Os filmes exibidos nas sessões CineMaterna são escolhidos pelas famílias cadastradas no site, por meio de votação em enquetes
|
Um espaço para conversarmos sobre saúde, qualidade de vida e ações sociais
|
As dinâmicas familiares moldam nossa forma de amar, comunicar e estar no mundo. Mas nem sempre esses vínculos promovem saúde emocional e, em alguns casos, padrões de narcisismo podem se infiltrar nas relações e gerar sofrimento espontâneo e persistente. O conceito de narcisismo vai além do estereótipo de vaidade nas redes sociais e, quando presente no núcleo familiar, pode influenciar profundamente identidade, autoestima e bem-estar psicológico.
Para a psicóloga e neuropsicóloga Thaís Barbisan, o narcisismo familiar é um fenômeno que se manifesta não apenas em comportamentos explícitos de egoísmo, mas em padrões amplos de interação emocional. “Em famílias narcisistas, a necessidade de validação e atenção pode se tornar a regra principal da convivência, não apenas um traço individual, mas um padrão que orienta relações e expectativas entre pais, filhos e irmãos.”
Segundo especialistas, o narcisismo inclui uma busca intensa por admiração, dificuldade em reconhecer os sentimentos dos outros e falta de empatia, comportamentos que podem ser reforçados no contexto familiar quando não há limites claros. “O problema começa quando essas dinâmicas se naturalizam e passam a ditar quem ‘merece’ carinho, quem ‘esquece’ suas necessidades ou quem sempre deve ceder para manter a harmonia familiar. É um formato de relação que se sustenta em desequilíbrio emocional e, muitas vezes, em manipulação afetiva.”
Além dos comportamentos exagerados, o narcisismo familiar pode se expressar em jogos emocionais como gaslighting, ou seja, fazer alguém duvidar de sua própria percepção, bem como idealização e desvalorização alternadas, e exigências de atendimento às expectativas alheias. “Não são apenas casos extremos de transtorno de personalidade; muitas famílias exibem traços narcisistas de forma sutil e perniciosa, produzindo desgaste emocional grave em quem convive com esses padrões.”
Thaís destaca que a convivência prolongada com esse tipo de dinâmica pode afetar a autoimagem, capacidade de estabelecer limites e autonomia emocional de filhos e demais membros. “É comum que pessoas adultas ainda carreguem um senso aumentado de culpa, medo de desapontar ou dificuldade em afirmar seus próprios desejos, tudo porque, em um passado familiar, suas necessidades foram constantemente invisibilizadas.”
A psicóloga ressalta a importância de desmistificar o narcisismo e fomentar conversas sobre limites saudáveis, reconhecimento de padrões emocionais e busca de apoio profissional. “Entender como as relações familiares influenciam nossa vida psicológica é um passo fundamental para romper ciclos de sofrimento emocional e cultivar vínculos mais genuínos e equilibrados”, finaliza.
Thaís Barbisan é psicóloga clínica e neuropsicóloga (CRP 06/136840), formada pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) e pós-graduada em Neuropsicologia pelo Instituto de Estudos do Comportamento, atuando há mais de oito anos no atendimento a crianças, adolescentes e adultos. Com abordagem integrativa e ênfase na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), dedica-se à psicoterapia e à avaliação neuropsicológica, especialmente em casos de TDAH, dificuldades de aprendizagem, ansiedade, depressão e questões emocionais. Atende presencialmente em Ribeirão Preto (SP) e também no formato online, oferecendo acolhimento, ciência e estratégia clínica para promover saúde mental e qualidade de vida.
Em uma narrativa autobiográfica, Geraldo Trindade transforma experiências pessoais em matéria literária para investigar como vínculos afetivos se constroem — e se rompem — no ambiente doméstico. Seu livro de estreia O amor existe? Depende parte de memórias e observações sensíveis para questionar comportamentos naturalizados nas relações familiares e expor tensões que muitas vezes permanecem silenciadas no cotidiano.
Ao longo da obra, ele propõe uma reflexão sobre a coexistência entre afeto e agressão, abordando situações em que o amor se manifesta de forma ambígua, condicionado por escolhas, contextos sociais e padrões culturais. A narrativa percorre episódios de convivência familiar, educação dos filhos e relacionamentos íntimos, revelando como a violência doméstica pode se instalar justamente onde se espera proteção.
Vivíamos em uma época de moralismo tão grande que empunhava, aos pais de família, muita pressão para manter as famílias dentro do estereótipo; então, muitos utilizavam da repressão e do castigo físico para manter suas famílias dentro de tais padrões, e ainda acreditavam que isto era bíblico (O amor existe? Depende, p.13)
Sem relatos explícitos e descrições sensacionalistas, O amor existe? Depende constrói um retrato subjetivo e cuidadoso da violência, deixando lacunas intencionais para que o leitor interprete, reflita e reconheça aspectos de sua própria realidade. Essa escolha narrativa amplia o impacto da obra, ao permitir múltiplas leituras sobre responsabilidade, empatia e transformação.
O livro também contrasta histórias de dor com exemplos de afeto, paz e reconstrução, sem romantizar cenários de agressão. Essa dualidade — entre ruptura e esperança — sustenta o questionamento central da obra e convida o leitor a repensar atitudes diante de situações semelhantes.
Ao propor que o amor não é um dado absoluto, mas uma construção que depende de atitudes e escolhas, Geraldo Trindade
FICHA TÉCNICA
Título: O amor existe? Depende
Autor: Geraldo Trindade
Editora: LUX
ISBN: 9786559138357
Páginas: 39
Onde encontrar: Editora LUX e Amazon (R$ 35,00)
Sobre o autor: Geraldo Trindade é técnico eletricista e escreve poemas desde a juventude, utilizando a escrita como forma de reflexão sobre relações humanas, sentimentos e experiências do cotidiano. O amor existe? Depende marca sua estreia na literatura, reunindo vivências transformadas em narrativa sensível. Em reconhecimento à sua trajetória e contribuição cultural, recebeu a Medalha de Honra ao Mérito da Câmara Municipal de Mariana, em Minas Gerais.
Instagram: @
![]() |
| Foto: Freepik |
O dia a dia coloca a pele em contato constante com poluição, ambientes fechados, maquiagem acumulada e variações de temperatura. Aos poucos, essa combinação cria uma sensação de cansaço cutâneo que motiva muitas pessoas a buscarem soluções práticas no universo do skincare. Dentro desse contexto, a água micelar tem se destacado cada vez mais como um recurso versátil, capaz de acompanhar rotinas diferentes sem exigir rituais longos.
“A água micelar parece simples, mas sua fórmula responde a necessidades que mudam ao longo do dia. As micelas funcionam como pequenos imãs que atraem impurezas, facilitam a limpeza e ainda mantêm o conforto da pele. É por isso que ela atende desde quem usa muita maquiagem até quem tem sensibilidade elevada”, esclarece Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, marca referência no desenvolvimento de cosméticos hipoalergênicos. Para a especialista, esse entendimento amplia as possibilidades do produto e mostra por que ele se tornou indispensável para tanta gente.
Esse caráter multifuncional se traduz em usos pouco conhecidos que tornam o produto ainda mais valioso no cotidiano. A seguir, Julinha destaca aplicações que ampliam o potencial da água micelar e ajudam a organizar uma rotina prática, cuidadosa e compatível com diferentes tipos de pele
Pós-limpeza
Aplicar a água micelar após a lavagem do rosto traz diversos benefícios à pele, uma vez que ela remove resíduos leves acumulados ao longo do dia, como poluição inicial, suor e restos de protetor solar. A presença de ativos como extrato de calêndula, ácido hialurônico e Glicirrizinato Dipotássico na fórmula do produto potencializa a absorção dos tratamentos aplicados depois e torna a rotina mais eficiente.
Cuidado após exercícios ou exposição ao calor
Após treinos e momentos de calor intenso, o rosto tende a ficar irritado pelo acúmulo de suor e sais que causam ardência e vermelhidão. A água micelar alivia essa sensação porque limpa sem remover a proteção natural da pele.
“Quando a pele está aquecida ou sensibilizada, a limpeza precisa ser leve para não agravar a irritação”, afirma Julinha. Esse uso é especialmente útil para quem volta da academia ou transita entre espaços abafados durante o dia.
Alívio para desconfortos causados pelo ar-condicionado e pelo clima
Variações bruscas de temperatura deixam a pele instável, com sensação de ressecamento súbito. A aplicação da água micelar cria uma pausa de conforto ao retirar impurezas e devolver frescor sem agredir a superfície cutânea.
Peles secas e maduras costumam perceber essa melhora com rapidez, principalmente em dias de vento, calor extremo ou longas horas em ambientes climatizados
Higienização de peles sensíveis
Bebês, idosos e pessoas com dermatites necessitam de limpeza frequente, mas sem estímulos que provoquem ardência ou coceira. A água micelar realiza essa higienização de forma estável, mantendo o equilíbrio natural da pele.
“A estrutura das micelas limpa com suavidade e oferece segurança para aqueles que apresentam uma pele naturalmente mais sensível”, destaca Julinha. Isso torna o produto útil em cuidados específicos e em áreas mais delicadas do corpo.
Manutenção da limpeza ao longo do dia
Mesmo sem maquiagem, o rosto acumula oleosidade, poeira fina e resíduos do ambiente. A água micelar funciona como uma renovação leve quando não há tempo para uma lavagem completa, mantendo a sensação de pele fresca e equilibrada. Esse uso diário auxilia no controle do brilho, melhora o conforto cutâneo e prolonga a sensação de limpeza sem comprometer a barreira natural.
Como quem abre uma janela depois de anos com a cortina fechada, não para prometer paisagens perfeitas, mas para permitir que o ar finalmente entre, Tati Riceli apresenta o relato de um reencontro profundo com a mente, o corpo, o cotidiano e consigo em Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço — Com Licença, Estou Me Reencontrando. Entre memórias afiadas e metáforas delicadas, ela transforma a própria trajetória em uma literatura sensível e reflexiva, ao contar sobre a cirurgia bariátrica, o trabalho na área de Recursos Humanas e uma longa jornada de análise terapêutica.
Ao recordar diferentes sentimentos — como a sensação de amor evocada pelo cheiro de alho refogado nas reuniões em família — a autora costura um mosaico afetivo desde a infância até a fase adulta. Contudo, somente duas décadas após a bariátrica e um processo intenso de autoconhecimento, ela compreendeu que a comida havia assumido, por muito tempo, o papel de anestesia e fuga. A partir dessa descoberta entendeu que o autoconhecimento não é uma fórmula pronta, mas um recomeço contínuo sustentado por pausas, consciência e reconexão.
É justamente desse olhar atento que nasce a forma como a escritora narra as pequenas mudanças que transformaram seu cotidiano. Com uma linguagem refinada e temperada por toques de comédia existencial, Tati descreve a importância de dizer não, reconhecer limites, buscar apoio, fazer terapia e reconstruir sua presença no mundo. Ao relatar esse percurso, mostra o que significa reaprender a habitar o próprio corpo, compreender o peso do afeto, respeitar os silêncios e encontrar beleza nas imperfeições em diferentes circunstâncias da vida.
“Escrevi este livro quando compreendi que o meu processo não era uma dieta, mas um reencontro, um retorno sensível a mim mesma. Não falo de antes e depois na balança, mas do território vivo entre esses extremos. É nesse intervalo que quem sempre cuidou de todos aprende, enfim, a se incluir. O processo não é fórmula nem milagre: é presença. Um convite para habitar o próprio corpo com a delicadeza que tantas vezes dedicamos só aos outros”, disse Tati Riceli.
Organizado em capítulos independentes, o livro se afasta do modelo tradicional de memórias e adota uma narrativa única de escrita, em que cada parte nasce de uma dor ressignificada, que só é contada quando o sentir já se transformou em compreensão. Essa estrutura cria um percurso em espiral, no qual corpo, mente e alma se complementam, revelando novas camadas de lucidez. A obra conta ainda com um “Dicionário de Emoções Disfarçadas”, que acompanha cada capítulo e traduz sentimentos cotidianos em expressões poéticas e espirituosas para diferentes contextos e momentos.
A autora também incorpora à trama vivências da vida adulta e visita temas como os desafios de manter uma rotina, a relevância de cultivar o bom humor, a busca por fortalecer a própria autoestima e, como mulher gay, reforça a importância do respeito às diferenças. No fim, a obra mostra que o processo de se reencontrar é um ato de coragem e que seguir adiante, mesmo sem roteiro, pode revelar uma beleza inesperada. “A escrita é uma forma de dar passagem ao que amadurece em silêncio, de transformar o vivido em palavra e o aprendizado em arte”, conclui.
FICHA TÉCNICA
Título: Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço
Subtítulo: Com Licença Estou Me Reencontrando
Autora: Tati Riceli
Editora: Ipê das Letras
ISBN: 978-65-286-0012-0
Páginas: 128
Onde encontrar: Amazon e-book (R$ 25,00) | Amazon físico (R$ 43,90) | R$ Loja Ipê das Letras (R$ 42,00) | Site da autora
Sobre a autora: Executiva por escolha e escritora por essência, a carioca Tati Riceli costura palavras como quem borda sentido no cotidiano. Formada em Administração, ela atua numa multinacional, onde lidera projetos que unem eficiência, cultura e propósito. Com o olhar humano de gestora e a escuta de quem trabalha com gente, a autora escreve poemas para a Revista Autorretratos e participa de antologias literárias que celebram a sensibilidade e o cotidiano com humor e verdade. Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço — Com Licença, Estou Me Reencontrando marca sua estreia na literatura.
Redes sociais da autora:
O ciclo menstrual é um importante indicador da saúde da mulher e reflete o equilíbrio hormonal do organismo. Quando ocorre de forma regular, geralmente sinaliza bom funcionamento do corpo. No entanto, mudanças frequentes no padrão menstrual, seja no intervalo entre os ciclos, na quantidade de sangramento ou na duração da menstruação, podem representar um sinal de alerta que não deve ser ignorado.
O ciclo menstrual corresponde ao período entre o primeiro dia de uma menstruação e o primeiro dia da seguinte. Em média, dura 28 dias, mas é considerado normal a variação entre 21 e 35 dias em mulheres adultas. Esse processo é regulado por hormônios e prepara o organismo mensalmente para uma possível gestação.
“Pequenas variações podem acontecer ao longo da vida, especialmente na adolescência, no pós-parto ou na transição para a menopausa. O problema é quando a irregularidade se torna frequente ou vem acompanhada de outros sintomas”, explica a ginecologista Loreta Canivilo.
Principais sinais de menstruação irregular
Segundo Loreta Canivilo, “Quando a mulher precisa trocar o absorvente a cada uma ou duas horas, sente um impacto significativo na rotina ou convive com ciclos imprevisíveis, isso já merece investigação médica”.
Quando é hora de procurar um médico?
É fundamental buscar avaliação ginecológica quando a irregularidade menstrual persiste por três ciclos consecutivos ou mais, surge de forma repentina após um histórico de ciclos regulares ou vem acompanhada de dor intensa, tontura, fraqueza, sangramentos frequentes ou dificuldade para engravidar. O acompanhamento médico permite identificar precocemente alterações e iniciar o tratamento adequado.
“O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Muitas condições podem ser controladas com acompanhamento adequado, evitando complicações futuras”, reforça Canivilo.
Doenças e condições associadas ao ciclo irregular
Diversas condições podem estar por trás das alterações menstruais. Entre as mais comuns estão a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), distúrbios da tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, endometriose, miomas uterinos, alterações hormonais relacionadas ao estresse, ganho ou perda excessiva de peso e o uso inadequado de anticoncepcionais hormonais.
“A SOP é uma das principais causas de ciclos irregulares e pode impactar não apenas a fertilidade, mas também a saúde metabólica e emocional da mulher”, destaca Loreta Canivilo.
Observar o próprio ciclo, anotar mudanças e buscar orientação profissional ao notar alterações persistentes são atitudes simples que contribuem para o cuidado com a saúde ginecológica e o bem-estar ao longo da vida.
Sobre a Dra. Loreta Canivilo
A médica ginecologista, obstetra e gineco-endocrinologista Loreta Canivilo é especialista em reposição hormonal feminina, estética íntima feminina e no tratamento de doenças do útero e endométrio.
A profissional possui diversas pós-graduações em instituições de referência, como o Hospital Sírio-Libanês, onde se especializou em Reprodução e Ginecologia Endócrina, e o Hospital Albert Einstein, onde estudou Medicina em Estado da Arte. Também é especialista em Nutrologia e Endocrinologia pela Faculdade Primum, referência em educação médica.
Nas redes sociais, Loreta já acumula mais de 90 mil seguidores (@draloreta), oferecendo conteúdos explicativos sobre saúde da mulher, gestação, reposição hormonal e implantes.
Além disso, é idealizadora de um projeto social, em parceria com o Instituto Primum — onde também ministra aulas —, que promove atendimento gratuito de saúde feminina para mulheres em situação de vulnerabilidade.
O verão chega trazendo sol forte, mais tempo de biquíni, praia, piscina, transpiração excessiva e uma rotina alimentar mais relaxada. Embora a estação seja sinônimo de leveza para muitas pessoas, para grande parte das mulheres ela representa também um período de maior vulnerabilidade da saúde íntima. O calor e a umidade criam condições favoráveis ao desequilíbrio da microbiota vaginal e, com isso, aumentam as queixas de candidíase, irritações e desconfortos.
Segundo a Dra. Tatiana Aoki, ginecologista da Ellowa Health, o verão reúne uma série de gatilhos que exigem atenção redobrada. “Temos um aumento natural de ambientes úmidos, como o uso prolongado de biquíni, além da elevação da temperatura. Somado a isso, há uma tendência maior ao consumo de açúcar e à desregulação alimentar. Tudo isso interfere de forma direta na microbiota”, explica.
Ela destaca três fatores que se intensificam nesta época:
Fatores externos também pesam. Permanecer muito tempo com o biquíni molhado, usar roupas apertadas e ter contato frequente com areia e água salgada são hábitos comuns que alteram a ventilação e a umidade da região íntima.
“A vulva e a vagina são ecossistemas sensíveis. Pequenos desequilíbrios já são suficientes para desencadear sintomas incômodos. Entender isso ajuda a prevenir desconfortos típicos da estação”, reforça a ginecologista.
Além de ajustes nos hábitos, Dra. Tatiana Aoki destaca que a suplementação pode ser uma aliada, especialmente em épocas de maior oscilação da microbiota.
“Quando pensamos em microbiota vaginal, buscamos fortalecer o ambiente para que os lactobacilos, (nossas bactérias ‘boas’) consigam se manter em equilíbrio. Suplementos formulados com esse foco podem contribuir para reforçar esse ecossistema, sobretudo em épocas mais críticas, como o verão”, afirma.
A especialista cita como exemplo o Lumí Flora da pioneira Ellowa Health, suplemento amplamente utilizado para suporte da microbiota em uma combinação de probióticos específicos, prebióticos e nutrientes que favorecem o equilíbrio vaginal. “Ele atua como um reforço para a manutenção do equilíbrio vaginal, o que pode ser particularmente útil quando há maior exposição a fatores que desregulam esse sistema. Não substitui hábitos saudáveis, mas complementa o cuidado.”
Dicas da ginecologista para um verão íntimo mais saudável
Para a ginecologista, a principal mudança dos últimos anos é a busca das mulheres por informação segura. “As pacientes estão mais curiosas, mais conscientes e menos dispostas a aceitar desconfortos como ‘normais’. A educação em saúde íntima tem sido um pilar fundamental dessa nova fase.”
Com temperaturas em alta, o recado é simples: o corpo fala e ouvir seus sinais é o primeiro passo para viver a estação com bem-estar e autonomia.