tudo isso interfere de forma direta na microbiota”, explica.

Ela destaca três fatores que se intensificam nesta época:

  1. Consumo elevado de açúcar
    “Sorvetes, bebidas doces e guloseimas típicas do verão contribuem para o desequilíbrio do microbioma vaginal, favorecendo a Candida albicans.”
  2. Estresse e alimentação compensatória
    “O estresse leva muitas mulheres a consumirem mais carboidratos e doces, criando um círculo que compromete a saúde vaginal.”
  3. Hidratação insuficiente
    “No calor, perdemos mais água e muitas vezes não repomos na mesma proporção. A hidratação adequada é essencial para manter a mucosa saudável e reduzir riscos.”

Fatores externos também pesam. Permanecer muito tempo com o biquíni molhado, usar roupas apertadas e ter contato frequente com areia e água salgada são hábitos comuns que alteram a ventilação e a umidade da região íntima.

“A vulva e a vagina são ecossistemas sensíveis. Pequenos desequilíbrios já são suficientes para desencadear sintomas incômodos. Entender isso ajuda a prevenir desconfortos típicos da estação”, reforça a ginecologista.

Além de ajustes nos hábitos, Dra. Tatiana Aoki destaca que a suplementação pode ser uma aliada, especialmente em épocas de maior oscilação da microbiota.

“Quando pensamos em microbiota vaginal, buscamos fortalecer o ambiente para que os lactobacilos, (nossas bactérias ‘boas’) consigam se manter em equilíbrio. Suplementos formulados com esse foco podem contribuir para reforçar esse ecossistema, sobretudo em épocas mais críticas, como o verão”, afirma.

A especialista cita como exemplo o Lumí Flora da pioneira Ellowa Health, suplemento amplamente utilizado para suporte da microbiota em uma combinação de probióticos específicos, prebióticos e nutrientes que favorecem o equilíbrio vaginal. “Ele atua como um reforço para a manutenção do equilíbrio vaginal, o que pode ser particularmente útil quando há maior exposição a fatores que desregulam esse sistema. Não substitui hábitos saudáveis, mas complementa o cuidado.”

Dicas da ginecologista para um verão íntimo mais saudável

  • Trocar o biquíni molhado sempre que possível
  • Optar por roupas íntimas de algodão
  • Reduzir açúcar e ultraprocessados
  • Beber água com frequência ao longo do dia
  • Estabelecer uma rotina que reduza o estresse
  • Manter cuidados de higiene que respeitem a microbiota
  • Buscar orientação médica antes de iniciar qualquer suplementação

Para a ginecologista, a principal mudança dos últimos anos é a busca das mulheres por informação segura. “As pacientes estão mais curiosas, mais conscientes e menos dispostas a aceitar desconfortos como ‘normais’. A educação em saúde íntima tem sido um pilar fundamental dessa nova fase.”

Com temperaturas em alta, o recado é simples: o corpo fala e ouvir seus sinais é o primeiro passo para viver a estação com bem-estar e autonomia.